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 A missão de hoje foi entender que existem coisas que sempre mudam, outras jamais mudaram.

De maneira metafórica é preciso entender que existem lutas que levaram toda uma vida, a juventude, a saúde, o amor, o que você tem de mais precioso. E no fim se revelam como miragens, ilusões.

Existem batalhas que jamais  serão vencidas, quando não existe boa vontade, bons guerreiros, bons motivos.

Seu aliado é seu inimigo, e seu inimigo, é seu inimigo mesmo. Por isso não dê as costa para ele. A menos que deseje encontrar a morte.

No fim do dia, literalmente o guerreio se senta para contemplar o pôr-do-sol, sangue no rosto, mãos feridas. A sanha da matança, e da luta passaram. Tudo que resta é a paz, o silêncio dos mortos.

Nesse momento de paz, a oração do guerreiro é limpar a lâmina da espada e amolar seu fio. Evitar ver sua própria imagem, enquanto o fio volta lentamente.

A única certeza é à noite, e o amanhã. Nele existirão outros demônios para banir. Outras lutas para vencer.

Os guerreiros não esperam compreensão, piedade, justiça. É pedir muito. Tudo que um guerreiro espera, e precisa é de mais um pôr-do-sol.

Sabendo que não existe derrota, quando se sai vivo de uma luta.

Nazarethe Fonseca

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