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Drácula, é uma história de vampiros; de criaturas que estando mortas permanecem vivas. É também uma história de pessoas corajosas que se lançam à destruição de uma insólita e maléfica ameaça. Como quer que seja, permanece intacta nestas páginas a mesma emoção de milhões de leitores e espectadores que penetraram na história que se inicia num castelo desolado nas sombrias florestas da Transilvânia. Lá, um jovem inglês é mantido em cativeiro, à espera de um destino terrível. Longe dele, sua noiva bela e jovem é atacada por uma doença misteriosa que parece extrair o sangue de suas veias. Por trás de tudo, a força sinistra que ameaça suas vidas: Conde Drácula, o vampiro vindo do fundo dos séculos.

Ao terminar a leitura do livro Drácula, deparei-me com um dilema. E agora o que pensar?

A princípio acreditei que estaria faltando alguma coisa, talvez a edição que estava lendo não estivesse completa. Mas tudo isso ficou para trás ao confrontar e-book, versão física do livro e áudio book. Foi quando percebi o óbvio, eram idênticas e minha frustração fora criada por culpa da Sétima arte, o cinema.

No início da leitura percebi, que Francis Ford Copolla havia respeitado nos mínimos detalhes a obra literária de Bram Stocker.

A forma como o livro foi escrito é fascinante, e certamente deve ter dado muito trabalho ao autor seguir uma linha de pensamento, que unisse todos os personagens no tempo certo. Realizei a leitura da seguinte forma, em casa, livro físico, fora de casa, áudio book pelo aplicativo Ubook no meu celular. A qualidade do áudio é perfeita, a narração humana e cheia de emoção.

Meu dilema? Bram Stocker criou um mito e ele cresceu influenciando várias gerações de leitores e escritores. Que criaram seus próprios “Dráculas”.

A cena inicial do filme não existe no livro, ela foi imaginada graças aos fragmentos do livro, que afirmam que o conde foram um grande guerreiro da Transilvânia. O rio princesa, o suicídio da sua amada. Tudo fica subtendido.

O Drácula do livro é frio, cruel e nada romântico. Seu objetivo é sangue. Sua história como conquistador sangrento é contada superficialmente, mas o resto foge ao romance que vemos no filme.

Sim, estou comparando o melhor filme sobre Drácula e o livro.

Mina se torna foco de sua vingança e desejo, quando sua amiga Lucy, é por assim dizer, descartada. Mas não existe o amor, que vemos nas telas por tantos anos e versões diferentes.

Gostei do livro, é um clássico, mas faltou o que vi na tela. Ele criou o mito, o monstro, o vampiro moderno. Mas aquele personagem apaixonado não existe.

Mina é profundamente apaixonada por Jonathan, seu marido, e repudia com todas as suas forças o conde Drácula.  Viu como é importante ler o livro e ver todas as versões? Muito.

 

Todo o resto bate com o livro, isso se você comparar o livro a sua melhor adaptação cinematográfica, que é a versão de Copolla. Textos, falas, o ritmo do livro. Mas ele soube como ninguém dar ao filme o que faltou ao livro, romance.

É uma história tão contada, interpretada, filmada, recontada, que em algum momento o livro passou a ser todas elas, mesmo não sendo nenhuma verdadeiramente. O conde, o filho do dragão, é realmente um grande mito. Drácula é uma das obras mais significativas de sua época nesse gênero.

Recomendo muitíssimo a leitura do livro. É aquele livro para ler antes de morrer. Minha nota? Cinco beijos mordidos e bem sangrentos.

 

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