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Tess Gerritsen está de volta em mais um suspense de arrepiar, após o estrondoso sucesso de “O Cirurgião” e “O Dominador”. Jane Rizzoli se une à médica Maura Isles, na pista mortal de um crime aterrador. Os corpos de duas freiras, vítimas de violência brutal, são encontrados dentro dos muros sagrados de um convento. Após a autópsia descobre-se que uma das freiras mortas dera à luz antes de ser assassinada. À medida que segredos há muito esquecidos vêm à tona, uma descoberta sobre a identidade do assassino revela-se perturbadora.

 

Vamos conversar sobre a Dra. Maura Isles? Sim, vamos, afinal ela é uma pessoa fascinante e com um passado misterioso e cheio de surpresas, que começaram a ser reveladas no terceiro livro da série. Calma, Jane Rizzoli vai estar na trama, e a química entre as duas personagens é muito boa e isso contribui para o desenvolvimento das histórias.

Ambas têm profissões dominadas por homens, mas em nenhum ponto elas deixam a peteca cair. São competentes, humanas e muito profissionais, mesmo que isso custe suas vidas, sentimentos, e seus corações.

Aqui o ponto da investigação é o assassinato de duas freiras de forma brutal. E a medida que o livro avança vamos nos embrenhando em segredos sombrios e só confessáveis a um padre. Afinal os segredos do confessionário morrem lá.

Em alguns momentos fiquei me perguntando para onde a história estava me levando, quando apareceu mais um corpo. Esse completamente diferente dos dois primeiros. Vi algumas resenhas do livro e percebi certo descontentamento com os termos médicos. Não senti nenhuma dificuldade, na verdade gosto de saber desses detalhes são deveras interessantes. Acho que porque sou apaixonada pelo tema “morte e seus aspectos”. Essas minucias enriquecem o livro.

Só não gostei muito do final do livro. A trama pareceu ficar em pedaços. Mas isso não estragou o livro. Acredito que esse livro tenha sido a chave para todos os outros que vieram a ser escritos pela autora.

Eu explico. Aqui o relacionamento de Jane e Gabriel evoluiu, Maura passou a ter um passado e um futuro. A série cresce, o romance aparece de forma adulta e seria, sem tirar dos livros o seu toque de mistério e o charme policial. A autora criou mulheres fortes, mas capazes de amar e até ficarem desequilibradas com esse sentimento. Achei normal, quem não amou que atire a primeira pedra.

Durante a investigação notei que a história tomou três rumos distintos. O assassinato das freias, a morte da desconhecida, e a vida pessoal de Maura e de Jane. Os sentimentos, os traumas, as frustrações foram aparecendo e tomando conta da trama.

Ponto forte, o modo que a autora descreveu a vida das freiras no convento, sua decadência no velho convento. O modo como o mundo vê essas mulheres.

Existem mistérios que devem permanecer nas sombras. Como de costume levei bons sustos e suspeitei de alguém desde o princípio e dessa vez acertei.

É um livro envolvente e com uma trama bem elaborada, mas que teve pressa para chegar ao final. Minha nota? Quatro beijos mordidos!

 

 

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