O Que Aprendi Sobre o Amor

5109084613_f905348347_bUma doce fantasia, uma reação química, uma equação difícil de resolver. Encontro e desencontros, promessas desfeitas. Às vezes finais felizes que duram o quanto o amor durar.

Não acredito em sorte no amor. Creio que existem pessoas que nasceram para encontrar outras. E quando elas se encontram tudo é perfeito e a reação química é satisfeita e tudo fica cor de rosa.

Quando ando pela cidade, ou vou ao shopping, locais onde possa observar casais. Não resisto, tento ver similaridades, descobrir o que os atraiu, o porquê daqueles dois seres se unirem. Li alguns artigos que afirmam que “Almas Gêmeas” tem traços físicos em comuns, baseado na teoria que aquelas duas almas eram só uma. E que na separação levam tais características. Em fotos é possível ver isso. Pesquiso o assunto há alguns anos em busca de respostas.

A minha pesquisa me levou diante de fatos alarmantes. É que é mais fácil olhar de certa distância e ver pessoas que se anulam, que amam mais, que se calam. Que vivem em devoção, enquanto o outro aproveita, deita e rola.

Ai surge uma das primeiras questões, o amor não devia ser bom? Essa é fácil de resolver, visto que a prova desses “desequilíbrios” param nas páginas policiais.

Será utópico? É invisível, mais tão perigoso quanto um patógeno. Se pudéssemos ver o amor sob a lente de um microscópio como ele se pareceria?

germe_vermelho_dos_desenhos_animados_pratos-rf661c0a5e9a641b69afb492b9b96df06_ambb0_8byvr_324Minha teoria? Uma célula vermelha com bolinhas amareladas. Algo com um tempo de incubação e desenvolvimento de sintomas.

Às vezes a química, a magia permanece e faz com que aquelas duas almas se unam e façam amor, sexo, contas e comprem casas, carros e cães, gatos e tenham filhos. Os níveis de tolerância são dilatados por alguns casais em nome do amor, da vida construída, da casa, dos bens.  Cadê o amor?

Alguns se acomodam, esquecem os motivos que os levaram ao compromisso. Era o amor.

O que notei é que a maioria de nós mulheres não separa o sexo do amor. Claro, hoje em dia, algumas conseguem. Podem até dizer que sim, mas não sejam tolas a esse ponto. Será que conseguem mesmo? As mulheres unem os dois sentimentos, e quando é só sexo, há sofrimento.

coracao-costuradoAmar é ter um coração colado, costurado, cicatrizado, recuperado e com o metal certo, blindado a prova da química, das flechas do cupido.

O que aprendi sobre o amor? Manter ele vivo, porque faz bem a pele, e que fique longe, bem longe.

Um coração blindado garante bons momentos com livros, amigos, de sono, de ser eu mesma, de buscar conhecimento, ver tudo que quero. Ter meu mundo preservado, e não me sentir amando demais alguém que só sente carinho.

heartSe não for amor, paixão de verdade, melhor se afastar. Dizem que não se deve viver pela metade. Concordo, nada de amar pela metade. Porque aqui nesse mundo feito de matéria, o que vale é o que sentimos e aprendemos.

O que aprendi sobre o amor, é que, vale muito mais a pena amar a si mesma. A vacina perfeita para um patógeno muito, muito perigoso.

A Independência

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#NazaretheFonseca

Os motivos sempre existiram e eram muitos. Diante de um país que agonizava sob a mão  controladora, cruel e inescrupulosa  restava ao povo iludir-se com esperanças vãs de que tudo iria melhorar, calar-se sob o julgo, ou se rebelar. Castrados, roubados, sem voz, ou vez. Manada de bois, somente para o trabalho e o abate, o povo vivia apenas para sustentar desmandos e gastos.

As cores do opressor eram alardeadas e sufocavam, provocavam, matavam e ameaçavam com um poder sustentado pelo próprio povo.

Falido e corrupto. Um parasita faminto que sempre ansiava por mais, incansável dilapidador.

