Pandora, As Crônicas Vampirescas

Sempre tive muita curiosidade em ler o livro Pandora, escrito por Anne Rice e publicado no Brasil pela editora Rocco em 1999.

Pandora personagem principal do livro e narradora é uma vampira milenar, criada por Marius. Bem, isso não é spoiler, porque logo de cara no livro é possível para o leitor perceber que os dois terão muito em comum e que Pandora será parte importante na vida de Marius.

Ainda mortal Pandora é uma personagem cativante, uma mulher a frente do seu tempo e que foi criada em uma família que tolerava a participação da mulher em diversos meios intelectuais. Existe no livro uma espécie de calma, a narrativa de Pandora segue uma linha reta nos acontecimentos que a levaram a se tornar vampira e amante de Marius.

É interessante ter lido A Rainha dos Condenados antes de ler o livro Pandora, nele existem personagens e alguns acontecimentos que ajudam a compreender melhor o livro. Como David Talbot, líder da Talamasca, que sugeriu a Pandora que escrevesse sua história.

A história se passa em Roma século 15 a.C. Vamos acompanhar a vampira desde  a infância a vida adulta. Durante esse intervalo de tempo vamos conhecer os costumes e hábitos romanos. Há no livro uma boa descrição do modo de vida das mulheres romanas. Havia liberdade, no entanto, as regras sociais faziam a jovem mortal sonhar com mais, até mesmo desejar ser um homem. Em certos momentos percebemos que Pandora é um espírito livre e que a imortalidade a libertou de tudo que a prendia como mortal e mulher. Contudo, no livro há bem mais que uma mulher lutando por independência. Pandora passa a ter sonhos estranhos e eles vão levá-la a viver uma das maiores aventuras de sua vida. E por conseqüência viver um grande amor. O que ela buscava desde criança. Haverá passagens no livro carregadas de sensualidade, morte, amor, confusão e terror.

No fim desejei mais e fui ler o Ladrão de corpos. O qual já fiz resenha aqui no blog.

Então se gosta de boas histórias sobre vampiros, e não tem medo de se surpreender, leia o livro, garanto que vai ser enriquecedor.

Beijos Mordidos!

Religião ou Fanatismo?

Diante das declarações feitas pela ex apresentadora de programa infantil conhecida como “Mara Maravilha”, resolvi expressar minha opinião por pura incredulidade as declarações feitas por ela, que se acha uma mulher inteligente e equilibrada.

É nesse momento que percebemos como a religião pode ser prejudicial a pessoas sem nenhuma personalidade ou caráter.

Não tenho vergonha de ser mulher nessas horas porque sei que sou incapaz de abrir minha boca para falar tanta bobagem.

Num mundo onde mulheres ainda são espancadas, violentadas, estupradas, cortadas em pedaços e servidas a cães e humilhadas por maridos ciumentos, pais, irmãos. A palavra submissão é um insulto. No Irã ainda utilizam apedrejamento para punir mulheres “supostamente adultera”.

Como fica a sociedade diante de um ato de tamanha regressão a valores que tentamos esquecer e superar para o bem da sociedade?

Fanatismo religioso? Fé em demasia, ou um caso para remédio controlado? Até que ponto ela pode influenciar?

Podemos ignorá-la, fazer dela o assunto no mínimo ridículo, ou devemos lembrar que uma ideia tem muita força. Foi uma ideia de uma “raça pura” que gerou uma guerra mundial e campos de concentração. Idéias são armas perigosas se disseminadas com o objetivo dominação. A tolerância e a liberdade devem ser preservadas porque são elas que nos mantém imunes a violência e a perseguição a credos, raças, condutas sociais.

A religião é o apoio para a alma, um lugar sagrado sem paredes ou portas onde podemos encontrar conforto. Não um modo de vida voltado para abnegação, intolerância, flagelamento perseguição a outras raças, cresças e preferências sexuais. Não uma forma de custear templos fabulosos, a fábrica de milagres e ideias ultrapassada sobre sexualidade e comportamento feminino.

Num país como nosso que vende lá fora a ideia de que a mulher Brasileira é somente uma bunda, como ficamos diante de uma declaração tão retrógada?

