Então, faz tempo que andei por aqui, vim no dia dos namorados, festejar com um breve conto a história de amor que me consumiu por longos doze anos.

Estou num mundo diferente de Alma e Sangue, ele se chama Pandora, nele novas criaturas e desafios, amores extremos, paixões mortais, crimes e mistérios ainda não revelados. E enquanto acúmulo páginas e capítulos, me sinto renascer física e mentalmente. Há aquela sensação de cansaço e prazer, que sempre me acompanha a cada novo virar de página. Mas é delicioso percorrer esse novo mundo, vê-lo através dos olhos de Zoe, Alex e Caliel. É vertiginoso voar e ter asas.

Sinto-me em dois mundos. É estranho falar de Alma e Sangue agora que encontrei paz. Durante 12 anos vivi, respirei, me alimentei e sonhei com cenas e personagens, num mundo feito de noite e de criaturas belas e cruéis. Onde havia um lindo Jardim onde me refugiava para ouvir Ariel tocar seu violino, Jan e Kara dançarem… Tantas coisas e todas espalhadas por cinco livros, não sei ao certo, talvez mil páginas, ou mais, e em todas elas um pedaço de mim mesma. Dos sonhos que sonhei junto com todos eles a luz de velas.

Na batida do coração, no dedilhar do teclado, nas horas que passava criando, ouvindo suas vozes por minha mente, me prometendo segredos, deixando que mergulhasse sem medo em seu mundo, em seus braços.

A série Alma e Sangue têm cinco livros, doze anos de existência, e em cada página um pouco da imortalidade que somente um amor verdadeiro pode conceder. Vai além de qualquer moda, das febres e pitiatismos, é uma história de amor que atravessou quase três mil anos para se realizar nos dias atuais.

Pandora está me absorvendo, me devorando, e sem medo abro a tampa desse novo baú de aventuras. E descubro que a fantasia corre quente por minhas veias e faz meu coração bater vivo outra vez.

Beijos mordidos! :[

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