O grito de revolta estava preso na garganta do povo cansado dos desmandos. Farto de ser tratado como escravos dos prazeres de uma minoria com poder.

Naquele dia, a decisão pesava sobre meus ombros. Era meu fardo, minha vez de lutar, de  livrar o povo, meu povo, meu país da submissão.

A pressão, a vontade de fazer justiça determinou a hora de mudar a realidade da nação. E colocaria um fim ao poderia daqueles que se acreditavam nossos senhores absolutos.

O basta veio como um grito. Era apenas o primeiro passo, mas foi ele quem nos trouxe a liberdade, o direito de sermos livres e buscar o crescimento de um país jovem com vocação para ser corajoso e justo.  Capaz de vencer qual fosse o desafio para ter o direito de mudar sua história.

Hoje, agora, depois de tantos anos vejo o povo novamente preso, alguns por vontade própria e cegueira comodista, outros, por leis que foram corrompidas com ouro, sangue e influência.  Aqueles que desejam poder e lucro fácil ainda existem. O grito de independência ou morte é apenas o princípio.

Retirar as algemas de um regime ditador abre espaço para uma escolha, e ela deve ser feita de modo lúcido. Sem paixões ou interesses pessoais.

“O Pomo Está Maduro, Colhe-o Já, Senão Apodrece”.

Eu ainda lembro-me das palavras de Leopoldina.  Com sua delicadeza ela dizia-me:

Levante! Lute!

Seus ancestrais lutaram e sangraram por essa terra é hora de fazerem o mesmo.

Viva a independência do Brasil

Dom Pedro I Vampiro.

Ser Escritor

Ser escritor é olhar além do seu umbigo, é sangrar um pouco, dar a cara a tapa, sair da zona de conforto. Provar do inferno do paraíso. Sem fumar sentir o sabor do cigarro que seu personagem fuma. Beber do seu whisky e trepar junto com ele. Lembro-me da primeira vez que tive de matar. Matar um personagem, a cena me marcou, a forma como tudo foi planejado. A mordida, o sangue, a descrição minuciosa dos detalhes. Foi forte, me chocou, ainda era muito inocente, mas pude observar cada detalhe e aprender com aquele precioso momento. Quando o vampiro se afastou eu e ele éramos um só.Os-Grandes-Olhos-da-Imaginação

Percebi de imediato que havia construído algo diferente. A sensação era de poder absoluto e eu sabia que jamais deixaria de escrever.

A dor, as lágrimas, tudo, eu podia sentir tudo. A pesquisa, as coisas que aprendo com cada livro novo. É fascinante, viciante. As cenas de batalha, espadas, cavalos, a chuva, os mundos, cada beijo e toque. Cada ser imaginado ganha vida e passa a ser parte de quem você é. É um pacto com a imaginação.

Divido meu mundo com o dos meus personagens e até hoje escrever é parte do que sou, parte de algo maior chamado escrever como toda minha alma.

Os 100 melhores livros de todos os tempos

90044A revista Bula resolveu chegar a uma conclusão sobre quais seriam os 100 melhores livros. Para isso fez uma compilação de 15 listas que foram publicadas em jornais, revistas e sites especializados no mercado editorial e livros.

As listas incluíam livros de todos os tempos entre romances, obras clássicas, alguns do século 20 e até 19. As listas consultadas foram:

“The New York Times”, “Amazon”, “Le Monde”, “The New York Public Library”, “BBC”, “The Guardian”, “Modern Library”, “Time”, “Newsweek”, “Telegraph”, “Lists Of Bests”, “Wikipedia”, “Folha de S. Paulo”, “Revista Época”, “Revista Bravo”.

É um desafio e resolvi aceitá-lo adotando a lista da revista bula, que é a complicação das listas citadas acima. Os livros são tesouros da humanidade, o que de melhor conseguimos. Vários blogs já estão fazendo esse caminho, não é novidade. Achei uma ideia muito legal e vou seguir o exemplo.

