Hoje senti uma saudade fulminante de Jan Kmam e Kara, li um trecho do livro A Rainha dos Vampiros. E resolvi dividir um pouco com vocês. Para quem tem o livro é o capítulo 40.Quem não tem? Precisa adquirir o livro e saber como termina a saga, lógico. Risos.

“– Vamos nos divertir um pouco? – perguntou Kara, assim que finalizou os movimentos.

O vampiro tirou as botas e ficou somente de camiseta e jeans azul. Kara o cumprimentou e desferiu o primeiro golpe. Jan revidou e logo lutavam de igual para igual. Moviam-se com agilidade e força. Kara impôs um ritmo bastante violento à luta, e Jan não gostou, não queria machucá-la. Durante três minutos, ninguém desistiu ou deu mostra de falhas. Num dado momento, Kara conseguiu uma brecha e atingiu o rosto do vampiro. O golpe tirou sangue dos lábios de Jan Kmam.

– Desculpe-me. Não foi minha intenção – disse ela, e se aproximou para lamber o sangue de seus lábios.

– Tudo bem…

Jan Kmam recuou e deu-lhe as costas, limpando o sangue do rosto agitado. Era difícil lidar com uma vampira fria e, ao mesmo tempo, tão provocante. Quando se voltou, percebeu que ela se divertia, provocando-o. Havia um brilho misterioso em seus olhos negros. Resolveu testá-la também; afinal, ela o devorava com os olhos. Kara observou sua forma física invejável, o jeans azul, as pernas fortes. Avançou numa sucessão de golpes e o jogou no chão sem dó. Olhou-o com aborrecimento.

– Se não lutar, vou machucar você, professor.

– Eu não vou machucá-la…

– Sou sua aluna, por que está agindo como se eu fosse de cristal? Deveria agir como o vampiro que todos dizem ser. – Kara cobrou, fitando seu rosto tranquilo.

– O que dizem de mim, Kara? Que sou somente a cura para sua amnésia? – Jan debochou irritado e ficando de pé.

– Que é um bom professor. Mas, pelo que vejo, só sabe bancar o “mestre protetor”– disse Kara, e Jan se perguntou até onde ela havia esquecido o passado.

– O que realmente esqueceu, Kara?

– Acho que o suficiente. Pelo que vejo, não há nada que possa me ensinar – retrucou Kara, sem responder à sua pergunta.

– Espere, vamos lutar.

– Ótimo – disse a vampira, pronta para lutar de verdade.

Kara voltou ao tablado e se curvou diante de Jan Kmam sem deixar de fitar seus olhos um só instante. Ela queria provar alguma coisa a si mesma e a ele também. Atacou-o com agilidade e raiva, jogando-o no chão mais duas vezes.

Jan resolveu lutar para valer e a impediu de derrubá-lo novamente. Foi sua vez de jogá-la no solo e dominar seus movimentos.

– Satisfeita? – perguntou Jan, prendendo-a num golpe forte pelo braço.

– Ainda não acabou – rugiu Kara, e tentou reverter o golpe, mas Jan a deteve e ficou por cima de seu corpo.

A vampira tentou empurrá-lo e se viu presa. Parou de se debater e olhou dentro de seus olhos. Jan diminuiu a pressão e a soltou. A situação deixava-o mais do que excitado.

– Fico feliz que tenha decidido lutar. Amanhã, usaremos espadas – ela avisou sorrindo e saindo do tablado. Mas não antes de cumprimentá-lo”.

Beijos Mordidos

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