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Hannibal-Mads-MikkelsenHoje à tarde tive um sonho que só Carl Jung  explica. Estava em um jantar e fui apresentada ao Dr. Hannibal Lecter, o célebre personagem de ficção do escritor Thomas Harris. É, aquele da série, com aquele ator maravilhoso, o Mads Mikkelsen.

Detalhes importantes do jantar, fui colocada ao seu lado na disposição da mesa, conversamos por horas. Tomei vinho, mas não lembro o que comíamos, lembro-me do som de sua voz. Das coisas que conversamos, livros, ópera, música, vinho, enquanto minha mente se enchia de imagens e sons.

Ele tem mãos frias, senti ao sermos apresentados. Hannibal até me perguntou o que estava escrevendo, é, alguém lhe disse que era escritora. O interesse dele em minha pessoa aumentou significativamente. Quando falei sobre o livro, e algumas dificuldades, ele prontificou a me ajudar com minha pesquisa sobre instrumentos médicos.

Bem, ele não fez o jantar que comíamos, mas me convidou para jantar em sua companhia, em sua casa. Jantar na casa do Bicho Papão? Eu sabia o tempo todo quem ele era. Mas ele era o personagem por trás de sua capa de civilidade. Isso foi magnífico. O observei, pude apreciar as nuances de sua personalidade multifacetada, a força de sua presença, o modo como afeta as pessoas a sua volta.

Confesso que olhei dentro dos seus olhos claros, e misteriosos e pensei: por que não? Aceitei, mas o avisei que andava sem apetite.

Ele me olhou por alguns minutos e sorriu afirmando suavemente que eu seria um bom desafio. Entrou em detalhes sobre alguns pratos com salmão, que me faria provar. Ele leu minha alma, apesar de consumir carne vermelha tenho períodos de rejeição completa. E dedicação total a peixe e seus derivados. E completou:

– Farei um molho doce para combinar com o som de sua voz. Quer me ver cozinhar?

Nessa hora fiquei vermelha como um tomate. Ele notou e sorriu. Para ele ficou óbvio que estava mais do que lisonjeada com o convite. Fiquei imaginando porque estaria flertando com um monstro canibal? Beleza, charme, inteligência, educação, boa conversa.

Hannibal é um predador e sabe bem como atrair a presa. Atração pelo perigo? Sim, todos nós temos um pouco disso. Sem falar na beleza do ator que o interpreta, é da vida. Uma hora o predador certo aparece e você se torna uma zebra fugindo pela planície.

Naquele momento ocorreu-me que também era perigosa, uma vampira. Quem venceria? Olhei seu pescoço quase totalmente oculto pela gola da camisa, a pele convidativa e intimamente senti prazer antecipado. Acho que ele notou minha fome.

Hoje à noite espero comparecer ao jantar e aproveitar sua companhia intelectualmente estimulante. Medo? Nenhum.

Trata-se de um assassino mais do que cruel, mas devo confessar que fazia muito tempo, que não jantava em tão boa companhia. Pelo menos em meu caso, sedução, passa pelo caminho da boa conversa, cultura, elegância e um toque de mistério.

Já escolhi o vestido, se sobreviver conto para vocês como foi o jantar e minha pesquisa.

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