Logan #X-MAN

Eu tenho uma revistinha dos X-Man. Só uma, não me pergunte o número, não sei responder, ela está longe e bem guardada, minha pequena relíquia, assim como a minha Conan número 3.

Assistir Logan foi difícil. Mas também algo tipo, realidade, dentro da fantasia. Nos acostumamos a ver os X-Man como imortais. Alguns supostamente eram, mas o tempo é uma “merda”, acaba com tudo, leva tudo, toma tudo.

O diretor do filme, James Mangold, disse isso com todas as letras. Logan cuidando de Xavier é doloroso, ele é o menos habilitado para fazer isso. Mas é estranho como ele consegue.

Faz o melhor que pode, sonha em ir para alto mar, e viver o que resta para ser vivido.

É tudo tão humano que dói. Dói no fundo da alma ver alguém envelhecer e morrer. Mas é isso que é natural. Nascer, crescer, envelhecer e morrer. A única certeza.

Fiquei observando meu X-Man preferido sofrer e mais uma vez senti o peso da mortalidade. Nós evitamos isso, sentir esse peso.

O filme todo é duro, real, cruel. Mas extremamente envolvente seja pela ação ou pelo relacionamento Xavier + Laura+ Logan.

Chorei, é o que nos resta chorar pelos que vão e torcer pelos que ficam.

Um filme muito bom e feito de despedidas.

Dublê de Corpo #4 – #Tess Gerritsen

Em Dublê de Corpo, acompanhamos a perita médica de Boston Dra.Maura Isles no bizarro encontro com seu duplo: ela fica aturdida a se descobrir idêntica a uma mulher que acaba de ser assassinada. Como patologista em uma grande cidade. A Dra. Maura lida com a morte todos os dias. E está habituada com uma parcela diária de corpos. Muitas vítimas de assassinatos violentos. Mas nunca antes ela ficou tão assustada. e nunca a expressão “clone” soou tão terrivelmente próxima. Por que nunca antes o corpo inerte na mesa da perita médica foi o seu próprio. Não há como negar a evidência perturbadora diante de seus olhos chocados e os de seus colegas. Incluindo a detetive Jane Rizzoli. A mulher encontrada morta em frente à casa de Maura é idêntica à doutora. Até os mais íntimos detalhes. Ainda mais apavorante é a descoberta de que compartilham a mesma data de nascimento e tipo sanguíneo. Para a atônita Maura. Filha única. Só pode haver uma explicação. E quando o teste de DNA confirma que a misteriosa sósia de Maura é. em verdade. Sua irmã gêmea. Uma investigação de homicídio já bizarra torna-se uma perigosa e perturbadora excursão em um passado repleto de segredos.

Foi estranho. Minha primeira leitura desse livro me fez desistir, acreditam? Impaciente fiquei me perguntando, cadê os personagens? Acho que estava com a cabeça muito cheia, ou de ressaca literária. Dois dias depois retomei a leitura do primeiro capítulo e só então conseguir entender o que a Tess Gerritsen estava tentando dizer. Um assassino em plena formação.

O livro é tão bom quanto os anteriores, talvez um pouco mais, pois não gostei tanto assim do o Pecador. Mas em Duble de Corpo, eu, leitora fiquei presa na teia da Tess.

A história do livro é cheia de detalhes, que só fazem sentido a partir do momento que compreendemos os assassinos revelados, ou não.

Quando a Dra. Maura Isles volta de Paris, após uma semana cansativa de palestras se vê interrogada, todos a olham como se vissem um fantasma. Um corpo foi encontrado, é uma mulher, e ela é a sua sósia. Isso não é Spoiler.

Durante a leitura, à medida que a história se desenvolva, e que os corpos foram aparecendo fiz mil conjecturas. Não tem como ficar imune. Principalmente quando uma mulher gravida é raptada e colocada em confinamento em uma caixa. Daí em diante a história toma um rumo que ninguém podia prever.  Descobrir suas origens tem um preço e Maura está disposta a pagar por eles.

Os personagens são humanos e consistentes, a luta pela sobrevivência está em todos eles em maior e menor tom. E isso me fascina. O que você faria para sobreviver? Resposta? Tudo.

Jane Rizzoli está cada vez melhor e vai ajudar Maura seguir adiante.

Tomei alguns sustos e sofri junto com a Dra. Maura, foi difícil descobrir certas coisas. E no fim do livro, cara o que foi aquele tiroteio. Eu tomei um susto tão grande que falei: Puta Merda!

Tess Gerritsen qualquer dia me faz ter uma coisa!

Bem, o livro é muito bom, do começo ao fim. Vale cada página lida. Minha nota? Cinco beijos mordidos!

