A Hora do Espanto I

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Como prometido Fright Nigth II.

e8a0f235ff4f3f58098cdeddca9d6873_jpg_290x478_upscale_q90O segundo filme não fez tanto sucesso quanto o primeiro. Mas na minha humilde opinião seguiu o estilo do primeiro. É aquela velha máxima, não se pode agradar todo mundo. O filme tem bons momentos e cumpre o que prometeu horror e comedia. Tudo começa quando quatro vampiros se mudam para uma grande casa e passam a observar Charley,William Ragsdale e sua namorada Alex, Traci Lind. Os quatro vampiros são liderados por Regine Dandridge, Julie Carmen, que deseja  vingança pela morte de Jerry Dandrige. O resto é fácil de deduzir, o interessante nesse filme é a participação de um Lobisomem.

Minha cena favorita, que conta com a músicas tema do filme I Deborah Holland – Come To Me  e o filme II com  Dressed In Red, de Leslie Lewis uma delícia.

 Beijos longos e mordidos!

A Hora do Espanto I

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downloadA Hora do Espanto (1985)
Fright Night (original title)

Enquanto escrevia os livros da série Alma e Sangue, fui influenciada por vários livros, filmes, musicas, quadro e algumas esculturas. Aos poucos vou falar e mostrar algumas delas.

Um desses filmes foi Fright Nigth, ou A Hora do Espanto, em referencia a um programa de TV no filme de um caçador de vampiros Peter Vincent, o ator Roddy McDowall. Hoje o filme pode ser chamado de clássico.

A história é bem simples, Charley é um adolescente comum que descobre que seu novo vizinho é um vampiro. Para quem viu o filme e já conhece um pouco mais, é fácil perceber a influência do livro de Bram Stoker. A namorada de Charley, Amy Peterso ser a cara da antiga paixão do vampiro, Jerry Dandrige. E Peter Vincent incorporar Van Helsing. Confesso, também sofro disso. O filme é juvenil com pitadas de horror e comedia na medida certa. A Cena mais Hot do filme é quando o Jerry Dandrige seduz a Amy Peterso. O filme tem seus momentos e levou luz sobre um assunto que  em 2009 se tornou uma febre. No próximo post falo um pouco mais sobre vampiros com Fright Nigth II.

Born To Be Wild!!

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Nasci em 20 de Fevereiro de 1973, e isso diz muito.

Vi ao vivo o que muitos assistiram na reprise. Sou do tempo em que ser rebelde, era fura a orelha em dois lugares. Uma época cheia de inocência, mas que caminhava para sua maturidade. O mundo continuava o mesmo, mas todos haviam mudado.

Quando tomei conhecimento que perdi o festival de Woodstock, pensei: demorei demais a nascer, droga! Eu não vi Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who, Santana, Joe Cocker cantarem. Seis meses depois do meu nascimento morria Bruce Lee, o homem que criou o Jeet kune do. Ele se tornou imortal e um ícone da cultura mundial.

Enquanto isso no dia  4 de abril de 1975  Bill Gates e Paul Allen fundavam a Microsoft Corporation. Porém ainda era cedo para falar e pensar em computadores. O homem já havia pisado em solo lunar em 69, e eu sabia o que significava a frase: “A Águia pousou”. A guerra do Vietnã já estava no finzinho, acabou dia 30 de Abril de 1975, mas muitos já haviam morrido. A Tv era preto e branco, mas sabia a cor da guerra e dos conflitos que sacudiram o mundo.

Em 79 adorava dançar e cantar. Ficava no meio da sala diante da “Radiola” cantando Kung Fu Fighting, de Carl Douglas, Aquarius, trilha do filme Hair, nessa época quem não dançou, ou cantou Santa Esmeralda não estava vivo. Nem precisa dizer que adorava a Tina Charles. Fui à escola e estudei Moral e Cívica. Nessa época João do Pulo já era ouro nos Jogos Pan-Americanos. Enquanto o tempo ia passando crescia e via coisas que hoje estão nos livros de história. Vi o Papa ser baleado, acompanhei “As Diretas Já”, assistia Jerry Lewis na Sessão da Tarde até cansar, via também Balão Mágico, quando tinha crise de asma e não ia para a escola. Sabia que Elvis era o Rei, e que Roberto Carlos também era só que aqui no Brasil.

Tinha uma boneca Susi, a Barbie de hoje em dia. À medida que o tempo passava, o país e o mundo mudavam com uma velocidade, que só hoje posso medir e compreender. Vi ídolos cruzarem o céu como estrelas cadentes e caírem no esquecimento da morte ou do fracasso. E como cantava Cazuza, o Tempo não Pára! Cantei com Dinho “Minha Brasília Amarela”. Vi conflitos armados, alta dos preços, moedas que tentavam combater um dragão chamado “inflação”. Esse era o grande medo dos anos 80 e 90. Por esses dias a IBM não conseguiu se entender com a Digital Research e procurou aqueles dois caras, o Bill Gates e Paul Allen, daquela empresa, a Microsoft, para desenvolver o seu sistema operacional. Bem, graças a isso você está lendo esse texto.

Filmes e séries, livros e novelas, dramas e palhaçadas dos Trapalhões, muros caíram e libertaram países. Em 1989 um homem enfrentou quatro tanques de guerra na Praça da Paz Celestial, isso parece estranho, mas foi bem real. Em pé diante dos tanques ele pedia paz e liberdade. Com o tempo a China ficou menos vermelha, mas ainda é a China. A Guerra Fria esfriou de vez, e a Rússia deixou de ser o pior inimigo dos Estados Unidos. O Oriente Médio mostrou sua fúria ao derrubar duas torres em solo americano. A internet caiu, o mundo suou frio. Vimos com surpresa e medo, os donos do mundo de joelhos. A resposta veio com a Guerra do Terror. O Talibã caiu e o deserto se tingiu de sangue. Cabeças rolaram, bombas explodiram. Tio San queria vingança e conseguiu, somente dez anos depois o responsável foi caçado e morto.

Temos a ideia de que tudo está mais perto. E o mundo gira, gira mundo. Nós continuamos esperando o Bug do milênio, o fim do mundo em 2001.Enquanto dançávamos com Madonna, Michael Jackson, os Menudos, Ops! Eu preferia The Cure. Bem, o Bug não aconteceu e isso foi uma piada, mas a maior ainda estava por vir. Mas nós não sabíamos, ou não lembrávamos.

Doenças e guerras bacteriológicas. Novos remédios foram criados, mas morrer ainda é uma regra para os mortais. A AIDS chegou, e logo depois a camisinha com atraso. Os celulares cresceram, diminuíram, depois cresceram novamente e agora parece que somos escravos da tecnologia. As redes sociais aproximam e isolam, matam, corrompem, ajudam, divulgam, constroem e destroem vidas. O grande desafio é manter a mente aberta e evitar a intolerância seja política social, étnica e sexual. Drogas novas e velhas ainda viciam e matam. O sexo ainda é tabu, apesar de ser livre, e a camisinha a salvação. A liberdade sexual aumentou, ou foi à tolerância que cresceu? Prefiro ficar com a tolerância. Afinal quem somos para julgar? Minha mente é um Universo Particular.

Ainda rezamos e olhamos para os fenômenos naturais como espanto e impotência. Ondas varreram algumas ilhas no Japão, uma usina Nuclear ficou fora de controle. O tempo passa depressa, e o velho se torna mais velho. Aqui dentro do meu traje de carne e sonho. Sei que o tempo é relativo, assim como meu manequim, ou as primeiras rugas. Afinal cabelos brancos eu tenho desde os 15 anos.

O Papa pediu para sair, e o mundo olha para o Vaticano com aquela certeza de que a “Verdade está lá fora”, e que de algum modo “nós queremos acreditar”.

Olho os meus pais e percebo as marcas do tempo, marcas que fizemos juntos. Na minha idade você sabe que está ficando velho quando se lembra de tantas coisas. Nessas falhas temporais me sinto um Tiranossauro Rex, claro, se vou ser velha, que seja em grande estilo. Sempre fui carnívora e quem se mexe muito na minha frente termina sem cabeça.

Escrevi esse texto dia 28 de janeiro. Eu estava finalizando um conto, quando do nada a ideia para esse texto cruzou minha mente. Então resolvi postar hoje no dia do meu aniversário. Eu estava ouvindo Rock Clássico, bem ao estilo Steppenwolf, que é uma banda Canadense formada em 1967. Foi quando percebi que ultimamente só venho curtindo clássicos. Fuga, redenção, ou saudade?

O tempo dirá, jamais não sou boa com perguntas filosóficas, principalmente quando se trata de minha pessoa. A confusão no Planeta Nazarethe, é algo para estudo, tese e doutorado. O certo é que hoje faço 40 anos de existência e 30 de lucidez.

As escolhas que fiz, os caminhos que trilhei, os amores que amei e odiei, os que viraram poemas, os que se tornaram vilões. Tudo, tudo foi feito com a madame razão. Então estou aqui ouvindo Steppenwolf, querendo dividir esse texto com meus amigos de Facebook e me intimido. Quem vai curti? Muitos aqui sequer eram nascidos. Vê porque a razão atrapalha? Relaxa e Goza! Quem manda agora é Nazarethe, e ela sabe que o prazer têm um preço. Não tenho medo de dizer minha idade, nem muito menos admitir, que meus gostos são do século passado. Meus aniversários eu passo fazendo o que gosto, e isso sempre muda. Uma das coisas boas da vida é mudar sem ter medo de ser feliz.

Hoje do alto dos meus 40 anos celebro a data sabendo que nasci para ser Selvagem! Para mudar mesmo que seja a mim mesma e sempre para melhor.

Com vocês Steppenwolf, Born To Be Wild, que é trilha sonora do filme “Sem Destino” de 1969. Um clássico, como eu sei que sou!

Feliz Aniversário Nazarethe Fonseca.

 

 

O Olho que Tudo Vê.

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Assim que terminei de escrever Alma e sangue, O Império dos vampiros, eu fiquei uma semana, ou duas organizando as ideias, fazendo o que chamo de “Limpeza de Personagem”. Assisto filmes, leio um livro, faço minhas caminhadas, anoto ideias.

Ainda morava em Fortaleza quando tive a ideia do livro o Olho que Tudo Vê. Durante uma saída noturna, andando no centro da cidade vi um grupo de amigos conversando animadamente. Sorriam e conversavam, mas havia muito mais do que mostravam. Troca de olhares, sorrisos, tensão, ciúme. Minha mente borbulhou de ideias, peguei o papel e anotei a ideia. O grupo se comia vivo. Havia muito ali para ser explicado. Com um tempo depois comecei a trabalhar no conto, a primeira palavra foi:

“– Medo”.

Daí em diante os personagens apareceram um a um, Lee, Ariana, Flora, Sabbath, Edgar, Lenna, Otto e Ciro. Seres sobrenaturais vivendo entre os mortais. Deliciando-se com suas experiências no mundo dos vivos. Poderosos, belos, vingativos, ciumentos, torturados por suas naturezas singulares. Mas alegres, festivos, traiçoeiros e acima de tudo apaixonados. E com um dom especial para contar historias. Eles formam um clube seleto de personagens, que dividem um único poder, o do Olho que Tudo Vê.

Para os fãs de histórias de terror, mistério e romance, acho que o livro vai agradar.

Crônicas de Alma e Sangue 3 Parte – Os Limites

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A criada saiu levando consigo o carrinho do jantar. Ariel Simon cobriu a jovem adormecida, ligou o abajur, apagou o lustre de cristal no teto. Na penumbra pode ver a cor, o frescor da vida voltando lentamente ao corpo de sua hospede. Foi quando se lembrou de que ela não era Kara, não que houvesse as confundido, não. Algo nela lembrou sua campeã, talvez fosse pelo fato de possuir cabelos tão negros quanto os seus. Apesar de ter os cabelos negros, o rosto pequeno, os lábios carnudos. Yasmim Deveruox era uma mulher diferente e provavelmente não sentia medo do escuro como Kara, sua campeã. A lembrança dela o enchia de um sentimento bem conhecido de saudade e melancolia.

No corredor seguiu ao lado de Togo e escondeu sob a capa de frieza real, o que lhe ia ao coração. Recebeu a pasta com as informações solicitadas e enquanto caminhava até a biblioteca lia o conteúdo com interesse. Quando entrou na sala Ariel se posicionou detrás de sua escrivaninha e continuou observando os documentos.

– O que faremos majestade? – o homem com traços orientais perguntou com suavidade.

– Por enquanto nada. Dentro de dois dias ela estará de volta ao mundo dos mortais.

– O que pretende fazer até lá?

– Bancar o bom anfitrião, observá-la. Precisávamos de alguém de confiança dentro da polícia. – comentou Ariel cruzando os dedos pálidos diante da papelada. Ponderava com cuidado.

– Temos Marcond Marié. – comentou Togo, mesmo conhecendo a impressão do rei sobre o policial.

– O Tenente Olivier Marié era um excelente policial, integro justo de confiança. Um dos poucos mortais no qual confiei plenamente. Seu sobrinho deixa muito a desejar, não gosto dele e tenho minhas duvidas sobre sua utilidade e lealdade.

– O acha capaz de nos trair?

– Ele não viveria para tanto. Mas não me sinto a vontade para dar a ele a dádiva. – continuou levando o punho junto ao queixo.

– Ele tem mantido a ordem e ocultado pequenos incidentes, foi através dele que consegui as informações que examina. – lembrou Togo estudando o rosto do rei.

Os Poderes do mundo vampiro mantinham informantes em varias instâncias do mundo dos mortais. Homens e mulheres comuns que por acidente haviam descoberto o sobrenatural. A eles era oferecida uma escolha de esquecer, ou simplesmente integrar um grupo seleto de pessoas que contava com a proteção de criaturas imortais. A maioria aceitava, os benefícios eram muitos. Os Poderes chamavam tais benefícios de “Dadivas”, elas variavam de acordo com o mortal recrutado. Cura para um doente, dinheiro, proteção e muito mais.

Quando Olivier Marié decidiu que era hora de passar o cargo adiante, indicou seu sobrinho. O rei recebeu a indicação, liberou Olivier para que ele fosse desfrutar dos muitos favores, que recebeu por sua fidelidade. Mas deixou claro que Marcond Marié enfrentaria alguns testes antes de ser recebido na comunidade. Por algum motivo não gostou do mortal.  Ariel Simon era bastante criterioso quando se tratava de aquisições mortais.

– Um dos meus Pacificadores relatou que Marcond espancou um homem até a morte na madrugada de ontem. – dizendo isso tirou do bolso um pequeno gravador e o lançou em direção a Togo.

O Líder da Ordem dos Pacificadores não estranhou receber a informação do rei. Ariel Simon andava sempre com sua guarda pessoal, e eles lhe prestavam pequenos serviços. Togo ligou o dispositivo e viu com som e imagem a brutalidade desnecessária, e por fim a execução do jovem que teve o azar de cruzar com Marcond.

– Se isso for a publico, ele estará comprometido. Como pode perceber ele não sabe andar nas sombras. Esse incidente não é o primeiro nem o único. Acho que ele não tem o perfil de que precisamos.

– Devo mandar uma escolta trazê-lo?

– Não. Deixei que tudo como planejado.

– Em três dias ele será trazido a sua presença. Devemos proceder com o ritual?

– Sim, prepare o ritual. Tomarei minha decisão nos próximos dois dias. – disse o rei com um sorriso nos lábios.

Togo se retirou da sala, Ariel Simon observou seu telefone e pensou por um momento. Pegou o aparelho e foi para a pasta de imagens, as observava com carinho, os olhos brilhavam, havia um sorriso nos lábios. Algo meio bobo e ao mesmo tempo triste. Cansado de manter a distância acionou a discagem rápida. O telefone tocou três vezes e a chamada se completou.

– Ariel… Majestade.

A voz suave da mulher tocou sentidos como uma carícia. Ele fechou os olhos e ficou ali captando os sons a sua voz. No mundo onde ela existia longe dele. Sua voz suave fez os pelos de seu corpo se arrepiar.

– Não é um bom momento pequena?

– Me dê um minuto. – pediu.

A mulher do outro lado da linha afastou a cabeleira negra e cacheada e saiu do leito. Temeu acordar seu amante. Só despertou porque sentiu a vibração do celular na mesinha de cabeceira. Vestiu o roupão de Jan Kmam e se afastou temendo acordá-lo. Ele jazia adormecido entre os lençóis, o corpo forte semicoberto pelo lençol de seda com de chumbo. Os cabelos loiros sobre os ombros largos. A expressão pacifica que seu rosto másculo era encantadora. Na varanda Kara respirou o ar da madrugada e respondeu.

– É quase manhã. – disse sabendo do que se tratava.

– Estava dormindo com a janela aberta outra vez? – brincou ele sabendo que sim.

Houve um tempo, quando foram amantes, que era comum achá-la adormecida no divã de seus aposentos, a janela aberta, a manhã chegando perigosamente sobre seu corpo.

– Acho que adormeci… – a vampira falou num sussurro e fitou Jan imóvel no leito.

– Onde está Jan? – quis saber ele.

– Na cama. Algum problema Ariel? – quis saber notando certo peso em sua voz.

– Muitos e todos com uma única solução.

– Vamos, fale. Ainda posso ouvi-lo, majestade.

O rei continuou mudo e por fim soltou uma inspiração.

– Não seja cruel, sabe o quanto detesto quando me lembra quem sou. Para você eu sempre serei Ariel ou… – ele se calou em tempo. – Sinto muito.

– Você me prometeu…

– Quando vem nos visitar? – habilidoso mudou o rumo da conversa. Evitando revelar o apelido carinhoso que Kara o havia presenteado e que ele prometeu jamais revelar, e muito menos falar em voz alta.

