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Quando um misterioso pacote é entregue a Robin Ellacott, ela fica horrorizada ao descobrir que contém a perna decepada de uma mulher. Seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, fica menos surpreso, mas não menos alarmado. Há quatro pessoas de seu passado que ele acredita que poderiam ser responsáveis por tal crime – e Strike sabe que qualquer uma delas seria capaz de tamanha brutalidade. Com a polícia focada no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin põem as mãos à obra e mergulham no mundo sombrio e distorcido dos outros três homens. Entretanto, quanto mais acontecimentos horrendos acontecem, mais o tempo se esgota para ambos.

As expectativas. Eu estava cheia delas e esperei esse livro com ansiedade, mas confesso que não gostei por vários motivos.

Terceiro livro da série de Cormoran Strike, e dá sequência à saga iniciada com O Chamado do Cuco (Rocco, 2014) e sucedida por O Bicho-da-Seda (Rocco, 2015).

Nos primeiros capítulos do livro senti que Strike ia descobrir algo novo e nos surpreender.  Mas isso não ocorreu, a investigação segue lenta, sem grandes descobertas e ao longo do livro a falta de informações, os preparativos do casamento de Robin, começaram a me sinalizar que algo estava muito diferente nesse livro.

A trama toda gira em torno de um assassino que gosta de brincar com letras de música e pedaços de corpos. Até aí um excelente filão para uma trama de matar. Cormoran tem muitos inimigos, dentro da polícia, fora dela, de seu passado como militar, dos tempos de adolescência. Ninguém fica famoso sem pagar o preço. A perna entregue pelo correio dá início a uma investigação cheia de altos e baixos, que não levam a lugar nenhum durante todo o livro. Me senti num labirinto, indo e vindo sem entender o que a autora queria nos mostrar.

A história se desenvolveu lentamente, e confesso que essa coisa dela manter Robin e Cormoran distantes é previsível e cansativa. O final do livro me revoltou muito. Tive vontade de jogar meu celular na parede. Eu leio/escuto, audiobooks.

Os assassinatos brutais vão se desenrolando e as pistas são poucas, mas o pior mesmo foi o motivo.  Achei fraco para justificar o título e explorar temas como a pedofilia, estupro e um transtorno desprezível chamado, “Transtorno de Identidade da Integridade Corporal (TIIC)” Uma doença que faz o portador desejar amputar partes do corpo.
Vou esperar o próximo livro, pois amei os dois primeiros e tenho fé que a série volta ao seu melhor ritmo. Sei que a autora não foca no romance, mas ela tomou um caminho cruel para os dois personagens. O romance de Cormoran e a radialista Elin, é só sexo. Robin e aquele noivo dela, Matthew, é algo de se matar de tédio, quase contraí TIIC, e tive vontade de cortar minha cabeça fora. Melhor viver só.

Só tenho a dizer que J. K. Rowling, é uma escritora talentosa, mas que por algum motivo mudou o tempo de contar a história, e na minha opinião, criou um livro obrigatório de leitura por ser o terceiro de uma série, e nos fez desejar um próximo bem melhor.

Nos outros livros o número de páginas fica nas 447, 454, páginas no “Vocação para o Mal”, chegou a 496. Isso na minha opinião de autora diz tudo, vamos enxugar, tem algo errado.  Se você me perguntar se eu recomendo, direi que sim. Vai que você acha melhor que eu. Afinal, estou passando aqui a minha opinião de leitora.

Minha nota? Três beijos mordidos!

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