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Ser escritor é olhar além do seu umbigo, é sangrar um pouco, dar a cara a tapa, sair da zona de conforto. Provar do inferno do paraíso. Sem fumar sentir o sabor do cigarro que seu personagem fuma. Beber do seu whisky e trepar junto com ele. Lembro-me da primeira vez que tive de matar. Matar um personagem, a cena me marcou, a forma como tudo foi planejado. A mordida, o sangue, a descrição minuciosa dos detalhes. Foi forte, me chocou, ainda era muito inocente, mas pude observar cada detalhe e aprender com aquele precioso momento. Quando o vampiro se afastou eu e ele éramos um só.Os-Grandes-Olhos-da-Imaginação

Percebi de imediato que havia construído algo diferente. A sensação era de poder absoluto e eu sabia que jamais deixaria de escrever.

A dor, as lágrimas, tudo, eu podia sentir tudo. A pesquisa, as coisas que aprendo com cada livro novo. É fascinante, viciante. As cenas de batalha, espadas, cavalos, a chuva, os mundos, cada beijo e toque. Cada ser imaginado ganha vida e passa a ser parte de quem você é. É um pacto com a imaginação.

Divido meu mundo com o dos meus personagens e até hoje escrever é parte do que sou, parte de algo maior chamado escrever como toda minha alma.

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