Só vou fazer um pouco diferente. Logo darei mais detalhes. Acho que vão gostar da novidade.

Abaixo segue a lista que vou seguir. A cada livro lido, vou fazer a resenha o meu blog.

Legenda:

  • Pintados em laranja são todos que já li e vou rele para fazer a resenha.
  • Em Azul o que já comecei a ler

Os 100 melhores livros de todos os tempos:

1 — Dom Quixote, Miguel de Cervantes, 1605

2 — Guerra e Paz, Liev Tolstói, 1869

3 — A Montanha Mágica, Thomas Mann, 1924

4 — Ulisses, James Joyce, 1922

5 — Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, 1967

6 — A Divina Comédia, Dante Alighieri, 1321

7 — Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust, 1913

8 — O Som e a Fúria, William Faulkner, 1929

9 — O Homem sem Qualidades, Robert Musil, 1930-1943

10 — O Processo, Franz Kafka, 1925

11 — Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévski, 1866

 

12 — Anna Kariênina, Liev Tolstói, 1877

 

13 — Édipo Rei, Sófocles, 427 a.c.

 

14 — 1984, George Orwell, 1949

 

15 — O Castelo, Franz Kafka, 1926

 

16 — Ilíada e Odisseia, Homero, século 8 a.c.

 

17 — A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, Laurence Sterne, 1759

 

18 — Doutor Fausto, Thomas Mann, 1947

 

19 — Lolita, Vladímir Nabókov, 1955

 

20 — Enquanto Agonizo, William Faulkner, 1930

 

21 — A Morte de Virgílio, Hermann Broch, 1945

 

22 — Os Lusíadas, Luís de Camões, 1572

 

23 — O Homem Invisível, Ralph Ellison, 1952

 

24 — Hamlet, William Shakespeare, 1603

 

25 — Finnegans Wake, James Joyce, 1939

 

26 — Rumo ao Farol, Virginia Woolf, 1927

 

27 — Grande Sertão: Veredas (1956)

 

28 — Pedro Páramo, Juan Rulfo, 1955

 

29 — As Três Irmãs, Anton Tchekhov, 1901

 

30 — Orgulho e Preconceito, Jane Austen, 1813

 

31 — O Leopardo, Tomaso di Lampedusa, 1958

 

32 — Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev, 1862

 

33 — Contos da Cantuária, Geoffrey Chaucer, século 15

 

34 — As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift, 1726

 

35 — Middlemarch, George Eliot, 1874

 

36 — O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger, 1951

 

37 — O Lobo da Estepe, Herman Hesse, 1927

 

38 — O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald, 1925

 

39 — O Mestre e Margarida, Mikhail Bulgákov, 1940

 

40 — As Vinhas da Ira, John Steinbeck, 1939

 

41 — Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar, 1951

 

42 — Paralelo 42, John dos Passos, 1930

 

43 — Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932

 

44 — As Asas da Pomba, Henry James, 1902

 

45 — O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar, 1963

 

46 — A Náusea, Jean-Paul Sartre, 1938

 

47 — A Peste, Albert Camus, 1947

 

48 — Folhas de Relva, Walt Whitman, 1855

 

49 — Memorial do Convento, José Saramago, 1982

 

50 — A Invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares, 1940

 

51 — O Tambor, Günter Grass, 1959

 

52 — Retrato do Artista quando Jovem, James Joyce, 1917

 

53 — José e Seus Irmãos, Thomas Mann, 1933-1943

 

54 — Doutor Jivago, Boris Pasternak, 1957

 

55 — A Cidade e as Serras, Eça de Queirós, 1901

 

56 — O Estrangeiro, Albert Camus, 1942

 

57 — Otelo, William Shakespeare, 1622

 

58 — O Príncipe, Nicolau Maquiavel, 1532

 

59 — O Amante de Lady Chatterley, D.H. Lawrence, 1928

 

60 — Os Cantos, Ezra Pund, 1948

 

61 — A Consciência de Zeno, Italo Svevo, 1923

 