– Não faço ideia. Agora responde, o que o atormenta? – pediu gentilmente.

Conhecia a solidão do rei, e compreendia que quando ele ligava era por não mais suportá-la. Ele já estava na sacada e fitou a luz que minguava levando consigo todo seu brilho e magia. O Jardim estava iluminado pelo orvalho e o ar estava impregnado com o cheiro doce das rosas. Da transpiração odorosa das árvores e plantas que rodeavam o Château.

– Nada que minha campeã possa resolver. Assuntos de estado, mas saiba que seu interesse me enche de satisfação. – afirmou feliz. – Na verdade só queria ouvir sua voz. Saber que está me ouvindo, que estou falando aos seus ouvidos. – havia no som de sua voz uma dor profunda. Algo que só revelava diante dela.

– Fico feliz em poder servi-lo de algum modo. – começou com suavidade. – Como estão todos os “meninos”?

– Mergulhados em saudade, você nos esqueceu, abandonou. Bruce é o único que tem noticias suas e nos faz inveja a todos. Segundo ele você elegeu um único rei a quem servir. – completou um tanto amargo.

– Estou bem perto de chamar Bruce, de boca de chafurdo. Se continuar assim quando pisar em solo Francês serei presa e condenada e decapitada por traição. – brincou tentando desfazer o clima pesado.

 – Presa, condenada e mantida em cárcere privado. Serei seu carrasco. – brincou cheio de desejo.

– Como está o tempo?

– Sinal vermelho. – disse compreendendo a pergunta. – Vamos, seja bondosa, e me deixe imaginar ainda me pertence. – foi um sussurro rouco. – Hoje preciso de você, amanhã e por mais mil anos.

– Quero que durma um pouco, hum? Parece-me cansado. Tome um longo banho, fume um dos charutos que te dei no Natal e entregue-se ao sono.

– Só se ficar comigo.

– Amanhã então.

– Que seja.

– Vou desligar. – avisou vendo Jan Kmam mover-se no leito, o braço estendido à mão buscando-a.

– Durma bem minha pequena.

–Sim, farei isso. Faça o mesmo, está bem?

– Por você sim, farei. Eu…

– Boa noite meu…

Ariel Simon fechou os olhos com prazer e desligou o celular. Pareceu estar nas nuvens. Ela nos gesto de piedade sussurrou ao seu ouvido o modo especial que o designara em sua vida.

Continua.

A Encruzilhada

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https://www.youtube.com/watch?feature=fvwp&v=8Km1gSuDzN8&NR=1

Um momento para refletir.

Para Eric Novello

O Garçom se aproxima, levanto a vista do copo gorducho e vazio, que estou rolando entre os dedos. O homem me olha e pergunta:

_ Mais um?

_ Já foram cinco. – reflito sem me enganar. A lucidez é uma merda!

_ Você é forte, sempre será, está nos ossos, sabe? Essa coisa de insistir.

_ Nos ossos sim. Se fosse na cabeça já teria desistido.

A fumaça do charuto fino e escuro sobe no ar como um dragão voando alto. Tudo é ilusão. A marca de batom na ponta é minha. Rubro como as luzes do bar onde se bebe ilusões em copos gorduchos ou altos.

_ É um caminho.

_ Uma maldição.

_ Seu caminho. ­ – ele me aponta o dedo como se me acusasse das escolhas que fiz.

_ Então eu escolho quando parar e quando seguir.

_ Sim, mas agora é hora de seguir. Não acha?

_ Merda nenhum. É doloroso, solitário, imprevisível, sem gloria e muito trabalho… – reflito suavemente.

_ Você fala bonito. – brincou limpando manchas de whisky do balcão.

_ Tive ajuda. – revelo sorrindo mansa como um lago.

O Garçom seca copos com habilidade e pega a garrafa. Olho o conteúdo e ele parece feito de luz. Algo luminoso e liquido, magia pura engarrafada. Como sangue, igual a ópio, tem cheiro de açúcar.

_ Então que seja com Blues. – digo empurrando o copo no balcão de madeira.

_ Sim, com muito Blues. – diz o garçom enchendo meu copo até a borda.

Está tudo ai, dentro do copo, dentro dessa imensidão invisível. Olho o liquido sem medo, é mais forte que meu charuto, neutro como a paz. Envolvente como um beijo durante o sexo. A escolha já foi feita. Isso aqui é só uma parada estratégica, continuo pensando.

_ A sua! – diz o garçom sorridente.

_ A nossa. – falo e viro o copo num gole longo.

Certas coisas precisam ser fortes, quentes e embriagadoras. Sorrio por fim e dou uma tragada no meu charuto e olho para o banco ao meu lado. Estava vazio fisicamente, mas na fantasia ele está sempre ali, ao meu lado sorrindo com confiança, os olhos estão sob a aba do chapéu branco. Conheço esse olhar.

Não é um fim, só mais um recomeço.

Beijos mordidos

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II Capitulo das “Crônicas de Alma e Sangue, O inesperado acontece”.chateau-de-chantilly-walls

Yasmim acordou em um leito feito de lençóis de linho e almofadas de seda, que cheiravam a lavanda. Vestia uma camisola de algodão leve. Tinha curativos nos pulsos, testa e no ombro e braço, que jazia enfaixado junto ao peito. A atadura era firme, cheirava a anticéptico. A lembrança da tortura sofrida a fez tremer involuntariamente. Os cortes… Quase podia sentir a lâmina novamente sobre sua pele… Os gritos, o modo que o braço foi torcido. A corda envolvendo os pulsos feridos.

As janelas estavam fechadas, a lareira acesa, o ambiente estava deliciosamente aconchegante. Ficou de pé com certo esforço, se percebeu tonta. Desejou água, estava com muita sede. Olhou a mesinha de cabeceira e tentou alcançar a jarra de cristal e o copo delicado. Mas tudo que conseguiu foi ficar tonta. As pernas falharam, escorregou. O impacto só não foi maior porque se agarrou na coluna de madeira da cama que ocupava. Fez força para ficar de pé e sentiu suor banhar seu rosto e corpo. Estava fraca.

– Merda… Onde estou? – subitamente se sentiu enjoada. – Alguém…?

Havia muito luxo a sua volta. Cortinas de damasco e seda, a cama era uma peça de antiquário. O tapete onde estava caída era Oriental e pelo pouco que conhecia era bem antigo e valioso. Os quadros pareciam originais. O cheiro de rosas frescas vinha de um o vaso de porcelana chinesa. As rosas eram realmente magníficas, cultivadas certamente. Rosa e branco, uma combinação delicada certamente, e de muito bom gosto.

– Preciso de ajuda… Não quero vomitar no tapete…– murmurou fraca.

– O que está fazendo fora da cama Yasmim?

A porta se abriu e alguém irrompeu no quarto. Antes que pudesse responder, ou erguer a cabeça. Foi recolhida do chão e levada ao banheiro. Braços fortes a envolveram e a apoiaram, enquanto vomitava sentada no chão. O corpo tremia, sentiu o suor molhar sua pele. Com o braço livre segurava na borda do vaso. A mão masculina segurava seus cabelos castanhos, tocava sua testa evitando que batesse a cabeça. Estava muito fraca. Quando finalmente a ânsia passou. Sentiu uma toalha úmida deslizar por seu rosto delicadamente. Estava exausta, recostou-se no peito sólido, e tentou recuperar o folego, arquejava. Finalmente ergueu a vista. Um par de lindos olhos verdes a fitavam. O olhar estava escuro pela preocupação, mas com um toque curioso. Naquele momento só conseguiu continuar apoiada junto ao estranho. Não comia há quase três dias. Ele deslizou os dedos sobre sua cabeça. Só então percebeu que estava sentada em seu colo. As pernas fortes cobertas pelo jeans. O sapato de cadarço, aquele cheiro delicioso vinha dele? A mão livre segurava seu ombro…

– Onde estou? – foi um sussurro muito baixo.

A mão agora caia frouxa sobre seu colo, o peito do homem a amparava protetor. Sua fragrância máscula e cítrica a envolvia.

– Em segurança, fique tranquila.

– Estou com sede…

Foi suspensa no ar e levada de volta para o leito e lá servida de um copo de água. Bebeu com a ajuda do desconhecido e relaxou sobre os travesseiros. Tocou o braço ferido e pareceu sentir dor.

– Dr.Joshua te deu um analgésico forte, por isso o enjoo, mas vai passar. – dizendo isso abriu a porta para a criada com um carrinho.

Esgotada, Yasmim não recusou a sopa. Ou o modo que a sorveu. O homem vestido com uma camisa de malha negra e jeans azul. Sentou na borda da cama e passou a alimentá-la. As colheradas da sopa quente fizeram a cor voltar ao rosto pálido, a alimentava devagar. Parou duas vezes para reunir forças. Logo sua temperatura subiu percebeu quando ele tocou-lhe a testa com sua mão cálida. Deu-lhe forças para fazer perguntas.

– Qual seu nome?

– Ariel Simon, e o seu se não me engano é Yasmim, não é mesmo?

– Sim… Como sabe?

– Encontramos seus documentos no bolso de sua jaqueta. – explicou colocando os canudos próximos aos seus lábios feridos.– Vamos, tome, vai lhe fazer bem. – insistiu que ela tomasse o suco de maçã.

– Minha arma?

– Não, não localizamos. – disse e a viu piscar os olhos.– Mas não se preocupe está em segurança, medicada e por enquanto só precisa descansar e recuperar as forças.

– Obrigada. – murmurou segurando sua mão sobre o lençol.

O homem tomou sua mão entre as dele e a beijou reverente.

–Descanse criança, você passou por momentos terríveis.– dizendo isso apertou suavemente seus dedos. –Logo se sentirá mais forte e poderá sair da cama e retomar sua vida. Está livre e segura.

As palavras do homem, o modo carinhoso e respeitoso que a tratava deu-lhe confiança. A policial Yasmim piscou os olhos e cochilou, adormeceu. Ariel Simon a olhou entre os lençóis e viu Togo no corredor, certamente precisava lhe falar.Os olhos escuros de Yasmim estavam fixos na face do homem a sua frente. As pestanas ficaram pesadas e antes que percebesse adormeceu.

Continua Terça 29/01 e 31/01.

O Inesperado Acontece – Crônicas de Alma e Sangue

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Vou postar aqui um conto, do que estou chamando de “Crônicas de Alma e Sangue”.

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O cavalo corria livre pela floresta, a trilha era sua velha conhecida. O cavaleiro deu-lhe rédeas soltas para fazê-lo. O garanhão negro dava tudo de si, e parecia gostar da liberdade que seu dono lhe dava. A noite estava fresca e suave.

O cheiro das árvores transpirando era embriagador. A lua era apenas um risco curvo no céu. O vento tocava os cabelos ruivos do cavaleiro, o corpo movia-se junto com o do animal, com se soubesse cada movimento antes mesmo de executá-lo. Os corações batiam juntos na desembalada corrida. Havia um sorriso nos lábios sedosos, um prazer indescritível na retina verde jade. Nesse deslizar veloz ambos conseguiam uma liberdade bem vinda.

Os sons da floresta estavam nos ouvidos e sentidos de ambos. Sentira a mudança, o cheiro do medo, o grito de terror. Os dedos ágeis seguraram as rédeas guiando o animal rumo ao som do grito. A trilha sumiu e o cavalo corria por entre as árvores com destreza. Um minuto depois a clareira apareceu. As luzes do carro. Deteve o animal e desmontou altivo. Houveram perguntas, que ele não respondeu, enquanto fitava a mulher no chão.

A luz dos faróis o iluminava, seu riso seguro, o olhar mudado causou sobressalto. Tudo aconteceu muito depressa, o tiro, o som de ossos se quebrando, o brilho da faca, o cheiro do sangue. O relinchar do garanhão, seus cascos sobre o homem que tentou segurar suas rédeas. Um minuto depois havia três corpos no chão e uma mulher desacordada e sangrando.

– Togo? Preciso de uma limpeza.

– Onde está majestade?

– Próximo à velha torre, três corpos, um veículo. Varredura cem metros à frente. Mande preparar um quarto e acorde Joshua, tenho uma mulher ferida, preciso dele e do soro, ela está morrendo.


Continua dia 24/01, 21:00.

 

Presente de Natal e Ano Novo

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Somos capazes de ir além, isso já foi dito e provado. Não vencemos a morte em todas as circunstancias, mas chegamos bem perto.

Temos muito que evoluir como pessoas, como homens e mulheres. Precisamos de mais tolerância com as coisas que mudam e sempre vão mudar. Não podemos voltar nossos passos para um passado onde a intolerância matava outras crenças e escravizava pessoas.

Devemos lembrar que é fácil declarar guerra, mas que é bem mais difícil Pará-la. E bem mais simples evitá-la.

É necessário lembrar que a vontade de poucos não pode prevalecer sobre o direito de muitos.

A religião é o amparo da alma, não importando qual seja a face do seu deus, lembre-se sempre que a sua fé é particular. E que ela não pode ultrapassar o limite da razão ou as leis que nos tornam civilizados.

O amor, o sexo são sentimentos individuais e cada um pode vivenciá-lo como deseja, desde que não faça mal ao seu próximo.

Não se ofenda com beijos, não julgue para não ser julgado e antes de atirar palavras ou pedras lembre-se de que somos todos passivos de erro.

O planeta é diversificado, assim como a natureza que nos rodeia. É nele que nascemos, crescemos e morremos.

O homem apesar de dominar o planeta não é a única espécie que o povoa, nada mais justo que, como seres dominantes devamos preservar o que nos rodeia. A resposta para nossos crimes contra a natureza tardam, mas não falham.

O melhor presente que podemos receber nas duas datas que param o planeta, é ter o direito de continuar. Sobreviver a velhos presságios, que nos assustam e nos fazem ri. Sabemos que as coisas estão mudando, que o clima vem mudando, nos influenciando. E se sobrevivermos ao dia 21/12/2012  possamos compreender, que como toda espécie temos nossos medos e mitos. E que eles existem para nos fazer refletir sobre nosso destino e futuro. E dele tirarmos lições que passaremos para os nossos filhos e os filhos dele.

Existem ruínas em nosso planeta, ruínas de civilizações que falharam, mas que deixaram conhecimentos e os motivos de sua queda. É com a destruição que devemos aprender a construir o futuro, é nela que estão os acertos. Se não pensarmos assim seremos a próxima ruína e talvez não haja ninguém para visitá-la.

O maior presente é entendermos, que a data pode marcar o começo de uma nova oportunidade para seguirmos em frente como uma espécie mais responsável e inteligente. Buscando sempre a evolução e jamais a regressão a padrões que já se provaram abjetos, impensáveis no presente em que vivemos.

Desejo ter o direito de prosseguir escrevendo um futuro melhor para minha espécie e planeta. Esse é meu pedido.

Série Alma e Sangue, O Despertar do Vampiro

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2_f4Nas sombras das ladeiras de São Luís tem início uma batalha sangrenta entre dois vampiros. Jan Kmam, o favorito do rei, um vampiro com mais de quatrocentos anos, decidiu entregar-se ao sono após o trágico incidente que quase o destruiu e matou sua amante mortal.

Despertou 125 anos depois com o som da voz daquela, que ele acredita ser sua amante renascida. Kara Ramos uma jovem restauradora sequer imagina que se tornou o alvo de uma disputa de poder e morte. Raptada por Jan Kmam, Kara desconfia que o homem de aspecto frio e sexy não seja um simples mortal.  Uma mistura de anjo e demônio faz de Jan Kmam um vampiro cruel, sedutor e extremamente possessivo.

Presa numa teia de mistério e sensualidade, Kara luta com todas as suas forças para não ceder à sedução de seu captor. Mas os beijos, a forma como Jan Kmam a envolvem a prendem mais e mais. Anseia por seus beijos, mas o repele, recusando beijos intensos e mordidos. Como resistir ao mestre da sedução?

O que eles não desconfiam é que somente o amor poderá apagar velhas feridas e salvar suas almas do desespero e da solidão eterna.

Adquira o primeiro livro da série, Alma e Sangue, O despertar do vampiro.

E-mail- almaesangue@gmail.com

O amor é imortal assim como os vampiros. Jan Kmam.

Para os Fãs II

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Atualmente estou escrevendo uma nova série, Pandora – Controle Sobrenatural. O livro fala de uma agência de controle de criaturas como nefilins, lobos, híbridos, bruxas, magos, meio-demônios.   Personagens novos, com poderes incríveis. Com dramas tão reais quanto o dos simples mortais.

Vamos mergulhar no dia a dia desses agentes. Junto com eles conter infestações de demônios. Desbaratar quadrilhas de traficantes de Nectalim. Andar por uma metrópole infestada por híbridos de todas as espécies. Um time de agentes especializados em demonologia, vampirismo, magia e artes marciais. Conhecer os Infiltrados, mortais a serviço da Pandora, e dos Arcanos, uma entidade feita por guerreiros mortais treinado por Anjos para conter Anjos caídos e demônios.

Vou dar a vocês o passaporte de entrada para Sacramento. A senha de acesso as instalações da Pandora. Deixar que percorram o arquivo repleto de pergaminhos antigos, que almocem com os lobisomens e coma um bom pedaço de carne de javali.

Darei a vocês a carta do tarô, que permitirá que conheçam os segredos dos Arcanos, e se quiserem, podem até mesmo falar com Haziel, o anjo, quando ele na terra ancorar.

Tenho certeza que vão gostar da cidade, só tenham cuidado com  os híbridos  eles estão em toda parte.

Beijos sempre mordidos!

Para os Fãs :[

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A série Alma e Sangue é composta por cinco livros, acho que a maioria dos fãs já leu todos eles, nessa ordem.