 

 

Drácula Bram Stoker

Drácula, é uma história de vampiros; de criaturas que estando mortas permanecem vivas. É também uma história de pessoas corajosas que se lançam à destruição de uma insólita e maléfica ameaça. Como quer que seja, permanece intacta nestas páginas a mesma emoção de milhões de leitores e espectadores que penetraram na história que se inicia num castelo desolado nas sombrias florestas da Transilvânia. Lá, um jovem inglês é mantido em cativeiro, à espera de um destino terrível. Longe dele, sua noiva bela e jovem é atacada por uma doença misteriosa que parece extrair o sangue de suas veias. Por trás de tudo, a força sinistra que ameaça suas vidas: Conde Drácula, o vampiro vindo do fundo dos séculos.

Ao terminar a leitura do livro Drácula, deparei-me com um dilema. E agora o que pensar?

A princípio acreditei que estaria faltando alguma coisa, talvez a edição que estava lendo não estivesse completa. Mas tudo isso ficou para trás ao confrontar e-book, versão física do livro e áudio book. Foi quando percebi o óbvio, eram idênticas e minha frustração fora criada por culpa da Sétima arte, o cinema.

No início da leitura percebi, que Francis Ford Copolla havia respeitado nos mínimos detalhes a obra literária de Bram Stocker.

A forma como o livro foi escrito é fascinante, e certamente deve ter dado muito trabalho ao autor seguir uma linha de pensamento, que unisse todos os personagens no tempo certo. Realizei a leitura da seguinte forma, em casa, livro físico, fora de casa, áudio book pelo aplicativo Ubook no meu celular. A qualidade do áudio é perfeita, a narração humana e cheia de emoção.

Meu dilema? Bram Stocker criou um mito e ele cresceu influenciando várias gerações de leitores e escritores. Que criaram seus próprios “Dráculas”.

A cena inicial do filme não existe no livro, ela foi imaginada graças aos fragmentos do livro, que afirmam que o conde foram um grande guerreiro da Transilvânia. O rio princesa, o suicídio da sua amada. Tudo fica subtendido.

O Drácula do livro é frio, cruel e nada romântico. Seu objetivo é sangue. Sua história como conquistador sangrento é contada superficialmente, mas o resto foge ao romance que vemos no filme.

Sim, estou comparando o melhor filme sobre Drácula e o livro.

Mina se torna foco de sua vingança e desejo, quando sua amiga Lucy, é por assim dizer, descartada. Mas não existe o amor, que vemos nas telas por tantos anos e versões diferentes.

Gostei do livro, é um clássico, mas faltou o que vi na tela. Ele criou o mito, o monstro, o vampiro moderno. Mas aquele personagem apaixonado não existe.

Mina é profundamente apaixonada por Jonathan, seu marido, e repudia com todas as suas forças o conde Drácula.  Viu como é importante ler o livro e ver todas as versões? Muito.

 

Todo o resto bate com o livro, isso se você comparar o livro a sua melhor adaptação cinematográfica, que é a versão de Copolla. Textos, falas, o ritmo do livro. Mas ele soube como ninguém dar ao filme o que faltou ao livro, romance.

É uma história tão contada, interpretada, filmada, recontada, que em algum momento o livro passou a ser todas elas, mesmo não sendo nenhuma verdadeiramente. O conde, o filho do dragão, é realmente um grande mito. Drácula é uma das obras mais significativas de sua época nesse gênero.

Recomendo muitíssimo a leitura do livro. É aquele livro para ler antes de morrer. Minha nota? Cinco beijos mordidos e bem sangrentos.

 

O Pecador #3 – #Tess Gerritsen

Tess Gerritsen está de volta em mais um suspense de arrepiar, após o estrondoso sucesso de “O Cirurgião” e “O Dominador”. Jane Rizzoli se une à médica Maura Isles, na pista mortal de um crime aterrador. Os corpos de duas freiras, vítimas de violência brutal, são encontrados dentro dos muros sagrados de um convento. Após a autópsia descobre-se que uma das freiras mortas dera à luz antes de ser assassinada. À medida que segredos há muito esquecidos vêm à tona, uma descoberta sobre a identidade do assassino revela-se perturbadora.

 

Vamos conversar sobre a Dra. Maura Isles? Sim, vamos, afinal ela é uma pessoa fascinante e com um passado misterioso e cheio de surpresas, que começaram a ser reveladas no terceiro livro da série. Calma, Jane Rizzoli vai estar na trama, e a química entre as duas personagens é muito boa e isso contribui para o desenvolvimento das histórias.

Ambas têm profissões dominadas por homens, mas em nenhum ponto elas deixam a peteca cair. São competentes, humanas e muito profissionais, mesmo que isso custe suas vidas, sentimentos, e seus corações.

Aqui o ponto da investigação é o assassinato de duas freiras de forma brutal. E a medida que o livro avança vamos nos embrenhando em segredos sombrios e só confessáveis a um padre. Afinal os segredos do confessionário morrem lá.

