Crônicas Lunares – Scarlet #Marissa Mayer

Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.

 

Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.

A resenha vai conter alguns spoilers de Cinder, leia por sua conta e risco!

Depois de pirar no final do volume I das Crônicas Lunares – Cinder, peguei o volume II, Scarlet, ou seja Chapeuzinho Vermelho. Somos apresentados a uma nova personagem e ficamos sem saber o que vai acontecer agora que Cinder sabe que é a princesa Selene.

Depois a reviravolta do livro um Cinder tem de fugir das mãos da Levana e sozinha. Se já leu o livro um, você sabe que nossa heroína não fica sentada esperando pelo príncipe. Kai está enrolado até o pescoço com as normas e leis, que o prendem ao trono. Antes de pensar em si mesmo, ele pensa no mundo todo. Cinder vai ser rebocada para Luna e lá a sentença é a morte. Felizmente ela teve ajuda e conseguiu fugir e junto com um ex-militar, rebelde e prisioneiro com um senso de ridículo e humor assustador, foge da prisão. Agora Cinder é uma foragida procura, sua identidade, os acontecimentos do baile, tudo é transmitido nas TVs do mundo todo.

Levana responsabiliza Kai pela fuga de Cinder e exige que ele a capture e a entregue em suas mãos ou haverá consequência. Olha eu mandei Levana se ferrar muitas vezes nesses 4 livros. Que criatura odiosa!

Agora vamos falar de Scarlet, a jovem de casaco vermelho.  Ela tem um pequeno restaurante e uma fazendo que ela e a avó cuidam. Mas as coisas não vão bem há algumas semanas sua avó desapareceu sem deixar rastros ou um bilhete. Scarlet quer encontrá-la a qualquer preço e vai contar com a ajuda de um misterioso lutador chamado Lobo. Forte, alto, badboy total, Lobo é sua melhor opção.  Ele é um personagem com dores interiores, dramas pessoais, mas tipo gelado, forte, protetor. E Scarlet vai se tornar sua pior maldição. Ruiva e brava ela é quem vai mandar nessa relação e Lobo vai apenas sorrir e abanar a cauda, por assim dizer, e isso é muito sexy e fofo.

Scarlet é uma personagem forte, teimosa, determinada. Dona de bar ela não tem medo de enfrentar o perigo e vai embarcar numa aventura pela floresta com Lobo, e por aí as semelhanças com o conto de fadas param. Sua avó foi ex-militar e guardava muitos segredos e foi essa a sua ruina.

As duas histórias vão se interligar e tudo vai fazer o maior sentido do mundo minha gente.

Cinder está sob grande pressão e consegue se sair bem, mas notei a autora segurando a personagem diversas vezes. Talvez porque ela quiser mostrar um crescimento gradativo, mas isso me fez pensar.

O prisioneiro sem noção que fugiu com ela se chama Capitão Thorne, é uma peça boa fugitivo da República da América, desertor, preso em Nova Pequin, dono de uma nave das boas. Ele e Cinder vão fazer um acordo que ela vai pagar quando se tornar a rainha de Luna. Ele é do tipo “um por todos e todos por mim”, mas é um cara legal e tem um papel e tanto nessa aventura.

O livro Scarlet nos apresenta algumas respostas de segredos bem guardados e de novas criaturas. E já faz um super gancho para o próximo livro, Cress, onde vamos conhecer a Rapunzel. Lembra, o final dos livros dessa serie são sempre como um empurrão e você diz, acabou??

Um excelente livro e que não perdeu a linha nem o ritmo. Minha nota? Cinco beijos mordidos!

Crônicas Lunares – Cinder #Marissa Mayer

Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica.
Primeiro volume da série Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

 

Quando terminei de ler Nosferatu eu precisava de um pouco de ar, leveza, ai peguei o primeiro livro da série Crônicas Lunares, da Marissa Mayer, para ler e não me decepcionei, só me surpreendi. Os livros:

  1. Cinder
  2. Scarlet
  3. Cress
  4. Winter

Pelas minhas pesquisas o livro foi publicado em 2012 e localizei várias capas diferentes e duas editoras também, se não estiver enganada. Os livros contam a história futurista da Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e a Branca de Neve. Os contos de fadas estão interligados e foram uma grande aventura pela terra, Lua e espaço.