  1. Alma e Sangue, O Despertar do Vampiro.
  2. Alma e Sangue, O Império dos Vampiros.
  3. Kara e Kmam, Segredos de Alma e Sangue.
  4. Alma e Sangue, O Pacto dos Vampiros.
  5. Alma e Sangue, A Rainha dos Vampiros.

Quando comecei de escrever o primeiro livro da série em 1998, não fazia ideia de quantos seriam. Mas ao escrever a última página descobri que havia muito mais a ser dito.

Jan e Kara tinham muito que descobrir e lutar para ficarem vivos e juntos. Muita coisa aconteceu, cinco anos se passaram. E tudo finalmente fazia sentido.

Finalizei o Pacto dos Vampiros sabendo que o próximo seria o último. O amor que une Jan e Kara havia passado por muitas transformações. Eles haviam lutado muitas batalhas e nem sempre as ganharam. O mundo dos vampiros acolheu Kara, como a pupila do favorito do rei. O mundo dos imortais parecia desmoronar em meio a uma crise.

Ariel Simon, o rei, debatia-se entre o amor e a lealdade. Novos e velhos inimigos haviam cruzado seu caminho e tudo que ele queria era amar. Encontrar uma rainha. No último livro A Rainha dos Vampiros revelações e inimigos antigos colocaram todos á prova.

Houve perdas irreparáveis, lições dolorosas para aprender. O amor venceu. Mas não houve um final feliz para todos. Jan e Kara encontrariam as resposta que buscavam.

Muito antes de terminar o livro, uma história tomou espaço no papel. Quase cem páginas de uma aventura onde Ariel Simon, o rei dos vampiros, se lança em uma busca, que pode mudar o mundo dos vampiros e tudo que ele conhece como segurança e amor.

Estou resolvida a terminar de contar essa história muito em breve. A cada dia uma nova página aparece e fico mais satisfeita. É como voltar ao Jardim e flutuar no ar, nos braços de velhos e novos personagens.

Continua… 24/11.

Beijos mordidos!

Essa É Minha Vida

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Não foi um ano comum, essa é minha reflexão. Tudo mudou, saiu de lugar. Mudou até mesmo de posição. Dizem que a terra está fazendo isso, movendo-se lentamente para que em breve possamos ver o centro do universo. É como se fossemos olhar pela janela da casa de Deus. Resta saber se ele quer visita.

O ano está no fim e dentro de mim ficou a certeza de que fiz pouco, deveria ter feito muito mais. Andei por novos caminhos, aprendi lições valiosas sobre varias coisas. Sorri e chorei, lutei e perdi, lutei e venci com o gosto amargo na boca de que foi uma vitória sem prêmio. Em dados momentos cheguei a me senti culpada, mesmo por coisas as quais não posso controlar, nem mudar.

Havia muito a ser percorrido em doze meses. Revelações, pequenas e grandes decepções.Fui obrigada a andar devagar, minha mente renasceu das cinzas dela mesma, não como um pássaro, mas como a chama de um vulcão.

A Imaginação teve altos e baixos e senti-me dentro de um jarro de liquidificador em grande parte desse ano. Muito que fazer e pouca ou nenhuma disposição. Cansada de ser eu mesma, mudei de pele como uma cobra. E me senti mais confortável sabendo que não era responsável pelo fracasso ou o sucesso de ninguém. Eu só estava trilhando meu caminho.

Não tive grandes notícias e apenas sobrevivi a mim mesma e às intempéries ouvindo música e secando as lágrimas. Um ano para lembrar.

Descobri-me sozinha e por vezes mal acompanhada. Dentro do silêncio, dentro da turbulência de meus pensamentos. O caos estava dentro de mim e quase cheguei a ver uma explosão nuclear dentro das paisagens desérticas desse trecho do caminho.

Meus vampiros, meus amores, meus companheiros estiveram perto e longe. Dentro dos sonhos e pesadelos. Nas lágrimas feitas de sangue imortal. Os descobri com faces diferentes e dentro deles uma fonte inesgotável de mim mesma. Eu transbordei e sequei, catei conchas e pérolas. Escrevi quando tive vontade, produzi mais um mundo de fantasia. Afundei dentro de abismos e voei até o sol só para perceber que tudo tem seu oposto.

Provei a mim mesma que posso fazer qualquer coisa, desde que ela me dê prazer. Escrever é um prazer. Posso escrever vinte páginas dia, cinco ou nenhuma. Não me canibalizei, apenas deixei fluir na tela, em blocos, na palma da mão, dentro de minha mente. Palavras que não copiei, vozes que ignorei.

Comecei novos livros e guardei na prateleira para que amadureçam. Retomei velhos projetos, falei com pessoas, e me vi rodeada de muros invisíveis, de palavras de dois sentidos. Perdi e ganhei como numa mão de baralho. As distâncias ficaram maiores, as pessoas mais distantes, os amores impossíveis. Contudo, continuo me descobrindo sombria e ensolarada. Dois extremos.  Muitas em uma só, e a mesma menina de quinze anos, que escrevia no caderno de escola. Que se apaixona pelo romance que cria, e se decepciona quando o mocinho vira um sapo. Ninguém é perfeito.

Parei e vi auroras boreais, um sol ameaçador, a profecia dos Maias, a ciência e os mistérios humanos. Vida e morte, beleza e horror. Acordei chorando sem motivo, ri porque deu vontade e mandei o que não gosto a merda no melhor sentido da palavra.

O privilegio da maturidade é uma benção, principalmente quando você descobre que só pode contar consigo mesma e todo o resto é detalhe. Provei literalmente que posso fazer noventa e nove, e simplesmente não agradar porque não é cem. Repetitiva, dramática, imutável com todos os meus defeitos e erros todos vindos de fábrica. Sim, mas não sou a única. Que se dane “It’s my Live”!

Um novo Começo

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Se houvessem as lembranças das mil vidas já vividas, dos amores amados, seriamos imortais. O coração e a mente buscariam viver dias passados, lutar batalhas perdidas. O esquecimento é a chave da felicidade. O recomeço, vida e morte numa sincronia cruel e bela. Nada vive em vão, as folhas não caem das árvores sem terem vivido dias plenos de sol e de chuva.

Nós somos folhas ao vento, as gotas de chuva, que secam ao sol. A magia da vida é cíclica. Hoje será amanhã e amanhã será ontem.

Devemos renascer a cada novo ciclo e celebrar a vida.

Feliz Samhain! Feliz halloween!

Castelos de Areia

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“O tempo leva tudo. O que você quer e o que não. O tempo leva tudo. O tempo arrasa tudo. E, no final, só resta a escuridão. Às vezes, encontramos outros nessa escuridão. E outras vezes, perdemos eles de novo”.

Stephen King

Essa frase me fez escrever esse texto.

Então um belo dia você descobre que esteve fazendo castelos de areia na beira do mar.

Os espelhos não mentem, a chuva molha e tudo parece mais denso como sangue. Os conselhos não funcionam mais e tudo que você quer é mandar toda a merda no ventilador.

Não restou nada, os amigos, as risadas. Você olha as fotos e sente falta do que odiava, das coisas, que te irritavam sem motivo. Bem, nem todas, algumas já foram tarde.

Então alguém diz: você poderia ser minha mãe. Maldito espelho! É, ele não tem culpa nenhuma. Foi você que não quis ver que as marés mudavam.

Os amores? Amores… É um pensamento conflituoso. Às vezes um bom referencial faz a diferença, e determina todos os outros. É, acontece. Você acha alguém tão especial, que todo o resto parece uma copia desbotada. Uma piada mal contada que não faz ninguém sorrir, nem chorar.

Amigos? Tudo muda, não é que dizem? Será que muda mesmo? Não sei dizer. A sensação mais frequente é de não pertencer a lugar algum, e não fazer falta alguma para ninguém. Ninguém liga, ninguém chama. O carteiro passa pelo outro lado da rua. Da aquela sensação de passado.

Foi uma galera no enterro do Comediante, dos Watchmen, foi bonito. Ninguém tinha nada de bom para lembrar-se dele, mas ele marcou a todos e a nenhum.

O sentimento que temos é de imortalidade. Os quinze demoram demais e os vinte parecem eternos.  Mais os trinta passam voando, como sua maldita juventude.

As musicas, os filmes, as séries, tudo que você gosta é feito de passado. O celular e moderno, mas dentro dele você guarda bandas, que ainda te fazem sentir jovem, eternamente jovem. Quando na verdade você é de outro século.

A nova geração é simplista e não gosta do passado, acha tudo fora de moda e só gosta de coisas que passem rápido. Eles sequer parecem entender o que foi o passado. Uma pena, assim ficam mais pobres para decifrar o enigma da vida.

É, a resposta está no passado. No ônibus que você não pegou, na festa que não foi. O beijo que não deu, o amor da adolescência que você não namorou. Não há um tributo heróico para os que não vivem. Eles são mortos vivos, para que se importar?

Os jovens não sabem que estão vivendo mais depressa que a antiga geração. Os quinze são os vinte, e os vinte são os trinta. Não haverá a caixa com as recordações, nem velhas fotos. Somente lâminas de DVD. Fotos digitais que sem bateria não servem para lembrar.

As fotos, elas dizem muito se você tiver coragem de olhar. Entende? Olhar fora da tempestade que parece ser toda sua vida. Um apocalipse do qual você nunca consegue escapar, nem matar todos os Zumbis, todos os monstros.

Não olhe debaixo da cama, existem monstros lá também, caixas com cartas, cartões, bilhetes de uma vida antiga onde você nunca é o personagem principal.

Vitórias? Algumas, mas seguidas de estranhos momentos onde você se perguntar: qual o preço? É, tudo tem um preço, inclusive a vitória.

Vai continuar chovendo, nevando. A vida é uma repetição de eventos os quais você pode assistir, ou interagir. O joystick está na sua mão, mas nesse jogo você só tem uma vida.

Tudo se desfaz com o tempo, até mesmo a dor. As lembranças ficam, mesmo não sendo boas. E chove, faz sol, neva, escurece.

A reflexão de hoje é, sobrou o mar.

Você pode fazer outro castelo, se tiver coragem suficiente, e a certeza que o mar pode o arrastar impiedosamente. Mas o que importa?

“Esforce-se para viver ou esforce-se para morrer!”

Stephen King

 

As Lutas diárias

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 A missão de hoje foi entender que existem coisas que sempre mudam, outras jamais mudaram.

De maneira metafórica é preciso entender que existem lutas que levaram toda uma vida, a juventude, a saúde, o amor, o que você tem de mais precioso. E no fim se revelam como miragens, ilusões.

Existem batalhas que jamais  serão vencidas, quando não existe boa vontade, bons guerreiros, bons motivos.

Seu aliado é seu inimigo, e seu inimigo, é seu inimigo mesmo. Por isso não dê as costa para ele. A menos que deseje encontrar a morte.

No fim do dia, literalmente o guerreio se senta para contemplar o pôr-do-sol, sangue no rosto, mãos feridas. A sanha da matança, e da luta passaram. Tudo que resta é a paz, o silêncio dos mortos.

Nesse momento de paz, a oração do guerreiro é limpar a lâmina da espada e amolar seu fio. Evitar ver sua própria imagem, enquanto o fio volta lentamente.

A única certeza é à noite, e o amanhã. Nele existirão outros demônios para banir. Outras lutas para vencer.

Os guerreiros não esperam compreensão, piedade, justiça. É pedir muito. Tudo que um guerreiro espera, e precisa é de mais um pôr-do-sol.

Sabendo que não existe derrota, quando se sai vivo de uma luta.

Nazarethe Fonseca

As Mentiras Que os Homens Contam.

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Antes de começar a escrever o que penso, devo esclarecer algumas coisas.

  1. Não tenho partido político.
  2. Não tenho candidato.
  3. Voto porque sou obrigada.

O que acontece se eu não votar e não justificar a minha ausência?

Você terá de pagar multa em torno de R$ 3. Se não pagar a multa, fica impedido de inscrever-se em concurso público, participar de concorrências, obter empréstimos em instituições financeiras do governo, receber remuneração de função ou emprego público, obter passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimento público de ensino ou praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou Imposto de Renda. Quem não votar e não justificar a ausência em três eleições consecutivas (lembrando que cada turno é uma eleição), terá o título cancelado.

Moro em Natal, Rio Grande do Norte há quase vinte anos. E posso dizer que a cidade está enfrentando seu pior momento.

As greves são muitas, a cidade esta imunda! Lixo por todos os lados, mas claro, se você é turista e vai à praia vai achar a orla perfeita, limpinha. Porque infelizmente no Brasil as melhorias não são pelo bem social, e sim de alguns grupos.

Estamos em época de eleição e praticamente todos os carros da cidade estampam a cara dos pretensos defensores do povo, do cara que trabalha, que luta por uma cidade melhor. Político só trabalha na época da campanha política, só abraça e beija criançinha para conquistar quem acredita em Papai Noel. Depois eles esquecem sua rua que jamais será asfaltada, a parada de ônibus que nunca será construída. A segurança que jamais vai existir.

Quando paramos no sinal somos praticamente alvejados com o lixo de campanha. Bandeiras tremulando, exibindo o número deles. O engraçado é que, quando eles se elegem somem. Você não vê um tipo desses falando das melhorias que conseguiu supostamente nos representando no poder.

Isso vai do presidente ao vereador. Esse povo só quer voto para ganhar privilégios que filho de trabalhador jamais conseguirá trabalhando dois expedientes e estudando a noite. A menos que se candidate também.

Se você não entendeu, eleição é o vestibular dessa corriola de bem nascidos e palhaços. Que sobem ao poder porque você na falta de um candidato de verdade, vota nele achando que não faz diferença.

É, acontece que todo mundo pensou o mesmo, e elegeu alguém despreparado até para assumir a função para a qual se candidatou.

Os políticos se acham Deuses, que na época da campanha descem do Olimpo para se misturar com os pobres mortais. O sorriso de hoje é a porta na cara de amanhã, a cidade suja, a falta de dialogo quando os professores entram em greve, quando não tem merenda escolar, segurança nas ruas.

Os papeis no chão com a cara do político é o seu dinheiro suado nos impostos. Nós pagamos por isso.

Quando é que os homens vão compreender, que respeito e votos se conquistam com ações? Não estou falando de inaugurar um novo posto de saúde, e esquecer o velho, porque foi construído pelo partido rival.

Eles esquecem que trabalham para nós, e se acham no direito de serem praticamente intocáveis. Não tenho partido político, não tenho candidato. Saio de casa revoltada no dia da eleição, porque simplesmente sou obrigada a votar. E essa cambada de safados perdem o que? O orgulho, o salário?

Político deveria fazer exame de saúde, testes de caráter, mostrar um currículo, prestar contas ao povo todos os meses. E provar que pode e sabe governar. Conheço muitos que se elegeram e só vivem em viagem cuidando da saúde com o dinheiro publico, é claro.

Não sou alienada, gostaria de votar, mas não consigo, porque quando saio de casa vejo um estádio gigantesco sendo construído, e no sinal de transito tem um deficiente físico pedindo ajuda para uma prótese porque o hospital público não dá nem um band aid.

Esses estádios me lembram Roma, pão e circo, não era assim?

É, eu não gosto de futebol, mas sou brasileira, pago minhas contas e tenho esperança que um dia a sociedade desperte e pare de votar.

Minhas ideias são perigosas. Não quero um rei, nem uma rainha, nem um governo autoritário feito por militares. Quero um país que provavelmente jamais existirá, enquanto houverem políticos como os que estão se candidatando novamente.

Pandora, Controle Sobrenatural

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Difícil manter a palavra e manter meu blog atualizado. Mas eu tento, ultimamente ando mais pelo Facebook. A cabeça anda a mil com o livro. Novas idéias, desvendando um mundo novo e tudo que quero é escrever.

O feriado ajudou. Desliguei da vida real e afundei dentro de Sacramento, cidade fictícia onde se passa o livro Pandora, Controle Sobrenatural.

Descobri segredos sobre Zoe e Caliel. Alex quer o livro só para ele. Tive de conter esse lobo de olhos escuros. Mas está tudo sob controle, aparentemente. Por incrível que pareça já tenho dois capítulos do livro dois da série. Loucura? Sim, nem sempre os capítulos vêm em ordem crescente.

O que percebi é que a ordem não existe, posso administrar isso de uma forma melhor, e que contribua para o texto. Tudo mais é bobagem. Acabei um caderno de anotações, eu tentei me organizar, mas quando a ordem dos capítulos mudou me vi administrando o caos.

Resultado, fui ao mercado e comprei um caderno de espiral. O bom de um caderno de espiral é que, quando você arranca uma página, não caem duas páginas no começo.

Estou mais perto do que longe, escrevendo ao som de A Perfect Circle, Black Light Burns, Puscifer, minha favorita deles é Horizons.

Domingo. Difícil decidir o que virar no próximo capítulo quando o último já está pronto.

Ótima semana para todos.

Minha Rotina e Outras Coisas Mais.

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Antes e durante a Bienal recebi e-mails, recados no facebook e no twitter de fãs que me perguntavam se estaria no evento. Agora está chegando o Fantasticon. Pensei bem e respondi com o mais óbvio, minhas férias não coincidiram, um fato irrefutável! E patrão não adianta férias nem por “10 e uma cocada”, como se diz aqui em Natal-RN. Estava sem grana, putz! Fica feio dizer isso, mas é a verdade. Fui sincera, acho que é o melhor. O segundo motivo? Não tinha nada novo para lançar. Estou finalizando o primeiro volume da minha nova série: Pandora, Controle Sobrenatural.

Então hoje o escritor Eric Novello me mostrou o post do Santiago Nazarian, acho que vocês já devem ter ouvido falar dele. Jovem talentoso, bonito e sincero! Ele está lançando “Garotos Malditos,” fazendo uma turnê por alguns estados.