62 — On The Road, Jack Kerouac, 1957

 

63 — O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, 1954

 

64 — A Terra Desolada, T. S. Eliot, 1922

 

65 — A Origem das Espécies, Charles Darwin, 1859

 

66 — A Laranja Mecânica, Anthony Burgess, 1962

 

67 — Luz em Agosto, William Faulkner, 1932

 

68 — O Coração das Trevas, Joseph Conrad, 1902

 

69 — Madame Bovary, Gustave Flaubert, 1856

 

70 — O Paraíso Perdido, John Milton, 1667

 

71 — Rei Lear, William Shakespeare, 1608

 

72 — Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway, 1940

 

73 — Eneida, Virgílio, 19 a.c.

 

74 — Matadouro 5, Kurt Vonnegut, 1969

 

75 — A Sangue Frio, Truman Capote, 1965

 

76 — Histórias, Heródoto, 440 a.c.

 

77 — Moby Dick, de Herman Melville, 1851

 

78 — Mrs. Dalloway, Virgínia Woolf, 1925

 

79 — Lord Jim, Joseph Conrad, 1900

 

80 — Ardil 22, Joseph Heller, 1961

 

81 — A Amada, Toni Morrison, 1987

 

82 — O Capital, Karl Marx, 1867

 

83 — As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain, 1885

 

84 — A Revolução dos Bichos, George Orwell, 1945

 

85 — Ficções, Jorge Luis Borges, 1944

 

86 — Frankenstein, Mary Shelley, 1818

 

87 — O Sol Também se Levanta, Ernest Hemingway, 1926

 

88 — Corre, Coelho, John Updike, 1960

 

89 — O Vermelho e o Negro, Stendhal, 1830

 

90 — O Complexo de Portnoy, Philip Roth, 1969

 

91 — Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas, 1844

 

92 — A Interpretação dos Sonhos, Sigmund Freud, 1900

 

93 — Trópico de Câncer, Henry Miller, 1934

 

94 — Pergunte ao Pó, John Fante, 1939

 

95 — Reparação, Ian McEwan, 2001

 

96 — Os Miseráveis, Victor Hugo, 1862

 

97 — Meridiano de Sangue, Cormac McCarthy, 2008

 

98 — Sonetos, William Shakespeare, 1609

 

99 — Desonra, J. M. Coetzee, 1999

 

100 — O Deserto dos Tártaros, Dino Buzzati, 1940

 

 

Ler, Ouvir e Ler!

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Celular com Play para armazenar áudio books

Estão sempre me perguntando se leio e quais livros. Primeiro leio muito e de tudo. Faz algum tempo que descobri novos formatos para leitura. Comecei a ficar com leitura acumulada, porque trabalho e escrevo profissionalmente. Isso toma tempo, um tempo precioso que preciso para escrever. Sem falar na administração das minhas redes sociais e meu blog. Mas como deixar de ler se sou viciada? Sem falar que escritor que não lê é algo completamente fora de tom.

Bem, foi aí que descobri o áudio books. Nossa! Milhares de livros em formato de MP3.

No começo achei um pouco estranho, cinco minutos, depois já estava dentro do livro.

Assim iniciei uma relação de amor com os áudios, mas que esbarrou em um problema. Os livros nem sempre estão atualizados e alguns lançamentos não estão disponíveis. Meu espírito Nerd entrou em ação e descobri como fazer áudio books. É, com um pouco de curiosidade, e o PDF do livro é fácil.

Até aí tudo bem, dá certo trabalho, mas compensa muito poder economizar meu tempo, meus olhos cansados e me ocupar dentro do ônibus. Mas o mundo é cheio de surpresas e foi quando eu me deparei com os leitores de PDF, programas que leem diretamente do PDF, sem precisar transformar o arquivo em áudio. E tudo isso no meu celular.

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@Voice tela de leitura em voz alta.