Como ficam as mulheres que são espancadas pelos maridos? Submissas esperando a próxima surra?

Não me achem radical, mas no mundo de hoje onde notícias e costumes se espalham como vírus tais declarações deveriam ter sido publicadas com uma tarja de censura de idade, ou uma advertência do ministério da saúde. Fanatismo e machismo fazem mal a saúde. Pelo simples fato de serem ridículas e perniciosas a sociedade.

Não sou de ligar para o que uma desmiolada como essa fala, porque isso tudo pode ser só uma forma de chama atenção para si. Afinal quem é ela no cenário atual? Ninguém que eu saiba, é só mais uma ex- apresentadora de Tv, que não contribuiu em nada com a educação das crianças do Brasil.

Ela viu a luz e a boca escancarou a falar besteira. Eu acredito em Deus, um Deus que quer ver um homem e uma mulher em harmonia, mesmo que sejam duas mulheres e dois homens. Deus é vida, tolerância, amor, paz, inteligência, luz, força e poder.

Não uma criatura que se molda com a necessidade de poder de cada um que abre a boca para falar sobre conceitos ultrapassados, misóginos, machistas e cruéis, que levaram muitas mulheres a fogueira, a forca, ao chicote em tempos passados.

Lembrando que a mulher conseguiu direito de voto por meio do Código Eleitoral Provisório, de 24 de fevereiro de 1932. Mas esse direito só foi dado apenas as mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar.

Acho que antes dela abrir a boca deveria conhecer a trajetória da mulher no mundo, conhecer as mulheres que lutaram por direitos iguais e foram mortas, silenciadas por serem mulheres e viverem sob o código de conduta fosse da religião ou da sociedade.

O que será das adolescentes de hoje, das meninas evangélicas que estão sendo criadas com a mentalidade de uma escrava sexual? Sim, porque se você é submissa, vai ter de agüentar alguns tipos de violências sejam elas verbais, sexuais, intelectuais.

Fico indignada com quem deseja que a submissão da mulher ao homem volte. Ela deveria ir morar no Iraque e viver debaixo de uma burca. Mulheres e homens devem andar lado a lado, nenhum deve ser submisso ao outro.Decisões e ações devem ser tomadas em conjunto seja na cama e fora dela.

Deveriam interná-la, porque no mínimo está desequilibrada mentalmente, mas o pior é que ela acha que a mulher deve conseguir sua independência financeira, mas deve ser submissa, contudo, dependente das decisões do marido, é tão absurdo que chega a dá um nó na cabeça. E levantam perguntas, como ela é submissa?Que submissão é essa?

Acredito que deve haver harmonia no amor, na vida, na cama e fora dela, respeito pelo parceiro, submissão nunca.

Deus, Jesus infelizmente são usados como desculpa para encobrir monstros disfarçados de crentes na palavra de Deus.

Religião ou vagabundagem?

Livros da Série Alma e Sangue

Queridos fãs a operação mais espaço foi um sucesso. E para atender aos fãs que não conseguiram comprar os livros agora tenho comigo todos os 5 livros da série.

Os livros estão chegando, mas  dois terços já estão vendidos.

Você conhece a série Alma e Sangue?

Se a resposta é não, então me deixe apresentá-la.  A série não é mais um livro falando do romance entre um vampiro e uma mortal.

O primeiro livro Alma e Sangue, O Despertar do Vampiro narra o encontro de Kara com Jan Kmam, o favorito do rei dos vampiros. Um personagem misterioso, cruel, charmoso, apaixonante por suas qualidades e defeitos. Através dos olhos de Kara mergulhamos num mundo onde a imortalidade é um dom, uma sentença e o passaporte de entrada para o mundo dos vampiros, mas não é tudo. O poder e o sangue são as chaves que abrem portas, direitos e deveres. Kara vai sentir na pele que ser mortal não a faz especial, e sim o prato perfeito, a moeda de troca entre vampiros, uma escrava ou uma rainha.

Cheio de personagens exóticos, sensuais e belos, e sem remorsos. Os vampiros da série Alma e Sangue amam e odeiam na mesma medida. Resolvem as rivalidades diante de um rei a fio de espada.