O que nos chamou a atenção no post do dia 17/08, foi a sinceridade.  Ele conseguiu sintetizar tudo.

Leiam o post  “Perjantaina, elokuuta 17, 2012 AO PARANÁ E ALÉM..

Antes de ler o meu post!!! Senão você não vai entender nada!

Detalhe, eu ainda não vivo de escrita, trabalho numa corretora de seguros, sou securitária. Tenho três longos horários para cumprir. Das 8:00 às 12:00, das 14:00 às 17:30. Com duas horas de intervalo para o almoço, que divido da seguinte forma: Trinta minutos para comer, trinta para tirar um cochilo e descansar minha vista. Das 13 até as 14 escrevo. Quando volto para casa começo o terceiro expediente, que começa as 19 horas e termina as 00:00. Não chego mais cedo porque o transito infeliz não me permite. Claro, escrevo no ônibus, leio, durmo, e tento não enlouquecer.

A primeira vez que fui a São Paulo, comprei as passagens em 3x sem juros, recebi patrocínio de amigos, da minha antiga chefe. Sim, eles pagaram meu táxi, a capa do meu livro Kara e Kmam, que saiu na época pela Editora Tarja. Hospedagem foi na casa do amigo Eric Novello.

Por volta do lançamento do Despertar do Vampiro em 2009, a Editora Aleph, por quem tenho o maior carinho e respeito, pagou minhas passagens e meu Táxi, valeu Editora Aleph! Hospedagem? Na casa do Eric Novello. Coitado, teve de me aturar! Claro, vendi livros e continuo vendendo.

Em 2010, se não estou enganada, fui ao Fantasticon como convidada e quem pagou minhas passagens foi a livraria  Moonshadows, eles foram fantásticos! Meu táxi eu mesmo paguei e novamente, inevitavelmente, fiquei na casa do Eric. Dessa vez ele me aturou por 28 dias, é um herói. Tudo deu certo, estava de férias e buscando um novo emprego e escrevendo A Rainha dos Vampiros, último livro da série. Essa é a vida de um escritor. Então se não me encontrarem nos eventos, por favor, se lembrem da minha rotina e que moro em Natal, Rio Grande do Norte. Vivo na cidade onde as pessoas passam suas férias.

Uma observação muito importante. Acreditem, recebi e-mails bastante agressivos, graças à minha falta de tempo, para julgar o trabalho alheio e fazer: prefácio, leitura de manuscritos de amigos, fãs e por ai vai.

Não mandem seus livros para o meu e-mail. Juro, eu não posso, e não tenho tempo de ler e dizer o que achei. Esse tipo de trabalho é feito por um profissional e de forma remunerada, acreditem. Quando recebo arquivos de livros, eles são deletados.

Não é pose, maldade com o sonho alheio, nem ser metida, ou boa demais. Procure um profissional da área para avaliar seu manuscrito.

Confesso, já fiz, mas não faço mais. Nem sempre as sugestões são bem interpretadas. Só lembrando que quem pede opinião recebe e pode não gostar a verdade.

Para manter minha rotina, passo meses sem ver os amigos que tenho em Natal, muito raramente vou ao Shopping, e falta tempo até para curtir minha família que vive na mesma casa que eu. No momento estou sem namorado, quando encontrar um ele vai ter de entender que a arte cobra um preço muito alto. Mas posso abrir uma ressalva para uns beijos, claro.

Tento ser educada, respondo e indico os profissionais, mas já tive de bloquear pessoas por isso. Jovens demais para entender e aceitar um “não” usaram de insultos no facebook.

Sem falar nas mensagens privadas no Facebook. Dia desse recebi uma mensagem de um escritor, que não conheço, que veio a Natal passeou, acredito bem mais que eu que vivo aqui. E saltou com o seguinte: “Não sabia que você era de Natal! Não conhecia ninguém pra me apresentar coisas legais do tipo por ai”.

Sério? Não sou guia turístico. Quando um fã conhecido meu vem na cidade e quer me conhecer pessoalmente, pegar um autografo, eu faço o possível para ir até ele, mas nem sempre consigo fazer isso. Claro, minha mãe fica preocupada e quer mandar um segurança comigo. Coisas de mãe, eu perdoo.

Também recebo esses convites, não me pergunte por quê? Meus livros ganharam alguns prêmios por aí, mas os organizadores do evento só divulgaram, nunca recebi seja lá o que fosse de papel, ou de latão. O melhor prêmio é um leitor escrever e dizer: adorei seu livro.

Ser escritor é acima de tudo um exercício de amor. De ter Tesão em escrever e esquecer o mundo girando lá fora, enquanto você está escrevendo sozinho numa sala.

É amor mesmo!Pelos meus livros, pelos meus fãs que não me deixam esmorecer e continuar lutando.  Gosto de responder e-mails de fãs, dou parabéns, amo todos vocês. Mas existem coisas que estão além do meu controle e poder. Esse post foi para explicar isso.

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Tinha cinco anos quando ele se foi 16/08/1977.

Lembro-me dele no Havaí dançando e cantando, em um filme de Faroeste “Love Me Tender”, lembro dos seus olhos extremamente azuis, do seu cabelo de ébano e do modo como me hipnotizava, enquanto rebolava.O som da sua voz era único.

Seu sorriso era o mais bonito, o mais luminoso. Dancei e cantei na frente da TV com Elvis. Quando cresci busquei suas músicas para entender o amor, os bons momentos e a solidão.

Não gosto de vê-lo em seus últimos shows, suando, morrendo aos poucos, mergulhado nas drogas. Uma estrela se apagando.

Ele tem muitas músicas, algumas delas não consigo ouvir sem ficar

melancólica. Mas a minha preferida é “I´ll Remember You” porque

é exatamente assim que me sinto, sempre vou lembrar.

Mascotinhos!

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Quem quiser adquirir os livros da série Alma e Sangue autografados basta me escrever. Lembrando quem compra os livros leva dois mascotinhos  e marcadores de toda a série.Quem já têm todos os livros pode adquirir os mascotinhos separadamente e levar os três: Jan, Kara e Ariel.

E-mail de contato(almaesangue@gmail.com)

Beijos Mordidos!

Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

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É um caso típico, o cinema me fez conhecer os livros. Passeando pelo youtube vendo trailers diversos me deparei com o filme “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”, Stieg Larsson, estava realmente inspirado quando optou pelo título.

Assisti e a versão Sueca primeiro. Esse ano assisti a versão Americana. Gostei dos dois filmes, ambos tem excelente qualidade, o filme Sueco lida com o livro de forma mais lenta, o Americano tem aquele formato mais rápido e comercial. Fico com o filme de produção Americana como meu favorito somente pelos atores, Daniel Craig e Rooney Mara. Achei a química deles perfeita, sou suspeita para falar do Daniel.

Acabei ontem de ler o primeiro livro, levei vinte e dois dias lendo. Não porque seja cansativo ou desinteressante, é que trabalhar dois expedientes, escrever no terceiro e ler no quarto dá mais trabalho. Devorei lentamente saboreando. Foi um novo ponto de vista, cenas fortes, cronologia de datas, eventos, suspeitos.

Lisbeth é uma personagem misteriosa, forte, frágil, fechada em sua jaqueta de couro surrada que mais parece uma couraça de espinhos. Ela não admite que ninguém toque. Somente uns poucos afortunados têm o direito de tocá-la.

Você pode ser amigo dela, mas isso não quer dizer que ela será sua amiga. Um gênio, mente fotográfica, uma investigadora fria, exata, observadora em seu silencio ameaçador. Essa é Lisbeth Salander. Uma criatura magra, de estatura pequena, ar anoréxico. Tem vários piercings, usa maquiagem preta.

Esqueça completamente as mocinhas convencionais, Lisbeth é acima de tudo uma sobrevivente, alguém que aprendeu a lidar com a solidão, a violência, a dor, e a revolta transformando-as em vingança e força.

O começo do livro é um pouco mais lento, vale a pena ler e ver lentamente a vida dos dois personagens principais se cruzarem lentamente. Mikael Blomkvis é tão real, que acreditei estar lendo um livro “baseado em fatos reais”. Jornalista, sócio da revista Millennium, Mikael é contratado para tentar descobrir o que aconteceu com uma jovem da elite Sueca desaparecida, dada como morta há trinta e seis anos. O caso que parecia um beco sem saída, o passatempo de um velho se torna um jogo perigoso de mentiras escabrosas.

O livro tem cenas fortes, por duas vezes me afastei da leitura, por me sentir furiosa, revoltada, chocada com a índole dos homens que não amam as mulheres.

O livro não é um manifesto feminista, nem uma bandeira para a luta do direito das mulheres. É um livro bem construído sobre a busca pela verdade, seja ela qual for, doa a quem doer. Correndo o risco de errar, sinto que Stieg Larsson tentava chamar a atenção das pessoas para a violência contra a mulher na Suécia e seus direitos.

Pesquisando sobre os livros descobri que Stieg Larsson morreu em 2004 de um ataque cardíaco, e não chegou a ver o primeiro livro publicado. Existe um mistério pairando sobre o que seria o quarto e quinto livro da série. Alguns afirmam que eles estão em poder da esposa do escritor, Eva Gabrielsson, que viveu por mais de 30 anos com Stieg, mas que pela lei Sueca não é considerada herdeira do escritor. Descobri tais fatos numa reportagem no site da Livraria da Folha de 14/10/2010. Depois disso cancelei minha viagem ao país. (brincadeirinha).

Resumindo, se você gosta de assuntos mais leves, não leia os livros. Contudo, se você for um daqueles leitores ávidos que gosta de uma boa investigação e não te medo de ver o lado sombrio das pessoas, comece hoje mesmo. Mas leia primeiro os livros, depois veja os filmes.

Beijos mordidos!

Pandora, feita de Alma e Sangue.

Destacado

Então, faz tempo que andei por aqui, vim no dia dos namorados, festejar com um breve conto a história de amor que me consumiu por longos doze anos.

Estou num mundo diferente de Alma e Sangue, ele se chama Pandora, nele novas criaturas e desafios, amores extremos, paixões mortais, crimes e mistérios ainda não revelados. E enquanto acúmulo páginas e capítulos, me sinto renascer física e mentalmente. Há aquela sensação de cansaço e prazer, que sempre me acompanha a cada novo virar de página. Mas é delicioso percorrer esse novo mundo, vê-lo através dos olhos de Zoe, Alex e Caliel. É vertiginoso voar e ter asas.

Sinto-me em dois mundos. É estranho falar de Alma e Sangue agora que encontrei paz. Durante 12 anos vivi, respirei, me alimentei e sonhei com cenas e personagens, num mundo feito de noite e de criaturas belas e cruéis. Onde havia um lindo Jardim onde me refugiava para ouvir Ariel tocar seu violino, Jan e Kara dançarem… Tantas coisas e todas espalhadas por cinco livros, não sei ao certo, talvez mil páginas, ou mais, e em todas elas um pedaço de mim mesma. Dos sonhos que sonhei junto com todos eles a luz de velas.

Na batida do coração, no dedilhar do teclado, nas horas que passava criando, ouvindo suas vozes por minha mente, me prometendo segredos, deixando que mergulhasse sem medo em seu mundo, em seus braços.

A série Alma e Sangue têm cinco livros, doze anos de existência, e em cada página um pouco da imortalidade que somente um amor verdadeiro pode conceder. Vai além de qualquer moda, das febres e pitiatismos, é uma história de amor que atravessou quase três mil anos para se realizar nos dias atuais.

Pandora está me absorvendo, me devorando, e sem medo abro a tampa desse novo baú de aventuras. E descubro que a fantasia corre quente por minhas veias e faz meu coração bater vivo outra vez.

Beijos mordidos! :[

Eterno

Destacado

Para comemorar o dia dos namorados, um pequeno conto com Jan e Kara. Espero que gostem e feliz dia dos namorados.

Eterno

As mãos de Jan Kmam deslizavam sobre a seda do roupão de Kara. Eles estavam na sacada observando a noite. Há seis meses havia saído de São Luís para passar uma temporada na Itália. Kara pensou em Veneza, mas achou inapropriado. A cidade lembrava demais Ariel Simon tanto a ela quanto a Jan. Então decidiram compra uma propriedade situada na península de Porto Raphael, Punta Sardegna. Da varanda é possível admirar o golfo e as Ilhas da Maddalena. Piscina de água salgada, jardim amplo e terraços.

Se pudessem desfrutar dos dias ensolarados certamente estaria bronzeados como a maioria dos habitantes locais. O lugar era maravilhoso e ate grande demais para um casal. Mas como frequentemente estavam recebendo visitas, a casa era perfeita. Naquela noite estavam com eles Misha, Marie, Valdes e Bruce. Misha e Marie estavam juntos e parecia que o romance deles progredia lentamente. Martan estava ausente e isso deixava Bruce melancolico, o que fez Kara o convidar para passar uma temporada com eles na Itália.

Jan e eles jogavam por horas, isso quando ele não estava às voltas com o jardim da mansão. A casa era decorada de forma moderna com toques clássicos. Havia objetos de arte e belos quadros, a biblioteca era um recanto tranquilo com as portas viradas para o jardim, também havia uma sala de musica, um estúdio onde treinavam. Paredes claras, cortinas leves e pesadas. À noite quando não estava com Kara em seus braços, costumava ficar lendo ou conversando com Bruce. Mas o jardim era sua maior paixão, comprou rosas e plantou. Kara o observava da sacada envolvido com os canteiros, cavando, plantando, cuidando completamente concentrado.

Naquela noite, após uma rodada de cartas Jan e Kara se recolheram deixando seus convidados. Juntos na sacada observavam a luz, o ar à distância. Jan Kmam havia mando instalar um sistema de câmeras para garantir a segurança e ver como o sol banhava o jardim. Para muitos vampiros era uma visão atemorizante, mas não para ele que via beleza ate mesmo na luz, que poderia destruir sua vida imortal, era magnífico.

Jan Kmam salpicava a pele pálida da vampira com pequenos beijos. Quando a excitação chegou ao limite a ergueu nos braços rumo a cama. Enquanto Kara gargalhava, afinal lhe fazia cócegas. Assim que sentiu os lençóis em suas costas o beijou longamente. Livre de seus lábios macios o vampiro a olhou e falou com a voz cheia de desejo:

– O que ma petite poupée deseja?

– Amor… – ela respondeu dona de seus lábios.

No quarto só havia o som distante do mar, de sussurros, gemidos da conversa que mantinha depois de se amarem. Jan lia poemas em voz sussurrante em francês seduzindo a vampira, que sorria e tentava lhe tomar o livro das mãos. As horas passavam lentas e entre um cálice e outro de sangue pensavam em como estavam felizes.

Jan Kmam beijava o dorso da vampira, quando ela fitava a lua e o mar além da janela. Pensava nos convidados nos demais quartos da mansão.

– Não se preocupe estão bem alojados, somos bons anfitriões. – disse lendo seus pensamentos estavam totalmente abertos para ele, pelo menos naquele momento, nem sempre deixava que ele sondasse sua mente.

Estava preocupada com Ariel Simon, partiu sem escolta para buscar uma vampira que sequer sabia se ainda estava viva. Togo ligou duas vezes para ela e comentou que Ariel não dava notícias há duas noites. Foi necessário que ela ligasse para que ele atendesse. Após lhe dar uma bronca pediu que ligasse para Togo. O rei não gostou, mas a atendeu.

O freezer está cheio. – afirmou desejando um cálice de sangue com vinho.

Ainda faminta?

– Somente por seus beijos…

Kara se virou e envolveu Jan nos braços, o empurrava gentilmente para enlaçar seu corpo forte com as pernas delicadas, mas fortes. O cobria com beijos que iam da boca aos olhos. Cheirou seus cabelos já sobre seu corpo e sussurrava junto aos seus lábios. Sentindo o corpo se tencionar e responder de imediato a carícia de seus dedos habilidosos sobre seu sexo. Ela o desejava com urgência. A doçura de carinhos e carícias tomaram o vampiro uma labareda de desejo. Era impossível não sucumbir, quase desfalecer sob seu poder de fêmea e vampira. Tocava sua pele macia e a beijava tentando aplacar uma fome eterna. O conduzia lenta e vigorosamente roubando-lhe o ar, o juízo, beijos. As unhas dela deslizavam sobre seu peito forte e liso num jogo cruel e excitante. Gemia e murmurava sobre sua pele, enquanto o prendia sob seu corpo. E quando o gozo chegou deixou que os tomasse completamente. Não o mordeu, apenas deixou-se ficar ali saboreando o prazer do sexo como se fosse uma mortal ainda. Arfante deixou-se cair sobre o peito de Jan Kmam e ele a envolveu com os braços. Ajeitando-a sobre si, tocando-lhe a cintura com a ponta dos dedos. Enquanto as ondas de prazer a sacudiam levemente. Ela parecia ronronar sob seu toque como uma gatinha. A cascata de seus cabelos cobriu sua face, a boca cobria a dele com sorrisos e beijos.

– Sabe que sou seu, não é mesmo?

– Sim, cada pedacinho. – murmurou ela mordiscando-lhe de modo brincalhão o queixo forte.

– Malvada…

– Venha. – convidou Kara o puxando pela mão rumo à porta da sacada.

– Minha vida, você percebeu que estamos nus?

– Sim, mas lembre-se não temos roupas de banho. – a vampira falou risonha.

Desceram pelo jardim através de uma trilha e logo estavam com os pés na areia escura, e com poucos passos puderam sentir as ondas batendo contra eles, em seus corpos. Entraram no mar azul turquesa sentindo as ondas mornas banharem seus corpos. Nadaram juntos por longos minutos, trocando beijos e carícias. Abraçados deixando as ondas leves balançarem seus copos, enquanto a lua os banhava. E podiam ver a casa iluminada no horizonte. Kara deixou-se boiar, enquanto Jan a tocava e sorria.

