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Resolvi começar o ano no blog com resenha e detalhes sobre o último livro da série Alma e Sangue, A Rainha dos Vampiros. Hoje resenha amanhã Rainha.

O primeiro que li de Stephen King foi Christine e foi uma experiência singular. Sempre me identifiquei com alguns de seus personagens, talvez por me sentir meio que deslocada. Era daquelas garotas tímidas, com óculos, um pouco Nerd, não muito falante, que gostava mais de observar.
Foi uma fase de descobertas e livros, li muito, li de tudo. Havia um livro em particular que adorava folhear. Um sobre Galões espanhóis, ele mostrava detalhadamente como eram construídos. Mas não achei King na biblioteca da escola, infelizmente. Foi uma vizinha me emprestou, ela gostava de ler e tinha quase todos os Best-sellers da época. Claro, já havia assistido ao filme e tinha uma ideia do que me esperava. Não foi uma leitura enfadonha, mas o estilo de King você ama ou odeia. Tive sorte, virei fã e sempre que conseguia tentava ler seus livros, ver os filmes baseado em suas obras.

A Zona Morta foi o primeiro livro de Stephen King adaptado para o cinema. (The Dead Zone – EUA – 1983) foi estrelado por Christopher Walken e dirigido por David Cronenberg. O filme foi bem fiel ao livro, a série lançada anos depois nem tanto.
O Livro conta a história de Johnny Smith, um professor que após sofrer um acidente passa cinco anos em coma. Ao acordar encara uma dura realidade, sua família está quebrada, ele perdeu a saúde, sua mãe, que sempre foi um tanto religiosa tornou-se fanática, é um tema comum nos livros de King, vez ou outra vemos um fanático com em Carrie, A Estranha. Mas Johnny não é um personagem para se ter pena, não. Ele é forte e consegue lidar bem com a situação, até mesmo quando tem sua primeira visão e se torna uma espécie de aberração aos olhos de muitos. Logo está nos jornais como farsante ou herói.

O modo que King descreve personagens e cenas do livro é extremamente real e chocante. Paralelo a história de Johnny vemos um serial Killer, um político em ascensão, tais eventos estão todos ligados e até o fim do livro vão mudar a vida de todos. O que percebi é que o período que Johnny ficou em coma as pessoas a sua volta se preparavam para o desfecho final que só aconteceria após seu despertar. Difícil aceitar que se perdeu tanto num piscar de olhos, mas ele tentou aceitar.
Johnny é um homem honesto, integro que ama profundamente os pais e que de algum modo ele já convivia com o dom que só se intensificou após o acidente. Para sua mãe um escolhido com uma missão, para a polícia um homem capaz de deter um assassino, para si mesmo Johnny é o homem que pode evitar uma guerra nuclear. Uma responsabilidade e tanto.

É a trajetória amarga de um jovem que só queria ser feliz, casar, ter uma família. Mas que não teve escolha, aliás, teve, a de sentar e esperar, mas ele é um homem de ação, mesmo usando uma bengala.

O acidente o afastou do mundo e deu a ele uma missão difícil de ser cumprida. Dor, solidão, raiva, amor e desespero são palavras comuns dentro da vida desse personagem. Em certos momentos quis que ele assumisse seu dom e de algum modo tentas-se conviver com ele. O fim do livro faz dele um personagem real e comprometido com o mundo que o rejeitou e excluiu.

O dom de prever o futuro sempre foi visto como uma maldição, quem o carrega que o diga. Exemplo disso Kassandra, irmã gêmea de Paris, que via o futuro, mas carregava a maldição de jamais ser acreditada. Ela previu a queda de Troia e a morte de todos. Dica, melhor é ler o livro e depois ver o filme, e se quiser veja a série.

Beijos mordidos!

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