Mas vamos para a resenha do primeiro livro, Cinder, nossa protagonista principal nessa trama super bem ambientada.

A vida de Cinder não é boa, ela é uma ciborgue, ou seja, um cidadão de segunda classe. Na verdade é alguém metade humano metade androide.  Na sociedade atual, isso é ser inferior, para você ter uma ideia, da situação de alguém assim, ele tem a obrigação de se voluntariar para teste da vacina da “peste” da época, conhecida como letumose. Mas vamos nos ambientar. Você está na terra e já rolou uma Quarta Guerra Mundial, que foi um desastroso evento. A tecnologia foi o que nos salvou e uniu as nações.

O maior inimigo é a Letumose e Luna são nossos maiores problemas. A epidemia é letal, já se alastrou, mata sem piedade. Todos buscam uma cura assim como a equipe de pesquisadores da Comunidade das Nações Orientais, em Nova Pequin, cidade onde mora Cinder.

Cinder tem 36,28% do corpo de partes cibernéticas, a mão e uma perna. O que achei muito legal, ela possui parte do cérebro e sentidos melhorados. É como ter uma placa de memória no cérebro que lhe permite audição perfeita, acompanhar eventos, notícias, dados de arquivos. E mais algumas qualidades que ela vai mostrando ao longo do livro. Como sua capacidade de concertar qualquer que seja o aparelho mecânico.

Você deve estar se perguntando porque ela é meio humana e ciborgue? Sofreu um acidente de aerodeslizador, uma carro, quando tinha onze anos, onde seus pais morreram. O que sobrou de seu corpo foi salvo e as partes danificadas substituídas.  Foi adotada por um tutor, que morreu de letumose e deixada aos cuidados de Adri, sua guardiã legal e madrasta, mãe de Pearl e Peony.

Como toda madrasta que de contos de fadas Adri é uma criatura cruel, exploradora, má, egoísta, e trata Cinder com intolerância e crueldade, assim como uma de suas filhas a Pearl.

Aqui o enredo não muda Cinder trabalha duro para sustentar a família como mecânica, sua vida é uma dureza, tem duas amigas, sua irmã boa, Peony, e Iko, uma androide doméstica animada, totalmente fantástica. Iko é a alegria do livro. Ela tem um defeito no chipe de personalidade, que ninguém quer mudar.

Cinder esconde de todos sua condição, teme a descriminação. Sua mão e perna não tem implante de pele, o que a obriga a usar luvas e botas permanentemente para ocultar seu segredo.

A terra não está vivendo um bom momento, a Letumose matando, uma ameaça intergaláctica constante dos Lunares, habitantes da lua, que tem como rainha uma peça boa chamada, Levana. Pense numa criatura cruel? Levana. Ela tem fixação pela Terra e seus recursos e pretende firmar uma aliança, por casamento com o príncipe Kai. Herdeiro da Comunidade das Nações Orientais.

Os lunares são bastante perigosos, todos nascem com um dom chamado “encanto”, a capacidade de manipular a mente de humanos. Eles praticamente fazem os humanos de marionetes e capazes de executar qualquer coisa sob a vontade deles. Confesso, a pior coisa do livro, esse dom lunar.

A santinha da Levana praticamente matou e mutilou todos os que estavam em seu caminho para assumir o trono. Uma de suas vítimas mais conhecidas foi a princesa herdeira Selene. Claro, existe uma teoria da conspiração de que a princesa está viva. O príncipe Kai a está procurando, pois acredita que ela é a única capaz de destruir e libertar Luna e a terra da crueldade de Levana.

As coisas começam a acontecer quando o príncipe Kai disfarçado procura Cinder para que ela conserte um robô pessoal. Sua reputação de a “melhor” chegou aos seus ouvidos. O robô guarda informações vitais. Desse ponto em diante a vida de Cinder vira de pernas para o ar.