–Feliz dia dos namorados. – sussurrou Kara junto tocando sua orelha com os lábios frios.

–Já? Eu não comprei nada para lhe dar…

Kara sorriu e o silenciou com um beijou e apertou junto ao peito, enquanto ele retribuía apertando-a junto a si. Colou seu rosto ao dele e deixou os dedos tocarem seus ombros largos, fortes.

– Ter você me basta, mas é claro que se você me desse uma rosa, eu não me importaria. – brincou ela deslizando o dedo sobre seu nariz.

– Posso lhe dar uma rosa, mas não sei se somos namorados.

– Como assim? – ela perguntou arregalando os olhos, vendo os seus sorrirem na luz azul, que a lua cheia jogava sobre a terra e o mar mais docemente.

– Nosso amor extrapolou os conceitos mais básicos. Somos quase um só corpo, um sentimento, um desejo. A palavra “namorados” se torna obsoleta em nosso caso.

– É mesmo? – ela murmurou pensativa. – Então vou dar o presente que lhe comprei para Bruce, acho que vai ficar melhor nele.

– Ninguém disse que não podemos trocar presentes, não é mesmo?

Jan Kmam afirmou malicioso. Kara gargalhou e jogou a cabeça para trás. O vampiro aproveitou para beijar o pescoço. Voltaram para a praia e logo estavam sob a ducha num banho quente retirando o sal da pele. Kara saiu primeiro e vestiu um roupão de seda oriental e o esperou no quarto, com um presente nas mãos. Uma caixa quadrada com um laço azul envolvendo-a, um sorriso maroto nos lábios.

– Eu falei sério má petite, não comprei nada para você, não me lembrava da data. – ele falou abraçando-a e beijando, enquanto recebia a caixa.

Desfez o laço e quando retirou a tampa se deparou com papel fino sobre uma jaqueta de couro negra, Armani. Seus olhos brilharam em uma clara demonstração de prazer. Ele a provou e diante do espelho observou o caimento. As mãos de Kara a arrumando sobre seus ombros.

– Perfeita, adorei minha querida. – falou beijando as mãos da vampira.

– Vou pegar vinho para nós dois. – avisou saindo do quarto.

A vampira encontrou Bruce e Valdes na cozinha. Ela havia deixado a garrafa de vinho sobre o balcão em temperatura ambiente. Os vampiros a prenderam por longos dez minutos reclamavam de Martan, que estava sem lhe dar notícias há quase cinco meses. Misha e Marie estava caminhando pela praia. A conversa foi regada a vinho e sangue. Bruce estava triste, mas não se deixava abater.  Quando ela voltou ao quarto, as luzes estavam apagadas e velas o iluminavam. Haviam rosas pelo chão, sobre a cama, as cortinas balançavam suavemente.

Ela deixou a garrafa e os copos sobre a mesinha próxima e foi até um retângulo de papel sobre o travesseiro.

“– Fique diante do espelho e tire o roupão e me espere de olhos fechados.”

Pensou um segundo e fez o que ele pediu. A primeira coisa que sentiu foi à carícia da corrente se ouro pousar sobre suas costas.

– Não, não abra os olhos. Ainda não. – sussurrou junto ao seu ouvido.

– Jan…

– Quietinha.

O objeto tocava sua pele nua numa caricia fria, até alcançar seu colo, os seios, por fim foi preso em volta de seu pescoço. Ao prender o fecho, Jan o beijou tocando-lhe a pele sensível e nua dos ombros.

– Pode abrir agora minha pequena.

Kara abriu os olhos e encontrou sobre o peito um coração de ouro e prata. Percebeu que ele se abria, seus dedos tocaram a imagem de Jan Kmam ali presa e a tocou com a ponta do dedo. Sorriu e o abraçou.

–Viu só? Te vesti de amor.

– É lindo Jan.

– Achou mesmo que esqueceria?Jamais. – falou Jan fitando-a pelo espelho.

Os dedos da vampira deslizaram sobre o relicário em seu peito e sorriu, enquanto o beijava, e envolvia com os braços.

– Agora vamos, quero te dar uma rosa… Murmurou deslizando uma por sobre sua pele nua.

– Acho que quero mais que uma rosa agora. – brincou ela seduzida por seu olhar azul.

– Não se preocupe estou preparado. – dizendo isso ele puxou um cordão preso ao lustre sobre eles. Imediatamente foram cobertos por pétalas de rosas vermelhas. – Feliz dia dos Namorados Kara.

– Feliz dia dos Namorados Jan. – murmurou enquanto trocavam um beijo apaixonado.

FIm

Conheça a Série Pandora

Destacado

Para quem está chegando agora no blog, esta é a página de divulgação da minha nova série, Pandora.

Semanalmente os leitores irão encontrar textos que trarão detalhes sobre a série e seus personagens nesse novo universo chamado Fantasia Urbana.

O que é a Pandora?

É uma organização secreta que têm como objetivo controlar da atividade sobrenatural. Seus agentes, na grande maioria são híbridos, ou vulgarmente chamados de mestiços. Eles usam seus poderes para preservar a aliança formada ente mundos, que é constantemente ameaçada pelos mestiços que saem da linha. A aliança fala que o homem jamais deve saber da existência dos híbridos para que ambos os lados sobrevivam em paz.

Onde se passa a história?

Sacramento é uma metrópole em crescimento constante. Uma cidade fictícia que parece com todas as outras. Conta com grandes empresas, bancos, fábricas e apesar das belas paisagens que a cercam possui poluição, violência e corrupção.  Seus habitantes sequer desconfiam que a cidade é pólo de atividade sobrenatural. Graças a isso, Sacramento conta com uma sede da Pandora.

O que é um Nefilim?

A segunda epistola de Pedro 2:4 levanta a questão que “Os filhos de Deus” seriam anjos que teriam vindo a terra e se relacionado sexualmente com mulheres. Delas nasceram pessoas híbridas, metade humano, metade angélico. A teoria é defendida pelo teólogo John Fleming, S. R. Maitland entre outros.

Em aramaico Nephila designa a constelação de Orion, que entre os hebreus era o anjo Shemhazai (Semyaza, Samyaza, Semyaze), conforme Livro de Enoque.

A Bíblia os tem como “anjos caídos“, “espíritos impuros” ou “demônios“, no Livro de Enoque eles são tidos como “vigilantes“. Os mesmo anjos que copularam com as filhas dos homens e criaram a raça híbrida.

Os Nefilins da série Pandora são híbridos, solitários, nascidas da relação dos anjos e de mortais. Solitárias, frágeis, muitas não chegam aos vinte anos de existência. A Pandora tenta mantê-los vivos e listados, afinal são seres raros, poderosos, no entanto extremamente susceptíveis ao mal. Perseguidas devido ao seu sangue precioso e rejuvenescedor. Os que se recusam a serem identificados devem ser caçados, e entregue aos Arcanos para serem banidos. Os que ainda não caíram são acompanhados e ajudados durante o processo de transição.

Breve mais detalhes sobre a série.

Beijos!

Fantasia Urbana

Destacado

Essa semana eu percebi que estava muito ausente do meu blog. Tenho andado muito ocupada trabalhando em minha a nova série.  Há tempo tinha uma ideia para um livro presa em um dos meus cadernos e resolvi que seria ele o próximo passo depois de Alma e Sangue.

Estilo? Optei por Fantasia Urbana, uma aventura nova para mim, que já fui chamada de “açucarada”. Bem, eu tenho meus momentos de “fada açucarada”, de ser altamente romântica. Romance e terror. É um estilo que depurei ao longo da escrita de cinco livros.

Acreditem-me, ter um bom personagem nas mãos é a coisa mais deliciosa do mundo. Ele te envolve do começo ao fim e você só consegue pedir por mais.

Hoje completamente absorvida por Zoe em uma cidade movimentada e populosa, vendo através de seus olhos o sobrenatural, me pergunto onde nós duas vamos parar.

Beijos mordidos

Minha amiga, minha mãe.

Destacado

Enquanto eu crescia e tomava consciência do mundo a minha volta, e tentava ganhar meu espaço, ouvi minha mãe falar sobre minha gestação. Sou sua terceira filha, a mais nova, o que chamam a caçula entre minhas duas irmãs mais velhas. Ela falava da barriga, dos desejos que sentiu, dos sonhos que teve. E de certo modo me descobri em todos eles.

Até hoje gosto de uvas, não das verdes, e adoro ficar acordada até tarde. Segundo ela, durante a gravidez ela teve muita insônia. Diz que pareço muito com minha avó materna, já falecida. Que quando nasci era vermelha, uma criança grande e que as enfermeiras já me trouxeram penteada, pois nasci com uma vasta cabeleira.

Pode parecer bobagem ou crendice, mas são as particularidades que me ajudaram a compreender o mundo de sensações que dividíamos, enquanto estivemos juntas em carne e sangue.Por meses ela acreditou está grávida de um menino, porque sonhava que dava a luz a um bebê de olhos e cabelos negros.

Então quando eu nasci fui um pouco da surpresa e talvez da decepção, mas isso jamais ficou aparente, porque ela me ama da mesma forma. Do seu amor jamais duvido, é a coisa mais certa que pode existir, o amor de uma mãe pelos seus filhos. Amor esse que ela me passou enquanto crescia e através dela conhecia o mundo.

Foi ela quem me apresentou aos livros, aos filmes, a música clássica, a mitos gregos, as pequenas e grandes coisas. Puxou-me a orelha quando mereci e me elogiou quando fiz por merecer. Foi ela a minha primeira leitora, e por mais suspeito que isso possa parecer, ela gostou do meu livro e no dia seguinte foi comigo comprar uma resma de papel para que eu pudesse datilografar a minha primeira obra literária.

Tive e tenho muita sorte de tê-la como mãe, e apesar de algumas diferenças de opinião, que são absolutamente normais, ela é minha melhor amiga.

A que escuta minhas alegrias e tristezas, minhas vitorias e esperanças, a que ajudou a colar meu coração quebrado quando o amor me feriu. É, ela que aposta sempre nas minhas vitorias, a pessoa que tanto me deu sem nada pedir. Foi ela, a pessoa que me disse para ter paciência e fé, quando pensava em desistir e abandonava meus sonhos. Ela me fez acreditar quando não havia nada no horizonte além de nuvens.

Foi para ela que dediquei todos eles, minha amiga, minha cúmplice, minha mãe.

“A árvore forte e sombreada que sempre me acolhe junto a si”.

Beijos Mordidos!

Pandora, As Crônicas Vampirescas

Destacado

Sempre tive muita curiosidade em ler o livro Pandora, escrito por Anne Rice e publicado no Brasil pela editora Rocco em 1999.

Pandora personagem principal do livro e narradora é uma vampira milenar, criada por Marius. Bem, isso não é spoiler, porque logo de cara no livro é possível para o leitor perceber que os dois terão muito em comum e que Pandora será parte importante na vida de Marius.

Ainda mortal Pandora é uma personagem cativante, uma mulher a frente do seu tempo e que foi criada em uma família que tolerava a participação da mulher em diversos meios intelectuais. Existe no livro uma espécie de calma, a narrativa de Pandora segue uma linha reta nos acontecimentos que a levaram a se tornar vampira e amante de Marius.

É interessante ter lido A Rainha dos Condenados antes de ler o livro Pandora, nele existem personagens e alguns acontecimentos que ajudam a compreender melhor o livro. Como David Talbot, líder da Talamasca, que sugeriu a Pandora que escrevesse sua história.

A história se passa em Roma século 15 a.C. Vamos acompanhar a vampira desde  a infância a vida adulta. Durante esse intervalo de tempo vamos conhecer os costumes e hábitos romanos. Há no livro uma boa descrição do modo de vida das mulheres romanas. Havia liberdade, no entanto, as regras sociais faziam a jovem mortal sonhar com mais, até mesmo desejar ser um homem. Em certos momentos percebemos que Pandora é um espírito livre e que a imortalidade a libertou de tudo que a prendia como mortal e mulher. Contudo, no livro há bem mais que uma mulher lutando por independência. Pandora passa a ter sonhos estranhos e eles vão levá-la a viver uma das maiores aventuras de sua vida. E por conseqüência viver um grande amor. O que ela buscava desde criança. Haverá passagens no livro carregadas de sensualidade, morte, amor, confusão e terror.

No fim desejei mais e fui ler o Ladrão de corpos. O qual já fiz resenha aqui no blog.

Então se gosta de boas histórias sobre vampiros, e não tem medo de se surpreender, leia o livro, garanto que vai ser enriquecedor.

Beijos Mordidos!

Religião ou Fanatismo?

Destacado

Diante das declarações feitas pela ex apresentadora de programa infantil conhecida como “Mara Maravilha”, resolvi expressar minha opinião por pura incredulidade as declarações feitas por ela, que se acha uma mulher inteligente e equilibrada.

É nesse momento que percebemos como a religião pode ser prejudicial a pessoas sem nenhuma personalidade ou caráter.

Não tenho vergonha de ser mulher nessas horas porque sei que sou incapaz de abrir minha boca para falar tanta bobagem.

Num mundo onde mulheres ainda são espancadas, violentadas, estupradas, cortadas em pedaços e servidas a cães e humilhadas por maridos ciumentos, pais, irmãos. A palavra submissão é um insulto. No Irã ainda utilizam apedrejamento para punir mulheres “supostamente adultera”.

Como fica a sociedade diante de um ato de tamanha regressão a valores que tentamos esquecer e superar para o bem da sociedade?

Fanatismo religioso? Fé em demasia, ou um caso para remédio controlado? Até que ponto ela pode influenciar?

Podemos ignorá-la, fazer dela o assunto no mínimo ridículo, ou devemos lembrar que uma ideia tem muita força. Foi uma ideia de uma “raça pura” que gerou uma guerra mundial e campos de concentração. Idéias são armas perigosas se disseminadas com o objetivo dominação. A tolerância e a liberdade devem ser preservadas porque são elas que nos mantém imunes a violência e a perseguição a credos, raças, condutas sociais.

A religião é o apoio para a alma, um lugar sagrado sem paredes ou portas onde podemos encontrar conforto. Não um modo de vida voltado para abnegação, intolerância, flagelamento perseguição a outras raças, cresças e preferências sexuais. Não uma forma de custear templos fabulosos, a fábrica de milagres e ideias ultrapassada sobre sexualidade e comportamento feminino.

Num país como nosso que vende lá fora a ideia de que a mulher Brasileira é somente uma bunda, como ficamos diante de uma declaração tão retrógada?

Como ficam as mulheres que são espancadas pelos maridos? Submissas esperando a próxima surra?

Não me achem radical, mas no mundo de hoje onde notícias e costumes se espalham como vírus tais declarações deveriam ter sido publicadas com uma tarja de censura de idade, ou uma advertência do ministério da saúde. Fanatismo e machismo fazem mal a saúde. Pelo simples fato de serem ridículas e perniciosas a sociedade.

Não sou de ligar para o que uma desmiolada como essa fala, porque isso tudo pode ser só uma forma de chama atenção para si. Afinal quem é ela no cenário atual? Ninguém que eu saiba, é só mais uma ex- apresentadora de Tv, que não contribuiu em nada com a educação das crianças do Brasil.

Ela viu a luz e a boca escancarou a falar besteira. Eu acredito em Deus, um Deus que quer ver um homem e uma mulher em harmonia, mesmo que sejam duas mulheres e dois homens. Deus é vida, tolerância, amor, paz, inteligência, luz, força e poder.

Não uma criatura que se molda com a necessidade de poder de cada um que abre a boca para falar sobre conceitos ultrapassados, misóginos, machistas e cruéis, que levaram muitas mulheres a fogueira, a forca, ao chicote em tempos passados.

Lembrando que a mulher conseguiu direito de voto por meio do Código Eleitoral Provisório, de 24 de fevereiro de 1932. Mas esse direito só foi dado apenas as mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar.

Acho que antes dela abrir a boca deveria conhecer a trajetória da mulher no mundo, conhecer as mulheres que lutaram por direitos iguais e foram mortas, silenciadas por serem mulheres e viverem sob o código de conduta fosse da religião ou da sociedade.

O que será das adolescentes de hoje, das meninas evangélicas que estão sendo criadas com a mentalidade de uma escrava sexual? Sim, porque se você é submissa, vai ter de agüentar alguns tipos de violências sejam elas verbais, sexuais, intelectuais.

Fico indignada com quem deseja que a submissão da mulher ao homem volte. Ela deveria ir morar no Iraque e viver debaixo de uma burca. Mulheres e homens devem andar lado a lado, nenhum deve ser submisso ao outro.Decisões e ações devem ser tomadas em conjunto seja na cama e fora dela.

Deveriam interná-la, porque no mínimo está desequilibrada mentalmente, mas o pior é que ela acha que a mulher deve conseguir sua independência financeira, mas deve ser submissa, contudo, dependente das decisões do marido, é tão absurdo que chega a dá um nó na cabeça. E levantam perguntas, como ela é submissa?Que submissão é essa?

Acredito que deve haver harmonia no amor, na vida, na cama e fora dela, respeito pelo parceiro, submissão nunca.

Deus, Jesus infelizmente são usados como desculpa para encobrir monstros disfarçados de crentes na palavra de Deus.

Religião ou vagabundagem?

Livros da Série Alma e Sangue

Destacado

Queridos fãs a operação mais espaço foi um sucesso. E para atender aos fãs que não conseguiram comprar os livros agora tenho comigo todos os 5 livros da série.

Os livros estão chegando, mas  dois terços já estão vendidos.

Você conhece a série Alma e Sangue?

Se a resposta é não, então me deixe apresentá-la.  A série não é mais um livro falando do romance entre um vampiro e uma mortal.

