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 A caçadora de vampiros e ressuscitadora de mortos Anita Blake está de volta em O cadáver que ri, de Laurell K. Hamilton. No segundo livro da série, iniciada com Prazeres malditos, ela terá que ajudar a polícia de Saint Louis a deter uma criatura misteriosa e sedenta de sangue, que invade casas e devora famílias inteiras. Paralelamente, precisará usar o máximo de suas habilidades para escapar de uma poderosa sacerdotisa vodu e de um milionário vingativo. A sensual protagonista criada por Hamilton, principal nome da literatura gótica e sobrenatural da atualidade, já seduziu mais de seis milhões de fãs em todo o mundo, foi traduzida para 16 países e ganhou adaptação para o formato graphic novel pela principal editora de quadrinhos do mundo, a Marvel Comics.

A primeira coisa que notei é que a tradução tem alguns problemas, o primeiro volume teve um tratamento melhor. Mas como leio até bula de remédio, passo por cima de certos erros e me foco na trama do livro. Vou continuar lendo a série somente pelos personagens.

Vamos ao que interessa, nesse segundo volume a história começa quando Annita, e seu chefe Bert Vaughn, visitam um cliente muito rico chamado Harold Gaynor. Ele quer contratar os serviços da Ressuscitadores. Coisa simples, erguer dos mortos um cadáver de quase trezentos anos. Annita é uma ressuscitadora, mas em toda profissão existem limites. Para erguer um morto tão velho é preciso um sacrifício a altura. Um assassinato, uma vida por outra.  Annita recusa e se vê envolvida numa trama realmente cruel e sangrenta.

Nesse volume vamos conhecer melhor a equipe de Investigação do Sobrenatural comandada por Dolph Storr. Ele chama Annita a uma cena de crime para que ela os ajude a definir a autoria do crime, ou melhor, um massacre.

Não vou dar detalhes, para não estragar a surpresa, mas as coisas estão bem feias. De imediato pensei, lobisomens. O que se provou errado.

Paralelamente, Annita está se preparando para comparecer ao casamento de uma amiga, suas duas vidas tendem a entrar em choque. Uma muito rosa outra muito vermelha, de sangue.

O ponto alto do livro é a visita que ela faz a uma sacerdotisa Vodu chamada Dominga Salvador, na companhia de Manny Rodrigues, um de seus colegas de trabalho na Ressuscitadores.

Dominga é perigosa, o ditado “Flor que se cheire” passa longe aqui. A visita foi de descobertas sobre mortos-vivos e Annita. Parte de seu passado é revelado. Afinal ninguém acorda um dia e diz: vou ser ressuscitadora.

A visita não acaba bem. Pois existem pessoas que não saber aceitar um “não” como resposta. É o caso de Dominga.

O ataque na casa de Annita, por cortesia da sacerdotisa vodu, é muito interessante, quase me senti num episódio de The Walking Dead.

As vítimas continuam aparecendo, o não morto, está atacando famílias e as despedaçando. Para piorar ela tem de lidar com Jean-Claude, o mestre dos vampiros de Saint Louis. Ele é lindo e perfeito, mas Annita tem uma reputação a zelar e as coisas entre eles sempre beiram o assassinato.  Sempre que pode ele mostra seu poder sobre ela, e isso é muito divertido. A cena final é muito boa, eu surtei na hora. Um poder assim, não é coisa de se ignorar.

 

 

 

A autora Laurell K. Hamilton conseguiu fazer uma série envolvente cheia de ação e mistério. Minha nota? Quatro beijos mordidos!

 

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