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comunismo1Em 1984 acabava com muita luta o regime militar. Ganhávamos o direito de escolher nossos governantes, mas no pacote não estava incluída a consciência política na nação. Na época eu tinha onze anos e entendia pouco de política, mas sabia o que faltava, cadeiras em minha escola. Sentávamos no chão, não havia livros, merenda, era apenas o professor, alunos, e o quadro negro.

Mas voltemos as Diretas já, o ato é liderado por Tancredo Neves, Franco Montoro, Orestes Quércia, Fernando Henrique Cardoso, Mario Covas, Luiz Inácio Lula da Silva e Pedro Simon. Inclua-se a eles artistas e intelectuais que lutavam pela causa.

Muitas coisas aconteceram, o Brasil cresceu, mudou socialmente, avançou e recuou de acordo com cada candidato que elegemos. Mas infelizmente a consciência política da população continua a mesma. Mais pelo menor esforço e de preferência com o dinheiro alheio, o que é bem pior.

O passado não deve ser negligenciado, leia-se aqui, esquecido. Tirando os que morreram e os que sumiram do cenário político os que ficaram estão bem distantes das propostas feitas em 1984. O que vemos hoje é a tomada da liberdade social com ameaças a artistas e intelectuais, bloqueios, perseguições, ameaças nos meios de comunicação feitas pelo ex-presidente, e a atual presidente do país. O aparelhamento do estado é real e notório. Um grande esquema foi montado para que o funcionalismo público só crescesse e fosse incentivado.

O estado virou a Mãe de muitos, e a Palmatória dos que trabalham e não vivem de sua bondade. Quem trabalha no Brasil está sustentando a bolsa vagabundo de alguém. A realidade é triste e ninguém quer largar o osso, ou melhor, a teta do estado.

Como conscientizar alguém de que só o trabalho vai fazer seu crescimento pessoal e da nação? O galho onde essa macacada esta pendurada envergou e vai quebrar.

Como ninguém viu a bandeira vermelha de alerta? Os símbolos de um regime decrepito, cruel, fascista, comunista, que visa uma igualdade utópica, que só vai levar o país a miséria. Não se enganem, Cuba vive de esmolas e se nada for realmente feito logo seremos nós sentados na calçada com a cuia na mão, se muito sobrar uma cuia.

O voto aquela coisa bonita e conquistada com tanto esforço e vitimas, sim, houveram vitimas muitas antes, durante e até depois do processo. Foi tudo em vão?

A liberdade é algo muito perigoso. Uma arma nas mãos de uma criança. Mas está em tempo de crescermos, retomar o direito a liberdade, afastarmos a turma que acredita que ameaças, violência e perseguição vão mantê-los no poder.

O trabalho precisa ser visto como fonte de crescimento e não de aborrecimento. O estado deve ser colocado no seu lugar, servir o indivíduo, e não o contrário. Isso é liberalismo. Manter a ordem, garantir que as leis sejam cumpridas dentro de um sistema legal justo e não corrompido. Oferecer educação, saúde e segurança de qualidade sem que as mesmas sejam vistos como favores, e sim, direitos adquiridos através dos impostos pagos e bem administrados.

Utopia? Não, liberdade e conhecimentos, que nos foram negados durante anos com a ausência de educação de qualidade e incentivo ao cidadão buscar melhores condições através de esforço próprio. Tais valores são reais e facilmente estabelecidos quando o estado, e a população estão dispostos a crescer e não estagnar.

O voto ele trouxe todos nós ao caos atual. Posso garantir que nunca votei no PT, porque desde muito cedo entendi o significado de palavras e conceitos como comunismo, fascismo, gramscismo, autoritarismo, e tantas outras tão comuns quando um grupo pretende se eleger prometendo dividir propriedade privada, sustentar os indivíduos do nascimento a morte sob sua asa protetora e alienante.

Hoje reféns do voto dado vejo o arrependimento, o medo, de enfrentar a realidade, de lutar pelo voto dado. Entender o erro é o primeiro passo para a mudança.

Nada de gigante adormecido, sem chavões, sem ilusões. Como diria Joseph Schumpeter, economista austríaco, a ambição pessoal é um motivador único para criação de riqueza. Chega de receber o peixe, vamos lançar nossas redes.

Votantes ou não no estado atual estamos todos reféns do voto dado. Vamos virar o jogo, mas de modo consciente para não repetir os erros cometidos depois de 1984.

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