O primeiro livro Alma e Sangue, O Despertar do Vampiro narra o encontro de Kara com Jan Kmam, o favorito do rei dos vampiros. Um personagem misterioso, cruel, charmoso, apaixonante por suas qualidades e defeitos. Através dos olhos de Kara mergulhamos num mundo onde a imortalidade é um dom, uma sentença e o passaporte de entrada para o mundo dos vampiros, mas não é tudo. O poder e o sangue são as chaves que abrem portas, direitos e deveres. Kara vai sentir na pele que ser mortal não a faz especial, e sim o prato perfeito, a moeda de troca entre vampiros, uma escrava ou uma rainha.

Cheio de personagens exóticos, sensuais e belos, e sem remorsos. Os vampiros da série Alma e Sangue amam e odeiam na mesma medida. Resolvem as rivalidades diante de um rei a fio de espada.

O amor de Kara e Jan Kmam é um dos ingredientes da série, e um dos muitos casais lutando para sobreviver aos obstáculos impostos por inimigos e as leis do mundo mortal e dos vampiros.

Quem quiser adiquirir autografado me escreva (almaesangue@gmail.com)

Beijos mordidos!

Jogos Vorazes livro I

Destacado

Interessei-me pelos livros pela capa. É, achei o desenho extremamente politico, como as bandeiras socialistas que convidavam a luta e a resistência e não estava errada. Também gostei do pássaro, o achei parecido com uma Fênix. Eu os adoro, são símbolos de força e renascimento.

Sequer sabia que era um Mockingjay o símbolo do Tordo. Que a meu ver é a resistência em pessoa. Os três livros são muito bons. Todos narrados em primeira pessoa por Katniss Everdeen a personagem principal. Sem rodeios, uma linguagem simples,contudo bem estruturada faz dos três livros uma leitura empolgante, emocionante. Em certos momentos fiquei preocupada com a classificação pela luta e mortes, mas no fim percebi que é de grande aprendizado.

Suzanne Collins conseguiu trabalhar uma visão do futuro pós-apocalíptico bastante plausível. Não é de hoje que a humanidade tem um fraco por jogos, violência pão e circo.  No primeiro livro não consegui deixar de fazer comparações com Roma, o modo que os Gladiadores eram tratados. E isso continuou no livro II também com referencias suaves, mas bem colocadas. A escritora nos mostrou os gladiadores do futuro lutando para sobreviver a uma arena de onde somente um vencedor poderá sair vivo. Sem leões, mas com algumas feras.

Um show de horrores banalizado por câmeras, patrocinadores, entrevistas, como se os tributos fossem verdadeiras estrelas de Hollywood, para divertir uma multidão de alienados que vivem no luxo buscando algo que os tire de suas vidas vazias e enfastiadas, enquanto doze distritos são submetidos a castigos, morte, fome e opressão.

O país se chama Panem seria o que restou da América do Norte. Ele é dominado por uma metrópole chamada Capitol, ou Capital, que é mantida pelos doze distritos, sim, cada distrito produz algo seja carvão, peixe, verduras, gado.

O Jogos Vorazes foram concebidos como punição, graças a uma revolta promovida pelos distritos, a Capital os sentenciou a prestar um tributo. Através de sorteio um garoto e uma garota de doze a dezoito anos todos os anos são sorteados para competir nos Jogos Vorazes.

Não vou insultar o livro e o chamar de BBB, é inaceitável, mas li tal comparação na internet. Os tributos, tirando os profissionais, que treinam desde pequenos para competir nos jogos, os outros estão ali porque são obrigados. Eles não ficam na piscina e muito menos sob os edredons. É uma batalha de um homem só. Na arena você pode se aliar ou ficar sozinho para lutar por sua vida, enquanto tudo é televisionado para os distritos e o Capitol.

Imagine a dor de ver um filho, irmão ou irmã morrer na arena. Sem falar na opressão do Capitol, dos Pacificadores, qualquer sinal de revolta é contido com violência, açoitamento, ou morte. O livro é bem mais que uma boa aventura, Katiniss me surpreendeu, me fez ri e chorar é uma personagem forte e frágil, que quer apenas voltar para casa e cuidar do que resta de sua família. Mas ela vai descobrir que existe muito mais além do fim dos Games.

O primeiro volume é bem descritivo, mas sem ficar cansativo, entendemos a política do Capitol, as regras do jogo, quem vence e quem perde. O livro é cheio de cenas surpreendentes. Katiniss faz de tudo para se manter no jogo e viva. E sem perceber é envolvida em uma trama intrincada de segredos que a levaram para além do distrito 12.

Quem está com dúvida em ler os livros, não fique, você terá boas surpresas e vai aprender muito sobre amor, sobrevivência, amizade, heroísmo e resistência.

Beijos mordidos!

Série Nova!

Destacado

A minha nova série ainda está no forno, mas confesso que estou ansiosa para mostrar um pouquinho dela para vocês.

Então hoje separei um trechinho para vocês ficarem com água na boca. Vou deixar o título ainda em segredo.

Só prometo muita ação, aventura e romance tudo dentro da fantasia.

“Zoe saiu de detrás das caixas e correu pela parede com agilidade. Do teto disparou sobre o macho, ele precisava ser imobilizado e bem depressa. Temia que o som da luta chamasse a atenção de alguém, cruzar a porta era suicídio. Subitamente se arrependeu de não tê-la bloqueado. Ágil, ele se esquivou dos disparos e seguiu Zoe sem saber o quanto se expunha aos planos da jovem”.

Beijos mordidos!

Ninguém Sabe o Futuro

Destacado

Depois da imortalidade, o futuro é minha maior fonte de curiosidade. Saber o que virá, buscar opções e saídas. Ao mesmo tempo saber o futuro implicaria na tomada de decisões. A humanidade mudaria? Saber o que virá nos tornaria menos destrutivos, mais conscientes? Não da para saber num mundo onde as opiniões variam. Como convencer a população do mundo a mudar hábitos, reciclar o lixo, respeitar o próximo, poupar água, não poluir, não matar?

Deus não conseguiu, as leis que escreveu são claras, mas não tocam a todos. O livre arbítrio é uma faca de dois gumes.

Não sei qual é o meu futuro. Isso gera insegurança, porque sinceramente não sou tola para planejar o futuro. Tudo que podemos fazer é tomar medidas para fazer dele algo melhor.

O texto não é uma paranóia de fim de mundo. Já que estamos em 2012 e existem profecias que afirmam que nesse ano, existe a probabilidade do planeta passar por alguns eventos fora do nosso controle. Mas o que há de novo? Estamos aqui a mercê da chuva e do vento, nós não estamos no controle. Se estivéssemos não haveria morte, guerras, não é mesmo?

Ninguém sabe o futuro.

Anos atrás quando trabalhava em minha máquina de escreve não imaginava ter um computador, sequer sonhava com isso. Não por não me achar merecedora ou capaz de conseguir. O problema é que o mundo era diferente, a tecnologia estava caminhando para o que temos hoje.

Então nos dias atuais, enquanto limpava minha estante de livros percebi algo que me deixou por alguns minutos pensando no caminho.

Lancei cinco livros, um deles lancei três vezes, participo de quatro livros de contos. O passado me trouxe ate aqui. Lembrei dos meus antigos desejos, eu só queria editar meu livro, não imaginei que iria tão longe. Olhar para eles hoje é um pouco estranho, mas a maior sensação é que cumpri uma etapa do caminho, mas ainda falta muita coisa.

Sento-me para escrever e me pergunto quantos mais? Há ideias anotadas em cadernos, livros começados. Imagens na cabeça, o tempo segue seu ritmo, enquanto as desenvolvo. Não sou imortal, não sei o futuro.

Dias e noites se repetem, enquanto me sento aqui e deixo as histórias me tocarem, invadir meu imaginário, encontrarem o papel. Mais uma aventura, mais um mundo onde posso viver sem medo do futuro, com a tola sensação de que sou imortal.

O escritor é uma criatura esperançosa, mas ao mesmo tempo boba, um fabricante de sonhos para hoje, amanhã e depois. Eles não sabem o futuro e só suas palavras, se forem boas, se tornarão imortais.

Beijos mordidos!

Coletânea de Contos Anjos Rebeldes

Destacado

Em 2011 foi lançada a coletânea de contos Anjos Rebeldes, pela editora Universo Editorial, da qual participo com o conto “Na Terra Como No Céu”. Somente há poucos dias recebi meus exemplares. Como disponho de pouco espaço vou ficar apenas com um livro e vender os demais. Que quiser adquirir o livro com o conto autografado, basta me escrever, tenho somente quatro exemplares disponíveis.

Os contos têm como tema os seres angelicais, mas não se engane muitos deles não são o que parecem.

“Na Terra Como No Céu” você vai conhecer a história de Clara e Marcelo Arcanjo, eles se encontram no meio de uma estrada, que não leva a lugar algum. O que Clara sequer desconfia é que existe no seu passado um grande mistério, e ele vai colocá-la diante de anjos e demônios.

Meu e-mail de contato (almaesangue@gmail.com)

Falando em livros, quem quiser livros da série Alma e Sangue autografado me escreva.

Beijos mordidos!

 

Entrevista para o Repórter de Aço

Destacado

Concedi uma entrevista para o blog Repórter de Aço, da jornalista Louise Duarte.Espero que gostem.

A quarta entrevista com os escritores fantásticas realizada por mim para a matéria do O Estado RJ é com a escritora Nazareth Fonseca, autora da série Alma e Sangue

 

  Para você como e quando aconteceu esse “boom” da literatura fantástica?

Não sei dizer precisamente, porque quem já lia Stephen King, Clive Barker, Neil Gaiman, Anne Rice e Jim Butcher já conhecia literatura fantástica. Mas o cinema contribuiu muito com o aumento do interesse do público nacional sobre o tema. Tivemos o Senhor dos Anéis, Harry Potter, Narnia, Coração de Tinta e chegamos à saga Crepúsculo. Daí em diante o mercado se abriu para livros nacionais, mas bem antes disso já tínhamos publicações nacionais se firmando no mercado como Giulia Moon, Kizzy Ysatis, Eric Novello, Martha Argel eu mesma. Risos. Faltava somente o leitor acreditar, e ele acreditou e fez o escritor nacional ser visto, afinal ele já existia.

 

O vampiro ficou mais popular entre adolescentes quando foi romantizado na saga “Crepúsculo”. Como você vê isso?

Teve o lado positivo, o vampiro ganhou uma nova roupagem, fugiu do clássico, mas não agradou a todos. O sucesso entre adolescentes e adultos é inegável, mas atualmente já se percebe parte desse público migrar para outras séries e até mesmo brincar com esse novo vampiro, que seduziu tantas pessoas que sequer gostavam do gênero. Ver o vampiro de um modo tão humanizado, se rendendo as regras humanas, evitando o sangue, contendo seus instintos primordiais de vampiro, foi contra tudo que se conhecia desde 1897 quando o romance Drácula de Bram Stoker definiu a imagem do vampiro. Ou mesmo o vampiro Roqueiro de Anne Rice, que se mostrava livre de quaisquer escrúpulos, um ser que era imortal e adora seus poderes e o sangue. O interessante é que toda essa efervescência em torno do tema fez muitos procurarem outros livros e descobrir outros tipos de vampiro.

 

Quais tipos de personagem te atraem mais escrever e por quê?

Tenho um fraco por personagens femininos sejam mortais, vampiros, lobos, demônios, fantasmas ou bruxos. Gosto de entrar na intimidade deles e descobrir os pontos fortes e fracos, os erros e acertos. Claro, escrever sobre seu próprio sexo parece confortável, mas prefiro me distanciar de injeções de minhas preferências num personagem. Ele será mais atraente para mim se eu não o conhecer. Kara Ramos, a protagonista da série Alma e Sangue, foi uma descoberta a cada página. Teimosa, frágil, errática, apaixonada, furiosa, guerreira. Mulher montanha Russa, mas em crescimento, buscando seu lugar num mundo de vampiros. Saindo do clichê da mocinha que sempre é salva e nunca luta.

Cite seus personagens fantásticos favoritos da literatura ou cinema.

A lista é grande,mas vou citar alguns exemplos, Lestat – Anne  Rice,O vampire Lestat, Dorian Gray, O Retrato de Dorian Gray- Oscar Wilde, Armando- Eric Novello Neon Azul, Jane Eyre, Charlotte Brontë, Scarlett O’hara, Margaret Mitchell, O Pistoleiro,Sthephen King. Cinema, Conan, O Bárbaro, Spock de Star Treck, A Mulher Gato, Muitos mesmo.

 

Na sua opinião você acha que a literatura fantástica ajuda a formar novos leitores? Por que?

 

Sim, a literatura fantástica tem o dom de pegar o leitor logo nas primeiras paginas. A fantasia é inerente ao ser humano, ela está presente desde a infância quando somos bombardeados por contos de fadas, Papai Noel, o Bicho Papão. Crescemos e descobrimos que não existe príncipe encantado, que Papai Noel é seu pai, e que Peter Pan é um adulto que não quer crescer. O jeito é apelar para a fantasia nela ainda encontramos nossos monstros queridos e os heróis, as mocinhas. A aventura numa ilha cheia de piratas. A maior prova disso é que no cinema as luzes são apagadas, assim podemos entrar na história e nos ocultar do julgamento de quem esta do lado, mas o certo é que pagamos para a fantasia continuar.

 

Você já sofreu algum tipo de preconceito por escrever esse gênero literário? Como foi?

 

Já, mas eu acho que todo preconceito vem de falta de informação, as pessoas preconceituosas são extremamente fechadas e de certo modo incultas. Claro, há ressalvas, a falta de conhecimento provoca o medo do novo, o estranhamento e o preconceito. Quando comecei a escrever sobre vampiros, ouvi escritores comentarem que era um gênero menor, marginalizado. Ouvi várias vezes que deveria procurar Jesus, que vampiros eram coisa do diabo e coisas do gênero. É fácil acusar o diabo de quase tudo, difícil é assumir que ele é só uma desculpa.

 

Qual o perfil dos seus personagens? Eles são mais assustadores ou românticos?

Tenho muitos personagens, mas acho que todos têm algo em comum, eles estão lutando por algo seja poder, amor, paixão, sexo ou um trono. Há os trágicos, maquiavélicos, alguns são assustadores, cruéis e sim tenho alguns bastante românticos e apaixonados.

 Beijos mordidos!

Organizando a Agenda

Destacado

Após três meses do lançamento do livro Alma e Sangue, A Rainha dos Vampiros, estou enviando, com certo atraso, o livro para Ana Luiza.É que devido ao feriadão de Carnaval, fiquei realmente preocupada de enviar o livro e o correio perder.

Agora que a poeira baixou o livro segue sem mais delongas. Ela foi a quinta e última sorteada.  Missão cumprida.

Contudo ainda está rolando uma promoção no blog Amor Imortal.Então aproveitem, participem e deixem à senhora sorte agir.

Aproveito para falar sobre algumas novidades. No blog vou postar detalhes sobre a série Alma e Sangue e seus personagens. Quem tiver pedidos e sugestões me escrevam será um prazer atendê-los. Em conjunto com isso, as resenhas dos livros que ando lendo. No segundo semestre vou começar a falar sobre a nova série na qual estou trabalhando.

Pensei em frases de alguns personagens, como a ideia apareceu, as pesquisas. É algo meio como “A anatomia de uma série sobrenatural”.Já no “Diário de bordo” vou contar para quem acompanha o blog informações sobre quando, como e onde estou escrevendo durante a semana.

Espero que gostem.

Beijos mordidos!

De volta ao Começo – A Rainha dos Vampiros

Destacado

Hoje senti uma saudade fulminante de Jan Kmam e Kara, li um trecho do livro A Rainha dos Vampiros. E resolvi dividir um pouco com vocês. Para quem tem o livro é o capítulo 40.Quem não tem? Precisa adquirir o livro e saber como termina a saga, lógico. Risos.

“– Vamos nos divertir um pouco? – perguntou Kara, assim que finalizou os movimentos.

O vampiro tirou as botas e ficou somente de camiseta e jeans azul. Kara o cumprimentou e desferiu o primeiro golpe. Jan revidou e logo lutavam de igual para igual. Moviam-se com agilidade e força. Kara impôs um ritmo bastante violento à luta, e Jan não gostou, não queria machucá-la. Durante três minutos, ninguém desistiu ou deu mostra de falhas. Num dado momento, Kara conseguiu uma brecha e atingiu o rosto do vampiro. O golpe tirou sangue dos lábios de Jan Kmam.

– Desculpe-me. Não foi minha intenção – disse ela, e se aproximou para lamber o sangue de seus lábios.

– Tudo bem…

Jan Kmam recuou e deu-lhe as costas, limpando o sangue do rosto agitado. Era difícil lidar com uma vampira fria e, ao mesmo tempo, tão provocante. Quando se voltou, percebeu que ela se divertia, provocando-o. Havia um brilho misterioso em seus olhos negros. Resolveu testá-la também; afinal, ela o devorava com os olhos. Kara observou sua forma física invejável, o jeans azul, as pernas fortes. Avançou numa sucessão de golpes e o jogou no chão sem dó. Olhou-o com aborrecimento.

– Se não lutar, vou machucar você, professor.

– Eu não vou machucá-la…

– Sou sua aluna, por que está agindo como se eu fosse de cristal? Deveria agir como o vampiro que todos dizem ser. – Kara cobrou, fitando seu rosto tranquilo.

– O que dizem de mim, Kara? Que sou somente a cura para sua amnésia? – Jan debochou irritado e ficando de pé.

– Que é um bom professor. Mas, pelo que vejo, só sabe bancar o “mestre protetor”– disse Kara, e Jan se perguntou até onde ela havia esquecido o passado.