Em alguns momentos fiquei me perguntando para onde a história estava me levando, quando apareceu mais um corpo. Esse completamente diferente dos dois primeiros. Vi algumas resenhas do livro e percebi certo descontentamento com os termos médicos. Não senti nenhuma dificuldade, na verdade gosto de saber desses detalhes são deveras interessantes. Acho que porque sou apaixonada pelo tema “morte e seus aspectos”. Essas minucias enriquecem o livro.

Só não gostei muito do final do livro. A trama pareceu ficar em pedaços. Mas isso não estragou o livro. Acredito que esse livro tenha sido a chave para todos os outros que vieram a ser escritos pela autora.

Eu explico. Aqui o relacionamento de Jane e Gabriel evoluiu, Maura passou a ter um passado e um futuro. A série cresce, o romance aparece de forma adulta e seria, sem tirar dos livros o seu toque de mistério e o charme policial. A autora criou mulheres fortes, mas capazes de amar e até ficarem desequilibradas com esse sentimento. Achei normal, quem não amou que atire a primeira pedra.

Durante a investigação notei que a história tomou três rumos distintos. O assassinato das freias, a morte da desconhecida, e a vida pessoal de Maura e de Jane. Os sentimentos, os traumas, as frustrações foram aparecendo e tomando conta da trama.

Ponto forte, o modo que a autora descreveu a vida das freiras no convento, sua decadência no velho convento. O modo como o mundo vê essas mulheres.

Existem mistérios que devem permanecer nas sombras. Como de costume levei bons sustos e suspeitei de alguém desde o princípio e dessa vez acertei.

É um livro envolvente e com uma trama bem elaborada, mas que teve pressa para chegar ao final. Minha nota? Quatro beijos mordidos!

 

 

O Dominador #2 – #Tess Gerritsen

Jane Rizzoli está de volta em mais um livro empolgante. Aqui não existem estereótipos. Jane Rizzoli é durona, mas também humana; e seu nêmesis, Warren Hoyt, é genuinamente perverso, sem nenhuma sombra de culpa ou remorso por seus crimes. Ainda mais perturbador e eletrizante, O DOMINADOR continua a trama do romance anterior. Depois de levar para trás das grades o psicopata Warren Hoyt – mais conhecido como “O Cirurgião” -, a detetive se vê diante de um maníaco que reproduz as assustadoras atrocidades de Warren. No decorrer das investigações, Jane vai descobrir que há muito mais ligações entre os dois assassinos do que ela supunha.

Sou a vítima perfeita do estilo da Tess, a autora conseguiu me dominar, literalmente. Brincadeiras à parte o livro tem uma tensão única e capaz de pegar o leitor e o arrastar até a última página e acredite-me você não vai se decepcionar com o final do livro é eletrizante.

No momento fina, eu cheguei a falar: Ai Meu Deus! É agora.

Quando li o primeiro livro “O Cirurgião”, fiquei me perguntando quem seria o personagem principal da série, a resposta era simples, todos tem sua vez, mas claro, Jane Rizzoli está no centro das atenções no segundo volume. Após prender Warren Hoyt Jane provou para si mesma e para todos os agentes de Boston que é capaz.

Ao colocar Warren Hoyt na prisão as coisas tomaram seu ritmo, Jane se recuperou do trauma sofrido e tem agora o respeito de seus colegas. O conquistou com suor e lágrimas e sangue, é claro. Ela é uma pessoa solitária, dorme pouco, come qualquer coisa, tem problemas com a família. Seu trabalho não é visto como algo sério por seus familiares.  Percebi que o trabalho a alimenta, e a mantém viva. O problema é que ele também se tornou uma fonte de terror constante.

Tudo estava sob controle até um maníaco, um copycat, ou seja, imitador, começar a reproduzir os feitos do Cirurgião. Mas quem é seu ardoroso fã? Nas cenas dos crimes o requinte de maldade é impressionante. Fiquem atentos aos detalhes na cena do crime eles são cruciais para o entendimento da mente do assassino e sua crueldade.

O modo que o assassino cria seu mundo e nele executa suas vítimas é um pouco perturbador. Já li sobre alguns assassinos em série, o chocante são os detalhes. O dominador traz algumas surpresas, uma delas é o agente do FBI Gabriel Dean. Ele entra na trama e começa a mexer com a cabeça e o comportamento de Jane. Ele é um mistério e tem muito a oferecer a história isso se a Jane permitir. Eles vão se estranhar desde o princípio e até o último momento eu pensei – Isso vai dar problema. E deu mesmo.

No entanto isso vocês vão descobrir ao longo da leitura. Minha nota? Cinco beijos mordidos e bem sangrentos!