Ela se vê envolvida em intrigas palacianas perigosas e mortais. Uma aventura sem igual que vai leva-la ao limite da vida e da morte. Claro, temos um baile e até mesmo a cena do sapatinho.

O primeiro livro é muito bom e não me decepcionou, Cinder é uma personagem forte, inteligente e sabe o que quer, fraqueja as vezes, mas é normal, ela vai enfrentar muita pressão. Afinal vai ter de lutar por sua vida, daqueles que ama e de toda a terra. Sem falar no seu coração que foi roubado por um jovem príncipe cheio de responsabilidade e lutas para vencer.

A autora Marissa Mayer tem um jeito bem cruel de terminar os livros, felizmente eu tinha todos em mãos e pude passar de um para o outro de imediato, senão confesso que teria jogado o livro pela janela de tanta ansiedade. Isso corre nos 3 livros. No 4, e último livro, ela foi boazinha e nos deu um excelente final.

Minha nota? Cinco beijos mordidos.

 

Frankenstein – #Mary Shelley

Há quase duzentos anos, a escritora britânica Mary Shelley escreveu aquele que é considerado por muitos o primeiro romance de ficção científica e uma das maiores obras de terror de todos os tempos: Frankenstein. Inspirada por um pesadelo perturbador que teve aos dezenove anos de idade, a autora constrói a trágica história de Victor Frankenstein, um estudante de Ciências Naturais, que criam um ‘monstro’ em seu laboratório. Quem seria o verdadeiro ‘monstro’ desta história? O criador ou a criatura?

 

Minha primeira paixão foi o conde Drácula, “Frankenstein”, apareceu diante dos meus olhos muito tempo depois, quase sempre como seu serviçal em diversos filmes, revistinhas, desenhos animados. Como se fosse um ser que pudesse ser facilmente manipulado, transformado em escravo dos desejos de outro monstro. Tais narrativas nunca estiveram tão errados. Frankenstein é um ser único, imortal, indestrutível, capaz de ir ao pico mais alto e gélido de nosso planeta sem sentir o sangue congelar em suas veias.

No entanto, estou me adiantando muito. Li Drácula, o Médico e o Monstro, e agora Frankenstein e posso afirmar que Mary Shelley foi perfeita no tempo de sua obra.

Optei por ler o livro que contém uma introdução da autora. Esse fragmento nos dá uma pequena impressão de quem ela foi e isso é maravilhoso depois de tantos anos.

“Como nasceu o livro? No verão de 1816 Mary Godwin, Percy Shelley, e seu filho viajaram para Genebra com Claire Clairmont para passar o verão com Lord Byron. O grupo chegou em Genebra em 14 de maio de 1816. Lord Byron se juntou a eles em 25 de Maio com seu jovem médico, John William Polidori, e alugou a Villa Diodati , perto do Lago de Genebra na vila de Cologny; Percy Shelley alugou uma pequena construção chamada Maison Chapuis, próximo à margem do rio. Passaram seu tempo escrevendo, com passeios de barco no lago, e conversando até tarde da noite. Sentados em torno de uma fogueira na Villa de Byron, os companheiros também se divertiam lendo histórias alemãs de fantasmas, fazendo com que Byron sugerisse que cada um escrevesse o seu próprio conto sobrenatural. Pouco depois, em uma inspiração, Mary Godwin concebeu a ideia de Frankenstein. Fonte wikipedia.

O livro é escrito por meio de cartas. Notei a mesma escolha de narrativa em outros livros da época. Acho que era uma tendência. A exemplo disso Drácula, acho que era algo que deixava o autor mais à vontade para descrever os horrores criados por sua imaginação. Não sabia, mas pesquisando sobre o livro descobri que é o primeiro livro de ficção cientifica da história.