Os aplicativos que fazem essa maravilha são @Voice, Cool Reader, PdfSpeaker e até mesmo o Play Livros lê em voz alta se você tiver instalado no celular, ou tablet o @Voice e a voz da Luciana que custa somente R$ 7,00 reais. Eles foram criados originalmente para pessoas com deficiência visual.

Sou viciada em livros e música, não vivo sem os dois então meu celular é obeso. Livros e Música! Os programas citados estão disponíveis no Play Store gratuitamente. Para instalar e usar é fácil.

Espero ter dado uma boa dica. Depois farei uma lista dos livros que li e ando lendo.

Quem Conta Um Conto…

20150930_205635Aumenta um ponto, é o que dizem. Eu fiz o caminho inverso de muitos escritores. Comecei com um livro de 478 páginas e depois escrevi um conto de cinco paginas, A Partida, ele foi publicado no Jornal o Galo em Natal/RN, foi muito bom ver meu conto num jornal de cultura. Isso me deu forças para continuar.

Dai em diante não parei mais, contos, livros. Alguns foram publicados, outros continuam em minha caixa. O que mais me anima é ver a pilha que acumulei nos últimos anos. Sem falar os contos que publiquei em E-Book.

O mais recente saiu na versão impressa esse mês pela editora Avec, Coleção Sobrenatural: Vampiros. Meu conto – Olho Por Olho.

20151003_214610O conto gira em torno da caçada de um serial Killer. Cecily Marcos é uma renomada professora de psicologia criminal, que ao traçar o perfil de um assassino depara-se com o próprio passado. Segredos sombrios virão à tona e um poder antigo e invisível aos olhos dos mortais vai ajudá-la em sua busca. Capturar o criminoso e salvar a próxima vítima torna-se o seu objetivo. O conto conta com a participação de Ariel Simon, o rei dos vampiros da série Alma e Sangue.

Não deixem de ler tenho certeza que vão gostar.

Abaixo minha lista de Contos:

Coleção Imaginários, Névoa de Sangue – Terror

Amores proibidos, O Rosa e o Negro

A boca de Ícaro – Erótico

O Olho que tudo Vê – Livro, Terror.

Miss. Dragonfly: E a Máquina dos Sonhos

Coletâneas de Contos:

Anno Domini – O Preço da Vingança

Nécropolis Bruxaria, A Ciranda dos Desejos

Anjos Rebeldes, Na Terra Como no Céu

Sociedade das Sombras, Contos Sobrenaturais, A Escolha

Depois do Fim – Sociedade Sombria –

Coleção Sobrenatural: Vampiros – Conto – Olho por Olho

Orgulho de Ser Nordestina!

Post_00019Está chegando uma data importante, pelo menos para mim que sou brasileira e nordestina. Nasci em São Luís do Maranhão, mas vivo em Natal, Rio Grande do Norte. E amo ser quem sou, e morar aqui, nessa terra de muito sol e praia.

Em meus livros tento sempre passar por essas bandas, tão quentes e amistosas, que recebem todos de braços abertos, seja Paulista ou Carioca, Japonês ou Alemão.

Somos simpáticos e educados. Temos nossos problemas e disso ninguém escapa.

A data importante é dia 08/10, dia do Nordestino. Ela foi instituída em 2009, em homenagem ao centenário do nascimento do poeta, compositor, e cantor cearense Patativa do Assaré. E também uma homenagem ao célebre Catulo da Paixão Cearense, maranhense de São Luís e autor da famosa música “Luar do Sertão”.

O “Dia do Nordestino” foi criado em São Paulo, por ser a cidade onde vive o maior número de nordestinos de todo o Brasil. A lei é um modo de diminuir o preconceito sofrido por muitos nordestinos que migram para o sul do país, mostrando o valor cultural e social do nordeste brasileiro.

Vou falar das coisas boas que o Nordeste têm até o dia 08/10, espero que gostem. Somos mais que um bom lugar para passar as férias. Somos mais do que as caricaturas que fazem de nossos modos e costumes.