O amor de Kara e Jan Kmam é um dos ingredientes da série, e um dos muitos casais lutando para sobreviver aos obstáculos impostos por inimigos e as leis do mundo mortal e dos vampiros.

Quem quiser adiquirir autografado me escreva (almaesangue@gmail.com)

Beijos mordidos!

Jogos Vorazes livro I

Interessei-me pelos livros pela capa. É, achei o desenho extremamente politico, como as bandeiras socialistas que convidavam a luta e a resistência e não estava errada. Também gostei do pássaro, o achei parecido com uma Fênix. Eu os adoro, são símbolos de força e renascimento.

Sequer sabia que era um Mockingjay o símbolo do Tordo. Que a meu ver é a resistência em pessoa. Os três livros são muito bons. Todos narrados em primeira pessoa por Katniss Everdeen a personagem principal. Sem rodeios, uma linguagem simples,contudo bem estruturada faz dos três livros uma leitura empolgante, emocionante. Em certos momentos fiquei preocupada com a classificação pela luta e mortes, mas no fim percebi que é de grande aprendizado.

Suzanne Collins conseguiu trabalhar uma visão do futuro pós-apocalíptico bastante plausível. Não é de hoje que a humanidade tem um fraco por jogos, violência pão e circo.  No primeiro livro não consegui deixar de fazer comparações com Roma, o modo que os Gladiadores eram tratados. E isso continuou no livro II também com referencias suaves, mas bem colocadas. A escritora nos mostrou os gladiadores do futuro lutando para sobreviver a uma arena de onde somente um vencedor poderá sair vivo. Sem leões, mas com algumas feras.

Um show de horrores banalizado por câmeras, patrocinadores, entrevistas, como se os tributos fossem verdadeiras estrelas de Hollywood, para divertir uma multidão de alienados que vivem no luxo buscando algo que os tire de suas vidas vazias e enfastiadas, enquanto doze distritos são submetidos a castigos, morte, fome e opressão.

O país se chama Panem seria o que restou da América do Norte. Ele é dominado por uma metrópole chamada Capitol, ou Capital, que é mantida pelos doze distritos, sim, cada distrito produz algo seja carvão, peixe, verduras, gado.

O Jogos Vorazes foram concebidos como punição, graças a uma revolta promovida pelos distritos, a Capital os sentenciou a prestar um tributo. Através de sorteio um garoto e uma garota de doze a dezoito anos todos os anos são sorteados para competir nos Jogos Vorazes.

Não vou insultar o livro e o chamar de BBB, é inaceitável, mas li tal comparação na internet. Os tributos, tirando os profissionais, que treinam desde pequenos para competir nos jogos, os outros estão ali porque são obrigados. Eles não ficam na piscina e muito menos sob os edredons. É uma batalha de um homem só. Na arena você pode se aliar ou ficar sozinho para lutar por sua vida, enquanto tudo é televisionado para os distritos e o Capitol.

Imagine a dor de ver um filho, irmão ou irmã morrer na arena. Sem falar na opressão do Capitol, dos Pacificadores, qualquer sinal de revolta é contido com violência, açoitamento, ou morte. O livro é bem mais que uma boa aventura, Katiniss me surpreendeu, me fez ri e chorar é uma personagem forte e frágil, que quer apenas voltar para casa e cuidar do que resta de sua família. Mas ela vai descobrir que existe muito mais além do fim dos Games.

O primeiro volume é bem descritivo, mas sem ficar cansativo, entendemos a política do Capitol, as regras do jogo, quem vence e quem perde. O livro é cheio de cenas surpreendentes. Katiniss faz de tudo para se manter no jogo e viva. E sem perceber é envolvida em uma trama intrincada de segredos que a levaram para além do distrito 12.

Quem está com dúvida em ler os livros, não fique, você terá boas surpresas e vai aprender muito sobre amor, sobrevivência, amizade, heroísmo e resistência.

Beijos mordidos!

Série Nova!

A minha nova série ainda está no forno, mas confesso que estou ansiosa para mostrar um pouquinho dela para vocês.

Então hoje separei um trechinho para vocês ficarem com água na boca. Vou deixar o título ainda em segredo.

Só prometo muita ação, aventura e romance tudo dentro da fantasia.