A história é contada pelo capitão Robert Walton para sua irmã. Ele está em uma expedição rumo ao Pólo Norte. O navio fica preso no mar congelado e a tripulação vê a criatura criada por Victor Frankenstein viajando em um trenó puxado por cães. O gelo quebra e eles avistam uma balsa onde está o moribundo doutor Victor Frankenstein. Após breve recuperação Victor narra sua história ao capitão Walton, que a “descreve” em cartas para sua irmã.

A narrativa não é cansativa, e apesar de ter sido escrita em 1816 notei que Mary não rebuscava demais o texto. Ele é limpo e conta o que deve ser contado. Não gosto de Victor Frankenstein o acho fraco, um homem que criou sua própria desgraça e por escrúpulos hipócritas não evitou males maiores. Na minha opinião, um grande covarde.

Sua luta para vencer a morte o sufocou, aterrorizou. O monstro Frankenstein tentou se integrar, ser bom, ajudar e só recebeu o pior e devolveu o que recebeu de forma bastante maquiavélica.

Não o culpo, ele fez o que devia fazer, foi obrigado. Poderia ter parado? Sim, mas por que ele deveria?

Tais perguntas rodaram minha mente durante a leitura do livro. A lição que fica é que somos responsáveis por criar nossos próprios monstros e algozes.

Vi muitas versões no cinema sobre o livro, mas acredito que nenhum foi fiel ao livro, não em todos os detalhes. Algumas ainda criaram fatos que não estão nas páginas do livro, como por exemplo Dr. Victor trazer sua noiva de volta a vida do mesmo modo que criou Frankenstein. Nesse caso fico com o livro.

Confesso que não me causou horror a descrição dos corpos, da confecção do monstro, mas eu praticamente estou dormente para o terror. Mas sem duvida para a epóca na qual foi lançado certamente causou horror e desconforto para aqueles que leram o livro.

Minha nota? Cinco beijos mordidos!

Nosferatu – #Joel Hill

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.
Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.
E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.
Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.
Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

Joe Hill está se tornando um dos meus escritores favoritos, isso graças a seu talento. No início da leitura do livro Nosferatu, fiquei um pouco confusa, mais por minhas expectativas, do que pelo livro em si. Esperava outra coisa. Mas a que tinha nas mãos foi sem dúvida suficiente para me surpreender.

Fazia tempo, uns quatro meses que não me sentia enojada, revoltada e ansiosa lendo um livro. Durante a leitura de Nosferatu senti tudo isso, e até a última página eu esperei um desfecho tremendamente cruel.

A história é sobre Vic Mcquenn, uma garotinha com poderes muito especiais.  Ela consegue encontrar objetos perdidos. Mas para isso ela utiliza uma ponte. Não uma ponte tradicional, a Ponte do Atalho. Essa ponte a muito foi destruída e agora só existe por força do dom de Vic. Que pode transformar uma bicicleta Raleigh, num meio de atravessar a ponte. Ela não pode atravessá-la a pé. Eu quase a chamava de saltadora, ou viajante, mas fiquei sem saber, no fim acho que ela nasceu com esse poder para vencer um mal maior, ou seja Charles Manx.

Charles Manx é um sequestrador de crianças e pasmem, ele tem um Rolls Royce Wraith 1938, a placa do carro é sugestiva, NOS4A2 (Nos-four-ei-two). Reza a lenda, que todas as crianças que ele raptou estão na Terra do Natal.

Dizem que para todo vilão existe um super-herói, e Vic nasceu para enfrentar Manx, eles têm um dom em comum, atravessar o espaço com seus carros e pontes e ir para lugares que não existem em nossa realidade.

Claro, o diabo tem ajudantes e Charles Manx não poderia ser diferente, ele conta com a ajuda do repulsivo e medonho Bing Partridge, sempre que ele aparecia no livro me dava vontade de matar ele. O cara usa uma máscara de gás, tem a mente distorcida por ideias medonhas e cruéis. O sonho dele, apesar de ser um marmanjo, é ir para a Terra do Natal.

O encontro desses três se dá por casualidades perigosas e Vic descobre que existe muita coisa rolando além do mundo real, pena que ela não consegue lidar com isso e termina se tratando como louca. Faltou aquela coisa, “acredite em seu poder”, “foi real, aconteceu”. Seu encontro com Manx foi terrível e quase a matou.

