Interessei-me pelos livros pela capa. É, achei o desenho extremamente politico, como as bandeiras socialistas que convidavam a luta e a resistência e não estava errada. Também gostei do pássaro, o achei parecido com uma Fênix. Eu os adoro, são símbolos de força e renascimento.

Sequer sabia que era um Mockingjay o símbolo do Tordo. Que a meu ver é a resistência em pessoa. Os três livros são muito bons. Todos narrados em primeira pessoa por Katniss Everdeen a personagem principal. Sem rodeios, uma linguagem simples,contudo bem estruturada faz dos três livros uma leitura empolgante, emocionante. Em certos momentos fiquei preocupada com a classificação pela luta e mortes, mas no fim percebi que é de grande aprendizado.

Suzanne Collins conseguiu trabalhar uma visão do futuro pós-apocalíptico bastante plausível. Não é de hoje que a humanidade tem um fraco por jogos, violência pão e circo.  No primeiro livro não consegui deixar de fazer comparações com Roma, o modo que os Gladiadores eram tratados. E isso continuou no livro II também com referencias suaves, mas bem colocadas. A escritora nos mostrou os gladiadores do futuro lutando para sobreviver a uma arena de onde somente um vencedor poderá sair vivo. Sem leões, mas com algumas feras.

Um show de horrores banalizado por câmeras, patrocinadores, entrevistas, como se os tributos fossem verdadeiras estrelas de Hollywood, para divertir uma multidão de alienados que vivem no luxo buscando algo que os tire de suas vidas vazias e enfastiadas, enquanto doze distritos são submetidos a castigos, morte, fome e opressão.

O país se chama Panem seria o que restou da América do Norte. Ele é dominado por uma metrópole chamada Capitol, ou Capital, que é mantida pelos doze distritos, sim, cada distrito produz algo seja carvão, peixe, verduras, gado.

O Jogos Vorazes foram concebidos como punição, graças a uma revolta promovida pelos distritos, a Capital os sentenciou a prestar um tributo. Através de sorteio um garoto e uma garota de doze a dezoito anos todos os anos são sorteados para competir nos Jogos Vorazes.

Não vou insultar o livro e o chamar de BBB, é inaceitável, mas li tal comparação na internet. Os tributos, tirando os profissionais, que treinam desde pequenos para competir nos jogos, os outros estão ali porque são obrigados. Eles não ficam na piscina e muito menos sob os edredons. É uma batalha de um homem só. Na arena você pode se aliar ou ficar sozinho para lutar por sua vida, enquanto tudo é televisionado para os distritos e o Capitol.

Imagine a dor de ver um filho, irmão ou irmã morrer na arena. Sem falar na opressão do Capitol, dos Pacificadores, qualquer sinal de revolta é contido com violência, açoitamento, ou morte. O livro é bem mais que uma boa aventura, Katiniss me surpreendeu, me fez ri e chorar é uma personagem forte e frágil, que quer apenas voltar para casa e cuidar do que resta de sua família. Mas ela vai descobrir que existe muito mais além do fim dos Games.

O primeiro volume é bem descritivo, mas sem ficar cansativo, entendemos a política do Capitol, as regras do jogo, quem vence e quem perde. O livro é cheio de cenas surpreendentes. Katiniss faz de tudo para se manter no jogo e viva. E sem perceber é envolvida em uma trama intrincada de segredos que a levaram para além do distrito 12.

Quem está com dúvida em ler os livros, não fique, você terá boas surpresas e vai aprender muito sobre amor, sobrevivência, amizade, heroísmo e resistência.

Beijos mordidos!

Anúncios