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capa pandora aAlgumas coisas na vida não tem explicação, a inspiração é uma delas. É como atravessar um portal, colher morangos num jardim proibido e voltar com a geleia pronta.

O livro Pandora foi meio que colher morangos. O sobrenatural sempre me fascinou. De Dorian Gray a Constantine minha mente dava voltas. Magia, aparições, nefilins, anjos caídos, criaturas híbridas.

Três capítulos do livro foram tirados de meus sonhos mais recorrentes. Preenchi pelo menos três cadernos com cenas e diálogos. Somei os sonhos, as ideias, minhas experiências com a série Alma e Sangue e no fim tudo se encaixava. Um conto virou um livro, e novamente caminhava por um mundo só meu, Sacramento.

O mundo onde a Pandora, uma agência de investigação e controle sobrenatural existe. Uma realidade paralela a nossa. Um bom lugar para passar uma noite.

A cidade e suas cores, o transito, os habitantes, os crimes. Um misto de tudo que absorvi das minhas séries favoritas. Cruzei a linha e me lancei em outra dimensão.

Zoe Lessa apareceu com seu jeito dinâmico por vezes frágil e me mostrou sua vida, e seus desejos. Alex Olivares veio logo depois, e nele encontrei bondade, força, coragem, segredos e mistérios. Também havia dor, e o desejo de vingança. Caliel em alguns momentos me ajudou a compreender melhor a solidão, o modo como ele cresceu, e lutou para permanecer vivo. Escrevi dentro do meu tempo, aproveitei cada minuto.

Hoje passei pela estante de livros e lembrei-me de um tempo não muito distante, quando desejava ardentemente ver um dos meus livros publicados. Foi gostoso e revigorante entender que minha caminhada apenas começou.

A melhor coisa em escrever é o desligamento do mundo real. Colocar uma boa trilha musical, e deixar a história fluir através de seu corpo, e encontrar o papel, a tela do computador.

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