 

Reféns do Voto

comunismo1Em 1984 acabava com muita luta o regime militar. Ganhávamos o direito de escolher nossos governantes, mas no pacote não estava incluída a consciência política na nação. Na época eu tinha onze anos e entendia pouco de política, mas sabia o que faltava, cadeiras em minha escola. Sentávamos no chão, não havia livros, merenda, era apenas o professor, alunos, e o quadro negro.

Mas voltemos as Diretas já, o ato é liderado por Tancredo Neves, Franco Montoro, Orestes Quércia, Fernando Henrique Cardoso, Mario Covas, Luiz Inácio Lula da Silva e Pedro Simon. Inclua-se a eles artistas e intelectuais que lutavam pela causa.

Muitas coisas aconteceram, o Brasil cresceu, mudou socialmente, avançou e recuou de acordo com cada candidato que elegemos. Mas infelizmente a consciência política da população continua a mesma. Mais pelo menor esforço e de preferência com o dinheiro alheio, o que é bem pior.

O passado não deve ser negligenciado, leia-se aqui, esquecido. Tirando os que morreram e os que sumiram do cenário político os que ficaram estão bem distantes das propostas feitas em 1984. O que vemos hoje é a tomada da liberdade social com ameaças a artistas e intelectuais, bloqueios, perseguições, ameaças nos meios de comunicação feitas pelo ex-presidente, e a atual presidente do país. O aparelhamento do estado é real e notório. Um grande esquema foi montado para que o funcionalismo público só crescesse e fosse incentivado.

O estado virou a Mãe de muitos, e a Palmatória dos que trabalham e não vivem de sua bondade. Quem trabalha no Brasil está sustentando a bolsa vagabundo de alguém. A realidade é triste e ninguém quer largar o osso, ou melhor, a teta do estado.

Como conscientizar alguém de que só o trabalho vai fazer seu crescimento pessoal e da nação? O galho onde essa macacada esta pendurada envergou e vai quebrar.

Como ninguém viu a bandeira vermelha de alerta? Os símbolos de um regime decrepito, cruel, fascista, comunista, que visa uma igualdade utópica, que só vai levar o país a miséria. Não se enganem, Cuba vive de esmolas e se nada for realmente feito logo seremos nós sentados na calçada com a cuia na mão, se muito sobrar uma cuia.

O voto aquela coisa bonita e conquistada com tanto esforço e vitimas, sim, houveram vitimas muitas antes, durante e até depois do processo. Foi tudo em vão?

A liberdade é algo muito perigoso. Uma arma nas mãos de uma criança. Mas está em tempo de crescermos, retomar o direito a liberdade, afastarmos a turma que acredita que ameaças, violência e perseguição vão mantê-los no poder.

O trabalho precisa ser visto como fonte de crescimento e não de aborrecimento. O estado deve ser colocado no seu lugar, servir o indivíduo, e não o contrário. Isso é liberalismo. Manter a ordem, garantir que as leis sejam cumpridas dentro de um sistema legal justo e não corrompido. Oferecer educação, saúde e segurança de qualidade sem que as mesmas sejam vistos como favores, e sim, direitos adquiridos através dos impostos pagos e bem administrados.

Utopia? Não, liberdade e conhecimentos, que nos foram negados durante anos com a ausência de educação de qualidade e incentivo ao cidadão buscar melhores condições através de esforço próprio. Tais valores são reais e facilmente estabelecidos quando o estado, e a população estão dispostos a crescer e não estagnar.

O voto ele trouxe todos nós ao caos atual. Posso garantir que nunca votei no PT, porque desde muito cedo entendi o significado de palavras e conceitos como comunismo, fascismo, gramscismo, autoritarismo, e tantas outras tão comuns quando um grupo pretende se eleger prometendo dividir propriedade privada, sustentar os indivíduos do nascimento a morte sob sua asa protetora e alienante.

Hoje reféns do voto dado vejo o arrependimento, o medo, de enfrentar a realidade, de lutar pelo voto dado. Entender o erro é o primeiro passo para a mudança.

