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capa pandora aO primeiro livro que escrevi foi uma trama policial. Acho que isso ficou no meu inconsciente tempo demais exigindo espaço no papel. Quando terminei o livro a Rainha dos vampiros resolvi relaxar um pouco. Estava saindo de uma série de cinco livros. E nesse período resolvi desenvolver o livro Pandora. Lembro-me de ter conversado com Eric Novello sobre a trama, as ideias que tinha em mente. O papo foi bom e segui meu rumo.

Como os agentes da Pandora eu precisava compreender a natureza dos seres sobrenaturais como anjos e nefilins. Descobrir o motivo real da queda de um anjo. Seus pecados, ver além das asas brancas. Carecia compreender a natureza dos demônios. Eles que são o oposto dos anjos. O aparecimento dos nefilins e sua extinção sempre me encheram de curiosidade. Mas acima de tudo queria fazer algo leve, atual, ágil e de fácil compreensão.

Sou fã declarada da série Sobrenatural e adoro o modo como Dean e Sam lidam com os demônios, os exorcismos. Mergulhei fundo na pesquisa e li vários livros sobre anjos, demônios, exorcismos. Os que posso citar, e que achei de fácil compreensão foram o Livro de Enoch, que trata do hibridismo provocado pelos filhos de deus, ou Benai Elohim.

Dai em diante li artigos, assisti documentários e descobri que Enoch viveu 365 anos. Curiosidade: alguns livros afirmam que ele teria sido pai de Matusalém.

Obviamente muito do que li não aparece no texto, afinal, como afirmei, queria um livro atual, mas que tivesse as fundações no mistério dos nefilins. Passei por obras de Márcia Moisés Ribeiro, e do Padre José Fortea, que é Licenciado na especialidade de História da Igreja na Faculdade de Teologia de Comillas.

E o resultado foi uma trama policial, com leves toques de Sobrenatural e Constantine repleta de criaturas únicas capazes de andar em nosso mundo sem serem notados. Mas é ai que entram os agentes da Pandora. Eles precisam deter o que saiu da caixa, proteger a inocência dos mortais. Afinal de contas não existem anjos, demônios, vampiros, nefilins, não é mesmo?

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