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A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade.

Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador — um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a “arte” da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão — ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais —, podem colocar a própria vida em risco.

 

Um livro que me surpreendeu. É assim que vou começar essa resenha, o Ceifador é o primeiro livro da trilogia, escrito por Neal Shusterman e surpreende do começo ao fim. O título me chamou muito a atenção, a capa também achei muito inteligente.

A história se passa em uma civilização que poderia ser a nossa, muitos séculos a frente tipo em 2042. O Mundo é governado por uma inteligência artificial chamada, Nimbo-Cúmulo, que desenvolveu consciência. Adorei ela, queria uma em nosso mundo. Nesse mundo perfeito onde tudo é controlado e nada é desperdiçado ninguém morre. É preciso manter as taxas de mortalidade e natalidade sobre controle.

Nesse ponto entram os Ceifadores. Eles fazem o papel da morte, aquela eventualidade que levava ricos e pobres, bons e maus sem distinção. Aí você para e diz, como garantir que seja justo? Como assim??

Os ceifadores são escolhidos, testados, submetidos a provas severas e seu caráter avaliado. Todos os pontos foram analisados e não restam brechas para mortes injustas, desnecessárias, perseguição de nenhum tipo. Mas ao logo do livro você vai perceber que existem brechas e que a Ceifa pode estar sendo corrompida por um grupo de ceifadores.

Agora pense junto comigo, como eles fazem a ceifa? Calmamente? A escolha é do Ceifador. Hora de ficar chocado, eu fiquei, porque se fosse responsável por matar pessoas escolheria o modo mais brando e gentil para que ela fizesse a passagem.

Os Ceifadores usam de tudo desde facas, fogo, balas, espadas, veneno. Afinal eles são treinados para matar.

E não se enganem apesar da organização ser sábia ela comete erros. Os Ceifadores são vistos como estrelas, muitos recebem presentes e poder para poupar alguns.

É nesse cenário que o ceifador Faraday vai escolher dois aprendizes para ensinar seu “oficio de morte”. Desculpem, não podia perder a piada. Os escolhidos são Rowan e Citra.

Imagina, você de boa e do nada é escolhido para ter como profissão matar pessoas. Se for escolhido sua família é poupada. Você obterá prestigio, pode viver como desejar.

Claro, você só tem de escolher e matar alguém. Cumprir suas cotas e jamais descriminar um grupo. Lembrando a morte é imparcial.

O livro vale a pena ser lido, estou a espera do segundo volume e como disse surpreende do começo ao fim. A cada capitulo mergulhamos em uma nova descoberta e em certos momentos eu me senti dividida, confusa, e até enojada com certas coisas. Mas foi uma grande experiência. Pensei muito sobre como vemos a morte e a vida e como nós a banalizaríamos se assim fosse possível. Afinal, você morre e é revificado. E o final foi surpreendentemente bom.

Não conhecia o trabalho do autor Neal Shusterman, mas agora vou ficar de olho nele.

Muito ansiosa pela continuação. Minha nota? Cinco beijos mordidos!

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