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Eu tenho uma revistinha dos X-Man. Só uma, não me pergunte o número, não sei responder, ela está longe e bem guardada, minha pequena relíquia, assim como a minha Conan número 3.

Assistir Logan foi difícil. Mas também algo tipo, realidade, dentro da fantasia. Nos acostumamos a ver os X-Man como imortais. Alguns supostamente eram, mas o tempo é uma “merda”, acaba com tudo, leva tudo, toma tudo.

O diretor do filme, James Mangold, disse isso com todas as letras. Logan cuidando de Xavier é doloroso, ele é o menos habilitado para fazer isso. Mas é estranho como ele consegue.

Faz o melhor que pode, sonha em ir para alto mar, e viver o que resta para ser vivido.

É tudo tão humano que dói. Dói no fundo da alma ver alguém envelhecer e morrer. Mas é isso que é natural. Nascer, crescer, envelhecer e morrer. A única certeza.

Fiquei observando meu X-Man preferido sofrer e mais uma vez senti o peso da mortalidade. Nós evitamos isso, sentir esse peso.

O filme todo é duro, real, cruel. Mas extremamente envolvente seja pela ação ou pelo relacionamento Xavier + Laura+ Logan.

Chorei, é o que nos resta chorar pelos que vão e torcer pelos que ficam.

Um filme muito bom e feito de despedidas.

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