Nada de gigante adormecido, sem chavões, sem ilusões. Como diria Joseph Schumpeter, economista austríaco, a ambição pessoal é um motivador único para criação de riqueza. Chega de receber o peixe, vamos lançar nossas redes.

Votantes ou não no estado atual estamos todos reféns do voto dado. Vamos virar o jogo, mas de modo consciente para não repetir os erros cometidos depois de 1984.

Por que ser liberal?

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Adam Smith pai do liberalismo econômico.

Primeiro vamos entender o que é liberalismo.

Uma doutrina político-econômica que tem respeito a liberdade cívica, econômica e da consciência dos cidadãos. Ou seja, favorece o direito a discordância dos credos ortodoxos estabelecidos seja por política ou religião. Teve origem durante a era do Iluminismo, e é oposto ao socialismo e o comunismo.

Fernando Pessoa disse melhor – “O liberalismo é a doutrina que mantém que o indivíduo tem o direito de pensar o que quiser, de exprimir o que pensa como quiser, e de pôr em prática o que pensa como quiser, desde que essa expressão ou essa prática não infrinja diretamente a igual liberdade de qualquer outro indivíduo.”

Nós os liberais acreditamos que para ficar rico, é necessário trabalhar. Nós não acreditamos que o estado deva nos sustentar. O trabalho dignifica, incentiva, e gera renda limpa e sustentável dentro de uma sociedade consciente de que não se pode viver de esmola estatal. O estado deve ser apenas um regulador, um incentivador, que veja o cidadão como alguém capaz de gerar lucro para si, para a sociedade. Numa sociedade onde o trabalho, o esforço, é recompensado e visto como dignificante, não como algo vergonhoso. Viver de benécia social, sim, é vergonhoso.

Acredite, o Brasil não é um país rico, mas pode ser. Estávamos no caminho, mas infelizmente surgiram barreiras. Que podem ser derrubadas para que continuemos nossa jornada rumo a um caminho livre da mão pesada do estado burocrático, paternalista, que infelizmente exerce uma alienação feroz sobre o cidadão.

Para pensar: Se você acha que o estado não controla sua vida tente comprar um pão. Você vera que o estado te obriga a comprar o seu pão de cada dia no quilo e não por unidade. Você já parou para pensar por que as tomadas mudaram?

Porque o estado assim quer. Mas por que num regime dito democrático, somos tão controlados? O liberalismo vai fazer muitos tirarem a venda negra, que os cegam para um controle silencioso e cruel, chamado estado.

Dom Pedro I Vampiro e eu, Nazarethe Fonseca.

Dom Pedro I VampiroVocê já se sentiu como um investigador particular? Já leu tanto sobre alguém que é capaz de falar suas frases, sentir sua presença e praticamente ouvir sua voz? Bem, eu me senti assim enquanto escrevia Dom Pedro I Vampiro.

Li livros sobre o modo que ele vivia, como governava, o que gostava e odiava. Seus defeitos e qualidades. Descobri coisas incríveis sobre o homem, que libertou nosso país do colonialismo e fez isso apenas com 22 anos de idade. Bem, isso é muito cedo para nossa sociedade, onde os jovens tem mais tempo para serem jovens.

Nessa época Pedro era um homem cheio de responsabilidades, pai de alguns filhos e príncipe herdeiro de um país inteiro.
Com o passar do tempo e da pesquisa me senti muito ligada a ele, e a todo momento me perguntava o que ele pensava do nosso país hoje?

Muito desse sentimento eu coloquei no livro. Suas lembranças, seus amores e humores. Cada passo e decisão mais difícil.
Não foi difícil trazer Dom Pedro I e Pedro Vampiro para o papel. Ambos tem muito a contar, a explicar e dividir.

Para quem ainda não leu o livro ainda, saiba que fiz uma aventura romântica, com passagens históricas e muita ação. Dom Pedro I Vampiro é um grande e charmoso personagem, apenas deixem que ele os conquiste, seja por sua capacidade de se reinventar como homem, e como vampiro, afinal eles são imortais, seja o imperador, ou o vampiro.