Com as mãos amarradas vejo o caderno, a caneta, nada posso fazer além de notas mentais. Escrevo na minha pele, nas paredes, tudo que está explodindo dentro da minha mente. Não serei derrotada. Nasci para morrer lutando. É a minha missão, lutar.

Na arena, no mar, na terra, no campo de batalha, na vila em chamas, nadando em um tanque cheio de tubarões, assim é minha vida. Afundando com uma bola de chumbo amarrada ao tornozelo.

Às vezes vou a superfície respirar, olhar o sol, ou a lua, a bola de chumbo se transformou no balão azul, uma bolha. Depende de como você vê o obstáculo, a armadilha. E de volta ao meu abismo. A escuridão, a solidão, são como grandes mantas de compreensão e carinho.

Na escuridão me sinto plena, porque sou a luz que me guia, o caminho onde piso, a foça dentro do vulcão, a explosão da criação.

Vida e morte, escuridão e luz, essa sou eu.

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