“Zoe saiu de detrás das caixas e correu pela parede com agilidade. Do teto disparou sobre o macho, ele precisava ser imobilizado e bem depressa. Temia que o som da luta chamasse a atenção de alguém, cruzar a porta era suicídio. Subitamente se arrependeu de não tê-la bloqueado. Ágil, ele se esquivou dos disparos e seguiu Zoe sem saber o quanto se expunha aos planos da jovem”.

Beijos mordidos!

Ninguém Sabe o Futuro

Depois da imortalidade, o futuro é minha maior fonte de curiosidade. Saber o que virá, buscar opções e saídas. Ao mesmo tempo saber o futuro implicaria na tomada de decisões. A humanidade mudaria? Saber o que virá nos tornaria menos destrutivos, mais conscientes? Não da para saber num mundo onde as opiniões variam. Como convencer a população do mundo a mudar hábitos, reciclar o lixo, respeitar o próximo, poupar água, não poluir, não matar?

Deus não conseguiu, as leis que escreveu são claras, mas não tocam a todos. O livre arbítrio é uma faca de dois gumes.

Não sei qual é o meu futuro. Isso gera insegurança, porque sinceramente não sou tola para planejar o futuro. Tudo que podemos fazer é tomar medidas para fazer dele algo melhor.

O texto não é uma paranóia de fim de mundo. Já que estamos em 2012 e existem profecias que afirmam que nesse ano, existe a probabilidade do planeta passar por alguns eventos fora do nosso controle. Mas o que há de novo? Estamos aqui a mercê da chuva e do vento, nós não estamos no controle. Se estivéssemos não haveria morte, guerras, não é mesmo?

Ninguém sabe o futuro.

Anos atrás quando trabalhava em minha máquina de escreve não imaginava ter um computador, sequer sonhava com isso. Não por não me achar merecedora ou capaz de conseguir. O problema é que o mundo era diferente, a tecnologia estava caminhando para o que temos hoje.

Então nos dias atuais, enquanto limpava minha estante de livros percebi algo que me deixou por alguns minutos pensando no caminho.

Lancei cinco livros, um deles lancei três vezes, participo de quatro livros de contos. O passado me trouxe ate aqui. Lembrei dos meus antigos desejos, eu só queria editar meu livro, não imaginei que iria tão longe. Olhar para eles hoje é um pouco estranho, mas a maior sensação é que cumpri uma etapa do caminho, mas ainda falta muita coisa.

Sento-me para escrever e me pergunto quantos mais? Há ideias anotadas em cadernos, livros começados. Imagens na cabeça, o tempo segue seu ritmo, enquanto as desenvolvo. Não sou imortal, não sei o futuro.

Dias e noites se repetem, enquanto me sento aqui e deixo as histórias me tocarem, invadir meu imaginário, encontrarem o papel. Mais uma aventura, mais um mundo onde posso viver sem medo do futuro, com a tola sensação de que sou imortal.

O escritor é uma criatura esperançosa, mas ao mesmo tempo boba, um fabricante de sonhos para hoje, amanhã e depois. Eles não sabem o futuro e só suas palavras, se forem boas, se tornarão imortais.

Beijos mordidos!

Coletânea de Contos Anjos Rebeldes

Em 2011 foi lançada a coletânea de contos Anjos Rebeldes, pela editora Universo Editorial, da qual participo com o conto “Na Terra Como No Céu”. Somente há poucos dias recebi meus exemplares. Como disponho de pouco espaço vou ficar apenas com um livro e vender os demais. Que quiser adquirir o livro com o conto autografado, basta me escrever, tenho somente quatro exemplares disponíveis.

Os contos têm como tema os seres angelicais, mas não se engane muitos deles não são o que parecem.

“Na Terra Como No Céu” você vai conhecer a história de Clara e Marcelo Arcanjo, eles se encontram no meio de uma estrada, que não leva a lugar algum. O que Clara sequer desconfia é que existe no seu passado um grande mistério, e ele vai colocá-la diante de anjos e demônios.

Meu e-mail de contato (almaesangue@gmail.com)

Falando em livros, quem quiser livros da série Alma e Sangue autografado me escreva.

Beijos mordidos!