Numas dessas viagens de Vic ela conhece uma jovem chamada Maggie, uma jovem que tem o pode de ver o futuro através de um jogo de caça palavras. Ela abre os olhos de Vic para seus poderes e para uma verdade cruel, nem todos usam tal poder para o bem, como Charles Manx, que usa o “Espectro”, o Rolls Royce, para raptar crianças.  Maggie avisa a Vic para ficar longe dele.

O livro todo é cheio de surpresas e sustos, todos bem engajados na trama assim como as referências feitas pelo autor, de suas obras e de outras.

Se você compra livro pela capa ou título, cuidado, você não vai encontrar aqui um vampiro tradicional. Manx é algo mais medonho e assustador que um vampiro sugador de sangue.

O livro concorreu ao prêmio Bram Stocker Awards, e ironicamente perdeu para um livro escrito pelo pai do autor, Stephen King, que concorreu com o livro, Doctor Sleep. Ao meu ver, ficou tudo em casa.

O livro é original, não tem clichês e surpreende na mesma medida que assusta e fere. É sem dúvida uma viagem sombria de redenção e vitorias amargas.

Minha nota? Cinco Beijos mordidos.

Meus Motivos, Ariel Simon e Outras Loucuras

Sempre soube que a série Alma e Sangue teria vários livros.

Motivos:

Muitos personagens, todos com suas histórias e cada uma mais interessante do que a outra. E o maior dos motivos, a tremenda solidão em que o nosso amado rei vive. Ele é o rei, governa os cinco poderes do mundo dos vampiros. É bonito, poderoso, imortal, inteligente, tem dois mil anos, cabelos ruivos e cara de safado. Recentemente uma das personagens novas, a Sophie notou que ele tem sardas, normal, é ruivo. Continuando, ele guarda segredos perigosos, poderosos, decide o destino de muitos. Mas quando a manhã se aproxima, e ele se recolhe a sua câmara para o merecido repouso está sozinho.

Tem amigos, conselheiros, antigos amores, mas ninguém para levar para o leito e recolher em seus braços.

Distrações? Muitas, violino, livros, jogos eletrônicos, joga xadrez por vídeo conferência. Ainda manda cartas seladas, porque acha elegante, mas nada disso preenche o vazio de sua solidão.

Os Personagens falam com seu criador. Ariel Simon, nunca me pediu, mas eu não sou cega, ou quase, afinal, minha miopia é grande. Mas eu sinto na pele essa solidão sempre que começamos a conversar.

Não havia um primeiro capítulo para o sexto livro da série. Tudo que existia era a visita de Darden, o Senhor dos Lobos, no Livro, A Rainha dos Vampiros, capítulo 39, página 357.  O mais interessante é que esse capítulo foi como um buraco na linha do tempo. Tudo que é conversado nessas páginas gerou um novo capítulo. O coloquei no centro do planejamento e comecei a criar em volta.

Sempre me perguntava de onde vinham minhas ideias. E agora tenho certeza, é um conhecimento antigo, tatuado a ferro e fogo na minha alma. Todas as histórias estão apenas adormecidas em meu subconsciente. Quando começo um novo livro, estou somente as despertando e colocando no papel. Digo isso porque esse capítulo foi a chave para todo o resto.

Ariel é o centro das atenções, e gosta disso. Apesar de ter contado sua história no livro dois da série, Alma e Sangue, O império dos Vampiros, ele ainda tem muitos segredos, afinal esse ruivo tem dois mil anos de existência. Sem falar nos casos mais recentes.

Caminhar com ele é intenso, tem mais poderes, e não tem medo de usá-los, ou melhor, ele pode usar todos, é o rei.

Ele me deixa louca, quando começa a ir depressa demais, atropelando a continuidade das cenas, tentando avançar os capitulos. Mas eu amo ele e seu cheiro de lavanda francesa. É um anjo diabolico.