– O que realmente esqueceu, Kara?

– Acho que o suficiente. Pelo que vejo, não há nada que possa me ensinar – retrucou Kara, sem responder à sua pergunta.

– Espere, vamos lutar.

– Ótimo – disse a vampira, pronta para lutar de verdade.

Kara voltou ao tablado e se curvou diante de Jan Kmam sem deixar de fitar seus olhos um só instante. Ela queria provar alguma coisa a si mesma e a ele também. Atacou-o com agilidade e raiva, jogando-o no chão mais duas vezes.

Jan resolveu lutar para valer e a impediu de derrubá-lo novamente. Foi sua vez de jogá-la no solo e dominar seus movimentos.

– Satisfeita? – perguntou Jan, prendendo-a num golpe forte pelo braço.

– Ainda não acabou – rugiu Kara, e tentou reverter o golpe, mas Jan a deteve e ficou por cima de seu corpo.

A vampira tentou empurrá-lo e se viu presa. Parou de se debater e olhou dentro de seus olhos. Jan diminuiu a pressão e a soltou. A situação deixava-o mais do que excitado.

– Fico feliz que tenha decidido lutar. Amanhã, usaremos espadas – ela avisou sorrindo e saindo do tablado. Mas não antes de cumprimentá-lo”.

Beijos Mordidos

Wake – Despertar

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Sonhar é fácil, acordar é que é difícil. Eu resumiria assim a história do livro Wake, de Lisa McMann, lançado em 2008.

O tema me chamou atenção por falar de sonhos. Desde a antiguidade o homem tem tentado entender e explicar os sonhos. Existem dicionários dos sonhos, mas nenhum deles pode comprovar a veracidade de suas interpretações. Isso para sonhos comuns, mas imagine alguém que cai nos sonhos dos outros?

É esse o fio condutor da história do livro Wake – Despertar. Janie é uma típica adolescente de 17 anos Americana, esquecida pela mãe alcoólatra, e ausente, ninguém fala sobre seu pai. A maior parte do livro ela passa sozinha, se virando como pode para sobreviver dentro da escola, onde é classificada como estranha e pobre.

As descrições dos sonhos, os ataques que ela sofre, cada vez que mergulha nos sonhos das pessoas a sua volta, é extremamente forte. As descrições tomam a maior parte do livro sem que nada seja explicado. O conformismo da personagem é realmente espantoso. Sua falta de curiosidade em buscar respostas para seu problema dá nos nervos. Porque sinceramente, se eu caísse nos sonhos das pessoas, pesquisaria o assunto até a exaustão. Tudo bem, ela é fruto do ambiente, só tem dezessete anos, no entanto, falta amor próprio. Afinal o que ela carrega um poder e uma maldição.

Ao longo do livro Janie conhece os desejos, os medos secretos de quase todos da escola. Quando ela começa a trabalhar no hospital, que em minha opinião, foi o capítulo melhor trabalhado no livro, podemos sentir que o livro vai melhorar. No entanto, isso não acontece tudo continua se arrastando.

O livro se perde dentro da descrição dos sonhos de vários alunos, inclusive o de Cabel, um jovem misterioso e fechado. Janie sente-se atraída por ele, contudo, a fama dele é de traficante e coisa bem pior. Isso mantém o nosso interesse. E quando o livro parecia ficar melhor aparece o “fim”.

Senti falta de muitas coisas nesse livro, o final me decepcionou profundamente, não porque me prometeu uma continuação, é porque simplesmente ficou sem a ideia de continuidade. O que é isso? A abertura da trama para que o leitor deseje ler o próximo. Tudo poderia ter sido melhor trabalhando, desde os personagens centrais aos secundários. O livro é pequeno, somente 208 páginas então o sofrimento não é grande.

Leia se quiser. E lembre-se, nem tudo que reluz é ouro.

Livro: Wake – Despertar
Série: Wake
Autora: Lisa McMann
Páginas: 208

O Ladrão de Corpos

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Você trocaria de corpo com alguém? Sei lá, com alguém mais forte? Mais bonito, imortal e poderoso…? Bem, se você pensou nessas alternativas, então você com certeza trocaria. O que faz essa coisa ser tão interessante, é que, quem troca acredita que está fazendo um bom negócio. Pessoalmente eu faria a experiência, mas vou deixar meus motivos em segredo.

A pergunta rondou minha cabeça por duas semanas, que foi o tempo que levei lendo o livro The tale of the Body Thief”, O Ladrão de Corpos, de Anne Rice. A Imagine Entertainmet de Ron Howard comprou os direitos dos livros em parceria com a Reliance Big Entertainment. O roteiro vai ser escrito por Lee Patterson. Alex Kurtzman e Roberto Orci estão entre os produtores. Vamos ver no que vai dar.

Quando li Entrevista com o Vampiro, encontrei respostas para muitas das coisas que pensava, sonhava e acreditava serem reais. Anos depois li o vampiro Lestat em três dias, o livro me foi emprestado e tinha de ler rápido, mas a história ficou em mim, em meus poros. Depois disso li outros livros e me prometi ler todos os outros escritos por Anne Rice, então estou no meio do caminho. Anne Rice  é uma das minhas escritoras favoritas. Tenho colecionado matérias de jornais sobre seus livros, sua vida e lamentei profundamente não ter podido vê-la na última bienal.

O Ladrão de Corpos, é narrado por Lestat o que por si só já é um presente, adoro o modo como ele transmite a história, sua mente fervilhante e cheia de conceitos extremamente livres e completamente aceitais e condenáveis me fascina.

Não posso imaginar com fidelidade de detalhes e sensações o que seriam dois ou três séculos vivendo na escuridão da noite, sem comer, sem sexo. Verdadeiramente desconheço o peso de tal expectativa para alguém imortal, belo e poderoso que pode atravessar o mundo em minutos sem pegar um avião, sem se limitar a tudo que nos prende, sem envelhecer. Poxa!Lestat estava entediado, nê? Só assim para fazer uma besteira como essa. Beleza foi uma grande aventura. Só sei que jamais trocaria meu corpo imortal com alguém, principalmente um mortal, para aproveitar algumas horas de sol, o prazer do sexo…?Hum…Sexo. Deixa para lá!

Lestat foi feito para ser um belo transgressor aquele que vai além por que ele assim deseja. Ele pode e faz o que nenhum outro imortal sonha fazer, mesmo que isso represente sua aniquilação, revelar os outros colocar seu belo e loiro corpo em perigo. É, Lestat é o cara! O desbravador curioso e corajoso.

O que me chocou no livro foi à atitude de Louis. Leiam e descubram o que ele fez, e se perguntem se ele mereceu o perdão posterior de Lestat.

O livro nos leva ao limite da vida de um mortal para percebemos sem rodeios o quanto somos frágeis e limitados. Juro que senti a frustração dele quando afirmou sentir dificuldade visual. A visão de um imortal é sem dúvida nenhuma o dom que realmente invejo.

Lestat faz a troca, toma medidas de segurança, contudo não existe seguro para cobrir troca de corpos, vale salientar. Então tudo começa a ruir, não lentamente, rapidamente. Doente, fraco, sem dinheiro, e finalmente a beira da morte. Apaixona-se, em minha opinião, por uma enfermeira efreira, é como se fosse um teste, algo pelo qual ambos tinha de passar e tentar sair ilesos, mas isso é impossível, de qualquer modo ele vive momentos de sexo e carinho, ela é bela porque é mortal e isso dói para um vampiro no corpo de um mortal. A fatalidade das coisas, a confusão de sentimentos, a expectativa, ser tudo e depois não ser mais nada são lições dolorosas e que nos fazem valorizar cada minuto das horas que passamos vivos.

A solução só aparece quando David Talbot, líder da Talamasca, encontra Lestat, ele se torna a luz no fim do túnel e respiramos aliviados com sua presença inglesa e organizada, fria e exata. David é um personagem doce, sensual, mas controladamente apaixonado por Lestat, entretanto para salvá-lo ele colocar sua própria vida em jogo.

O final é surpreendente, Lestat superou minhas expectativas, ou seria Anne Rice. Era isso que esperava, que eles me chocassem. Fizessem-me odiá-lo e amá-lo um pouco mais por fazer tudo que faria se fosse imortal.

Ler é provar daquilo que não temos a exata coragem para realizar, ou apenas acreditamos não ser capazes.

Memnoch the Devil

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Há muito tempo tinha certeza que os livros de Anne Rice não eram para qualquer leitor. Não estou sendo preconceituosa, nem levando a fantasia tão a sério, o fato é, sou fã da autora e compreendo certos aspectos do seu universo literário, como autora eu também tenho meus momentos. Ela me surpreende a cada livro, mas em especial no livro Memnoch The Devil, sua força criadora ultrapassou todos os limites. Lestat é de longe seu melhor personagem. Personagens queridos, são como um casaco velho, que já tem a forma do corpo e quando você veste lhe cai muito bem. Assim é Anne escrevendo sobre Lestat, natural, bem vindo e extremamente prazeroso. Lestat não é ela, e Anne não é ele. É somente criador e criatura em completa união.

A história mostra Lestat completamente “apaixonado” por Roger,um traficante de grande poder. Até ai tudo bem, o fato é que Lestat está sendo seguido por uma criatura digamos, única, o próprio Príncipe das Trevas, Memnoch. Que o convida para ser o herdeiro de seu império infernal.

Nessa aventura temos Louis de Point du Lac, Armand, David e Dora, a bela filha do traficante que assassinou.

Lestat aceita ouvir a proposta de Memnoch, o anjo caído que, ateriormente um dos preferidos de Deus. E que foi punido com a queda por envolver-se de forma carnal com uma mortal. A viajem é através do Firmamento e o Inferno, o Purgatório. Esqueça a forma que o diabo é caracterizado em quadros, ilustrações, filmes. Memnoch se mostra exatamente como foi gerado por Deus, como um anjo, um instrumento, o senhor do inferno, ou salão das almas.

Ao longo da narrativa me vi diante de diversos outros livros que li sobre o tema, o diabo, o inferno, a bíblia, livros sobre o inferno e o que teria no firmamento. Achei respostas para perguntas antigas e em dados momentos deixei a mente racional completamente aberta, para aceitar que certas verdades existem e que são impossíveis de serem contestadas.

A criação do homem, o mito sobre céu e inferno. Em dado momento tive certeza que se estivéssemos na idade média, Anne Rice teria sido queimada na fogueira por produzir um livro tão complexo, revelador. Seria chamada de herege por ter falado de mistérios e dogmas sobre Deus e o Diabo. Durante os dias que li os livros fiz diversas reflexões e percebi o texto como um grande dialogo teológico, espiritual e acima de tudo revelador. Como disse Memnoch The Devil, não é para todos.

Debati durante horas com minha mãe sobre alguns capítulos do livro, pesquisei fontes e aprendi muito. Foi como se houvesse provado do fruto da árvore do meio do jardim, e subitamente houvesse perdido a inocência e visse o mundo como ele realmente é. Foi como tomar a pílula vermelha e acordar para coisas que somente supunha dentro da Matrix.

Recomendo para aqueles que não têm medo de fazer perguntas sobre sua fé, sem perdê-la ao fim do livro. Acredito que devemos ter fé em Deus, um ser feito de luz que só pede adoração de suas criações. Que não precisa de sangue como sacrifício e muito menos de templos grandiosos para ser idolatrado. Afinal, se você puder pegar um punhado de terra nas mãos, ou sorver um copo de água vai perceber que a sua força criadora está em tudo, até mesmo em nós para o bem e para o mal.

O livro é totalmente independente, não é a continuação de nenhum das crônicas vampirescas. Mas para ler é preciso saber quem é David, Armand e Louis. E por estranho que pareça é um dos livros menos conhecidos da autora, e o quinto e sua lista de lançamentos.

Beijos mordidos

Idade da loba? Quase lá.

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Bem, é isso, fiz aniversário e não tenho medo da verdade. 39 anos de idade com aquele sentimento que graças a Deus chegou!O inferno astral existe, eu sinto esse maldito todos os anos. Aleluia!Passou e já foi tarde!

Esperei o dia virar e quase gritei de alivio, porque a barra foi pesada em todos os âmbitos. Estou recomeçando e me sinto livre, leve e solta, e não isso não é propaganda de absorvente. É só uma forma de dizer que valeu.

Não sou muito de festa, prefiro ficar na toca e comer meu bolo, uma fatia, refletir um pouco sobre o último ano. Já sei falar em público, escrevi cinco livros, tive minhas aventuras, amei, odiei, chorei e sorri e o importante é que emoções eu vivi.

Esperei o dia nascer com a certeza de que não ia virar cinzas. Na fase maluca gritei da janela de um carro: que se dane!Olha eu não recomendo, você pode engolir um inseto. Descobri que a opinião alheia sobre minha pessoa não me move, o sangue é que move o corpo.

Ao longo desses anos tive meus momentos. Já tomei um porre, fumei,dancei até praticamente cair, e prefiro vinho à cerveja. Ganhei e perdi amigos. Conheço a face dos meus inimigos,mesmo os invisíveis, e como todo mundo não sei se acredito nos Maias, o mundo não esta com cara de que vai acabar esse ano. Li Virginia Wolf e Simone de Beauvoir.

Não vivi tudo que preciso viver, mas algumas experiências valeram à pena. Nasci à uma hora da manhã e hoje se repete a mesma coisa. Carnaval, uma da manhã, é um sinal de que posso recomeçar, conseguir o que falta e deixar rolar.

No fundo o que importa é ser feliz, enquanto escrevo aqui estou comendo meu bolo, esse ano de chocolate, quis algo tradicional.

Estou solteira, não sei se quero me casar, a ideia jamais me seduziu. A ideia do namorado me seduz muito mais. É uma questão de praticidade e saber que o amor não precisa de cerca de contenção. O amor é uma droga legalizada com certidão. O único problema é que não tem data de validade. Ser mãe? Não. Ser mãe é algo realmente importante, eu sou muito tímida para isso.

O ano é do Dragão, da Lua e de Iemanjá, e hoje meu ano começa de uma vez por todas. Tomei decisões importantes, cortei o que não me serve mais e sinto os primeiros sintomas da transformação. Breve, muito breve serei uma linda loba.

Então beijos e lambidas.

Tributo de Alma e Sangue

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Hoje à tarde estava dando uma pausa na escrita e abri meu facebook, passando as postagens vejo a capa do meu livro, o Despertar do Vampiro. Fui surpreendida com uma homenagem, tributo a série Alma e Sangue.Acho que sorri imediatamente e quando entrei no site da Revista Fantástica fiquei emocionada ao ver meu trabalho receber tal carinho e elogio.

Fiquei parada meio boba assistindo o clipe montando pelo Luiz Ehlers, vendo as cenas da Web Série. Nossa, lembrei de tantas coisas no caminho que venho trilhando desde que escrevi o primeiro livro, o Despertar do Vampiro. Isso tudo começou em 1998, ou seja, lá se foram quinze anos.

A série chegou ao fim com o quinto livro, Alma e Sangue, A Rainha dos vampiros. Dentro dos cinco livros personagens e cenas inesquecíveis para quem acompanhou cada capitulo dessa saga.

Agradeço de coração o tributo. Muito obrigada.

Beijos mordidos!

Névoa e Sangue

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Quem me acompanha pelo Facebook e no Twitter já deve ter visto o lançamento da editora Draco, os “Contos do Dragão” uma coletânea de contos que reúne um time de autores que literalmente cospem fogo no papel com histórias fantásticas. Todos os contos estão disponíveis no site do Amazon. Você pode adquiri-los separadamente.

A novidade é que você vai poder ler os contos no seu Kindle ou Tablet, mas se você é daqueles que acredita que o livro é insubstituível, não tem problema, a editora Draco tem uma série chamada Imaginários que conta com a participação de alguns dos melhores escritores da literatura Fantástica nacional.

O meu conto. Névoa e Sangue, está no livro Imaginários 4, comigo estão ainda Leonel Caldela, Fábio M. Barreto,Georgett Silen, Luiz Bras, Erick Santos Cardoso entre outros.

Névoa de Sangue é um conto situado em Londres, mais precisamente em 1888. A cidade vivia a época vitoriana e apesar de todo o puritanismo dos costumes e moral imposta pela rainha Vitória, as ruas estavam cheias de mulheres, que se prostituíam para sobreviver à fome e o frio. E se possível, passar despercebidas aos olhos de um assassino cruel e quase invisível. A névoa é cinzenta, no entanto, algumas vezes se torna rubra de sangue.

Névoa e Sangue-Na Londres vitoriana, o amor de uma linda garota leva um sedutor vampiro a enfrentar um dos maiores assassinos da história. A sede desse senhor só poderá ser aplacada pelo que há escondido nas névoas.

Beijos mordidos!

Só Quem Ama Sabe

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Eu penso demais esse é meu maior pecado, erro, acerto e dúvida.
Pensar demais pode estragar tudo, ou melhorar.
Viu? Já comecei a pensar, a refletir sobre os pros e os contra.
Só quem amou sabe o quanto vale um beijo, o sorriso de quem amamos.

As palavras bobas, os sorrisos distraídos, as briginhas que não levam a nada.

Quando alguém que amamos some, vai embora, morrer ou nos deixa, seja qual for o motivo, só quem ama sabe a dor que fica.
Um coração quebrado jamais cicatriza o suficiente.

Pinte, retoque, cole fotos coloridas por cima. Coloque no sol e mesmo assim as cicatrizes ficam lá escondidas.

Às vezes esquecer é a resposta certa para os amores infelizes, para amores que jamais deveriam ter nascido.

Quando tudo quebrar, só recolha os seus pedaços deixe todo o resto, só quem ama sabe o que é o amor de verdade.

Aquele amor que respeita, protege e cuida e nunca vai te desejar nenhum mal.

Na galeria dos amores de ontem e hoje, só quem amou sabe o quanto dói partir, deixar, evitar, fingir, esperar e sorrir quando se quer chorar.

As folhas são levadas pelo vento, assim como o lixo solto nas ruas, mas há diferenças e elas fazem a beleza do vento soprar e ser visto nos lixo e nas folhas. Só quem ama sabe disso.

As metáforas para o amor são corações e rosas, mas nem todo amor precisa de rosas, às vezes só de margaridas, só de flores do campo ou de crisântemos.

Só quem ama sabe que o amor renasce e que esquecer é esperar que o amor cultivado morra lentamente.

Chorar na chuva, no banho disfarça as lágrimas, mas não faz passar a dor.

Deixar para trás é fazer o mundo girar e trazer novas esperanças porque quem ama sabe que a vida é cheia de amor.

A vida é para ser vivida com ou sem alguém.
Porque o personagem mais importante da aventura chamada vida é você.

Só quem ama sabe que o amor é algo para trazer alegria e jamais a dor.

Agora que você já sabe, comece de novo.

A Rainha dos Vampiros parte II

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Quando cheguei ao fim do livro a Rainha dos vampiros, enviei para a editora e passei uma semana sem escrever. Só respondia os e-mail, os twitter, os comentários no Facebook.
Dei-me uma semana de descanso e logo comecei a fazer a limpeza nas anotações que acumulei ao longo de oito meses. Só ia deixar o básico como referencia de criação.

Os blocos com as cenas escritas a mão são jogados fora. Não tenho espaço físico para guardar tanto papel. Afinal foram cinco livros.

O caderno que me acompanha durante um livro fica imprestável, porque escrevo de tudo nele, novas ideias, cenas, falas dos personagens. Tenho um caderno de matéria onde estão descritos os capítulos dos cinco livros da série.  Falta passar a limpo o Pacto dos Vampiros e o Rainha se não me falha a memória. Falta tempo até para isso.
O mais importante no caderno de referencia do livro a Rainha dos vampiros, e que guardei foram alguns capítulos que não usei, talvez uns cinco. Os deixei reservados para 2013.
Inseri-los na trama pediria mais dois, então seriam cinco capítulos a mais  no livro.

Breve mais detalhes sobre o Rainha dos vampiros.

Beijos mordidos.

Onde Achar a Rainha dos vampiros

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Recebo via twitter, e-mail, facebook perguntas dos fãs,a mais frequente é: aonde podem achar o livro a Rainha dos vampiro e demais livros da série?

Então dei uma pesquisada em algumas livrarias onde o livro está disponível.

Saraiva
Livraria Cultura
Acesse livraria da Travessa

Os demais livros da série você encontra nas mesmas livrarias.
Kara e Kmam, Segredos de Alma e Sangue Submarino:

Todos os livros da série Alma e Sangue na livraria Saraiva

Beijos mordidos!

Começando 2012 – A Zona Morta de Stephen King

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Resolvi começar o ano no blog com resenha e detalhes sobre o último livro da série Alma e Sangue, A Rainha dos Vampiros. Hoje resenha amanhã Rainha.

O primeiro que li de Stephen King foi Christine e foi uma experiência singular. Sempre me identifiquei com alguns de seus personagens, talvez por me sentir meio que deslocada. Era daquelas garotas tímidas, com óculos, um pouco Nerd, não muito falante, que gostava mais de observar.
Foi uma fase de descobertas e livros, li muito, li de tudo. Havia um livro em particular que adorava folhear. Um sobre Galões espanhóis, ele mostrava detalhadamente como eram construídos. Mas não achei King na biblioteca da escola, infelizmente. Foi uma vizinha me emprestou, ela gostava de ler e tinha quase todos os Best-sellers da época. Claro, já havia assistido ao filme e tinha uma ideia do que me esperava. Não foi uma leitura enfadonha, mas o estilo de King você ama ou odeia. Tive sorte, virei fã e sempre que conseguia tentava ler seus livros, ver os filmes baseado em suas obras.

A Zona Morta foi o primeiro livro de Stephen King adaptado para o cinema. (The Dead Zone – EUA – 1983) foi estrelado por Christopher Walken e dirigido por David Cronenberg. O filme foi bem fiel ao livro, a série lançada anos depois nem tanto.
O Livro conta a história de Johnny Smith, um professor que após sofrer um acidente passa cinco anos em coma. Ao acordar encara uma dura realidade, sua família está quebrada, ele perdeu a saúde, sua mãe, que sempre foi um tanto religiosa tornou-se fanática, é um tema comum nos livros de King, vez ou outra vemos um fanático com em Carrie, A Estranha. Mas Johnny não é um personagem para se ter pena, não. Ele é forte e consegue lidar bem com a situação, até mesmo quando tem sua primeira visão e se torna uma espécie de aberração aos olhos de muitos. Logo está nos jornais como farsante ou herói.

O modo que King descreve personagens e cenas do livro é extremamente real e chocante. Paralelo a história de Johnny vemos um serial Killer, um político em ascensão, tais eventos estão todos ligados e até o fim do livro vão mudar a vida de todos. O que percebi é que o período que Johnny ficou em coma as pessoas a sua volta se preparavam para o desfecho final que só aconteceria após seu despertar. Difícil aceitar que se perdeu tanto num piscar de olhos, mas ele tentou aceitar.
Johnny é um homem honesto, integro que ama profundamente os pais e que de algum modo ele já convivia com o dom que só se intensificou após o acidente. Para sua mãe um escolhido com uma missão, para a polícia um homem capaz de deter um assassino, para si mesmo Johnny é o homem que pode evitar uma guerra nuclear. Uma responsabilidade e tanto.

É a trajetória amarga de um jovem que só queria ser feliz, casar, ter uma família. Mas que não teve escolha, aliás, teve, a de sentar e esperar, mas ele é um homem de ação, mesmo usando uma bengala.

O acidente o afastou do mundo e deu a ele uma missão difícil de ser cumprida. Dor, solidão, raiva, amor e desespero são palavras comuns dentro da vida desse personagem. Em certos momentos quis que ele assumisse seu dom e de algum modo tentas-se conviver com ele. O fim do livro faz dele um personagem real e comprometido com o mundo que o rejeitou e excluiu.

O dom de prever o futuro sempre foi visto como uma maldição, quem o carrega que o diga. Exemplo disso Kassandra, irmã gêmea de Paris, que via o futuro, mas carregava a maldição de jamais ser acreditada. Ela previu a queda de Troia e a morte de todos. Dica, melhor é ler o livro e depois ver o filme, e se quiser veja a série.

Beijos mordidos!

Nota

Alma e Sangue, A Rainha dos Vampiros

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Comecei a escrever o livro Alma e Sangue, A Rainha dos Vampiros em dezembro de 2010. Mas antes disso havia algumas imagens do fim do livro em minha mente.

Tais cenas foram alvo de debate via Skype com Eric Novello, profundo conhecedor da série, ele fez o copidesque de três dos livros, então podia falar com autoridade. Juntos conversamos sobre os nomes dos capítulos, os personagens que permaneceriam e os que sairiam do livro, as borboletas, e o desfecho final.

Feito isso elaborei os capítulos e comecei a escrever o livro. Tive alguns contratempos e atrasei a entrega do manuscrito por dois meses. Planejar é bom, mas num ano como 2011 é inútil.
Era o último livro da série e queria fechar com chave de ouro. Tive e tenho esse cuidado com o que escrevo, mas depois de cinco livros a responsabilidade é bem maior. Foi livro da série que levou mais tempo para ser escrito, oito meses.

A espera foi compensada com um livro intenso e rápido de ser lido.
Breve, mais detalhes sobre A Rainha dos Vampiros.
Beijos mordidos.

Feliz Natal!

Queridos amigos de escrita,fãs,blogueiros,colaboradores, humanos, queridos vampiros.

É curioso observar como a vida nos oferece respostas
aos mais variados questionamentos do cotidiano.
A mais longa caminhada
Só é possível passo a passo.O mais belo livro do mundo

Foi escrito letra por letra.
Os milênios se sucedem,
Segundo a segundo.

Assim… o mundo de paz,

De Harmonia e de Amor
Com que tanto sonhamos…
Só será construído a partir de

Pequenos gestos de:
Compreensão, Solidariedade,
Respeito, Ternura,

Fraternidade, Benevolência,

Indulgência e Perdão, dia a dia…

Ninguém pode mudar o mundo,
Mas podemos mudar uma pequena parcela dele:
Esta parcela que chamamos de “Eu”.
Não é fácil nem rápido…
Mas vale a pena tentar!

Que o Espírito de Natal, nos faça parar e refletir
Em cada um destes princípios, e quem sabe
Ele nos dê a força de pelo menos…
Tentar Começar!

(Não conheço o autor da linda mensagem)

“Desejo um Santo e Feliz Natal e um abençoado Ano Novo a todos vocês e seus familiares”.

Feliz Natal meu querido Jan e minha doce e guerreira Kara.
Beijos Mordidos!

Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues

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Não é de hoje que comento em meus textos sobre o escritor, roteirista, tradutor e, nas horas vagas, exorcista Eric Novello. Ele contribuiu com minha série de livros Alma e Sangue, que foi finalizada agora com o lançamento do quinto livro, a Rainha dos Vampiros.

Não é à toa que o chamo de “mago.” Eric Novello, é um veterano na escrita e na fantasia, e aprendi muito com esse mestre das letras.

Essa semana ele divulgou no seu site pessoal que está desenvolvendo uma série chamada “Magos Urbanos“. Eu tive o prazer de saber em primeira mão sobre o livro e o projeto.

Ele pretende fazer um conjunto de trabalhos realizados não só no plano editorial (através de livros) como também no universo multimídia.

Um exemplo legal disso aconteceu com o livro Neon Azul, que trouxe a vida o Marafo, um bonequinho preso dentro de uma garrafa com cara de diabinho. O boneco ganhou vida através de feltro linha e agulha e foi sorteado em seu site. Claro, isso é a ponta do Iceberg. Muito mais pode ser feito.

Quem conhece seu último livro, Neon Azul, teve o prazer de se deparar com um universo rico e urbano de um bar misterioso e cheio de personagens singulares.Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues vai supera suas expectativas.

 O 1º livro vai explicar para o leitor sobre o universo onde Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues acontece.

 No livro apareceram magos e bruxas completamente diferentes dos referencias já usadas dentro da fantasia e com doses de sexo, magia, aventura e muito Blues.

O que posso dizer? Que venha logo Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues.

Beijos mordidos!

Editora Aleph e A Rainha dos Vampiros

Olá meus queridos para quem estava ansioso pelo livro Alma e Sangue, a Rainha dos Vampiros, último livro da série, a espera está quase no fim.

O livro acabou de chegar na editora Aleph, é isso mesmo! >.<

No dia 7 de Dezembro ele vai estar disponível para compra no site da editora e logo em todas as livrarias do Brasil.

Beijos mordidos!

Data do lançamento Rainha dos Vampiros

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A espera chegou ao fim a editora Aleph liberou a data do lançamento do último livro da série Alma e Sangue, A Rainha dos vampiros.

Ele estará no site da editora dia 07/12 e pouco depois nas livrarias. Mas uma etapa concluída, logo estarei passando o e-mail oficial com a data, capa para avisar a todos.

Quero agradeço o carinho, os recados,os suspiros, aos blogs que divulgaram a capa,a websérie,aos fãs que estão comigo desde a primeira edição do livro.Amo todos vocês!

Beijos Mordidos!

A Rainha dos Vampiros

Para quem está chegando a novidade é que será publicado pela Editora Aleph o romance A Rainha dos Vampiros agora no mês de Novembro. O livro encerra com chave de ouro a saga Alma e Sangue.

Ao longo dos quatro livro já lançados a história de Jan Kmam e Kara cresceu e se mostrou muito mais que um simples romance entre uma mortal e um vampiro.

O mundo dos vampiros foi desvendado a cada livro como um universo complexo, cheio de organizações com regras que mantém em equilíbrio frágil entre vampiros, homens lobos, bruxas e demônios. O sangue, o poder e o prazer são o elo da corrente que mantém a imortalidade viva.

Ao longo de todos os lançamentos e edições contei com o apoio de Eric Novello, tanto na edição dos dois primeiros livros, como na divulgação dos três últimos. Ele juntamente com fãs e blogs parceiros fizeram da série um sucesso.

No lançamento do livro a Rainha dos Vampiros conto com os fãs e blogs parceiros para divulgarem a capa e os trechos do livro em seus blogs e mini-blogs.

Alma e Sangue, A Rainha dos Vampiros traz aos fãs o desfecho da saga com muito terror e romance.

Hoje, junto com o novo trecho vem a capa e os demais trechos já divulgados.

Último trecho – Tudo a Seu Tempo

– O que sugere é impossível. Quando um vampiro começa a sugar outro, o limite é muito tênue. Posso matá-la sem perceber – lembrou Jan, achando sua ideia cada vez mais absurda.

– Não posso deixar que os Poderes a toquem, mas posso ganhar tempo, embora não muito. Quero que esteja pronto para agir, fuja com ela se for preciso e faça o que lhe ensinei. Afinal, terei de me portar como rei, não como amante. Pode compreender? Se alguém tem o direito e a coragem de matá-la, esse alguém é você. Saberá parar no momento certo. Cuide de Kara por nós dois dessa vez.

Jan Kmam cobriu o rosto com as mãos e suspirou pesado, estava confuso. O rei o preparava cuidadosamente para agir, e ele sabia que deveria estar pronto para tudo.

– Saberei agir no momento certo, Ariel – disse Jan, entendendo a atitude de seu rei. Tocou seu ombro, passando-lhe segurança para que ficasse tranquilo: em seu rosto havia um grande pesar.

– Ótimo – disse Ariel Simon mais calmo.

Os dois se levantaram da mesa e seguiram pelo corredor. O rei foi se recolher, parecia exausto. A noite não estava sendo fácil para ninguém. Mas era certo que ele escondia algo muito sério.

Primeiro trecho – A escolhida:

Eram mordidas e feridas com arranhões. Tasha, no fim da corrente, estava pronta para lutar e quando o vampiro se aproximou ela o socou. Não tinha muita força, mas com o punho enrolado na corrente o estrago foi grande. O vampiro caiu, tocou o nariz sangrento e a olhou furioso e incrédulo. A jovem sabia que não havia acabado e se preparou para mais com a mão ferida pelo impacto. Dessa vez, segurou as pontas da corrente e esperou pelo ataque com os olhos fixos no vampiro. E quando ele avançou, ela o laçou pelo pescoço e o fez ficar de costas. Num golpe ligeiro, puxou a corrente e quebrou seu pescoço.
Vampiros, lobos e Caçadores a observavam sem compreender como uma mortal podia tanto. Ela não era indefesa como as demais. Lutava com o que tinha nas mãos. Para eles só havia uma explicação: era ela a escolhida. Darden a olhavam com admiração e surpresa, uma mortal havia assassinado um vampiro, e ela estava acorrentada!

Segundo trecho – odiada Consuelo e o loirão Jan Kmam:

Jan se erguer do chão sujo de sangue e poeira. Tocou o ventre ferido e viu os cortes fechando lentamente, precisava se alimentar. Na pressa de procurar o rei não buscou alimento. Limpou o rosto com as costas da mão e se colocou de pé, trôpego.

– Jan você está bem?

Consuelo apareceu ao seu lado e o apoiou quando ele vacilou. A vampira passou seu braço sobre os ombros delicados e tocou seu rosto. Mas ele teve uma reação bem diferente da que ala esperava e a surpreendeu. Ele a segurou pela garganta e apertou.

– Veio terminar com o que Seth começou? – Jan perguntou, a erguendo do chão com o resto de força que lhe restava.

–Não…! Jan você está me machucando… Solte-me – ela pediu tentando afastar sua mão.

– Vai ser preciso mais que você!

Jan Kmam a soltou num empurrão e começou a andar para longe do beco. Kara e Vitor o seguiram assim como Consuelo.

– Fique longe, ou, eu juro, a matarei, Consuelo! – disse Jan, sentindo os cortes se fecharem.

– Diga-me que está bem e eu irei. – ela pediu.

erceiro trecho – Ariel, o rei dos vampiros, e Kara Ramos, a campeã do rei:

“Kara acreditou que perderia os sentidos tamanha a confusão que sentia, mas, num grande esforço, conseguiu afastar Ariel. O rei a soltou aborrecido ao ver seu abatimento.

– Estou farto de suas crises de culpa, Kara.

Ariel Simon foi para o outro lado do quarto e se serviu de um cálice de sangue, enquanto a fitava atento. Ele o sorveu num gole só como se tentasse buscar calma dentro de si para suportar os caprichos da vampira que amava e o prendia numa rede tão forte que  poderia sufocá-lo.

– Tenho suportado estes encontros furtivos, mentido para Jan Kmam e todo o resto para mantê-la em minha cama, porque assim você deseja. Mas não pretenda fugir de mim a essa altura, porque não será tão fácil dessa vez. Quando Jan despertou e a salvou eu engoli meu orgulho e a deixei partir, mas já basta de bancar o vampiro bonzinho, o rei justo que tudo tolera. Você é minha!

– Ariel…Por favor, eu não sei o que aconteceu…

– Agora chega! Se continuar agindo como se não fôssemos amantes vou procurar Jan Kmam e lhe contar a verdade. Aí você vai precisa escolher, e bem depressa. Mas eu garanto que sou bem mais fiel que ele. Sou doce e protetor, mas não ouse provocar o demônio que existe dentro de mim. Ele é bastante cruel quando deseja. – Ariel a segurou nos braços e ameaçou furioso.

– Do que está falando…?”

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