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O primeiro livro que li de Anne Rice foi Entrevista com o Vampiro. Minha mãe o comprou numa lojinha em São Luís – MA. Leu e adorou a historia, quando demonstrei interesse em ler o livro ela proibiu, afirmou que era pesado demais para minha idade. Na época tinha apenas quinze anos. E por mais que insistisse de nada adiantou. Por fim, ela o guardou consigo e eu o esqueci completamente, quando me lembrei dele já estava com vinte anos e ele guardado na estante da sala.

Mergulhei no livro com fome e expectativa e ele não me decepcionou me apaixonei pela escrita dessa autora sem igual e por seus personagens. Com o passar do tempo desejei ardentemente ver a historia nas telas do cinema e isso aconteceu. Assim que pude li o Vampiro Lestat e demorei um pouco a ler o resto de sua obra, algo que estou fazendo nesse ano. Terminei de ler recentemente a Rainha dos Condenados.

Minha curiosidade sobre o livro cresceu após ver o filme, que recebeu criticas dos fãs do livro e da autora. O vi como assisti Entrevista com o Vampiro, com a certeza que nenhum cineasta pode levar a tela o livro de um escritor na integra. Mas nesse caso houve uma mudança completa da obra escrita.

Quem já leu sabe do que estou falando. O filme tem apenas traços do livro. Foi como se juntassem três livros em um só e isso ficou bastante frustrante para quem leu a obra e conhece todos os detalhes.

Rainha dos Condenados começa quando termina o Vampiro Lestat. Então se você não leu o livro não leia a Rainha, certamente vocês ficarão sem informações preciosas e que vão facilitar seu entendimento.

O livro é continuação do Vampiro Lestat, que está no auge da sua gloria como roqueiro reunindo seus fãs para um show e desafiando todos os outros vampiros a se levantar. E eles levantam mesmo, inclusive a própria mãe dos vampiros Akasha.

Nesse livro praticamente encontramos todos os personagens dos dois primeiros livros e alguns novos. Veremos Marius, Daniel, o jornalista o qual Louise contou sua historia, como Pandora, as gêmeas Mekare e Maharet, David Talbot(Líder da Talamasca), Jesse Reeves, Santino, Kayman, entre outros.

Anne Rice tem seu próprio ritmo de narrativa, se você é fã vai ler rápido, se está conhecendo agora e não tem paciência com a historia completa de seus personagens vai achar cansativo. Já me acostumei com o ritmo da autora e gosto dos detalhes que ela cuidadosamente imprime em sua obra. Eles é que fazem os personagens serem tão deliciosamente apaixonantes.

O relacionamento dos vampiros é algo de único, o modo como se amam e odeiam tem as minúcias mortais. Chamo a atenção para o modo estranho e perturbador que Armand seduziu, por assim dizer Daniel. Vampiro, poderoso e belo ele envolve o pobre Daniel numa teia tão irresistível de amor e ódio, que esse se vê incapaz de fugir de seus encantos, mas o gosto da imortalidade é sem duvida perigoso.

O leitor vai passar de sonhos estranhos a rituais fúnebres, logo depois conhece uma seita sanguinária, vê a histeria coletiva e um show de rock onde o cantor é Lestat. A mistura é parte do charme da historia que nos leva para o passado e nos trás ao presente e SUS implicações. A certa altura da leitura se percebe concordado com coisas imemoriais, mas que estão cheias de grandes verdades e crueldades. E que hoje já não são aceitas pela humanidade. Certamente vai julgar como eu julguei alguns dos personagens e se sentir incomodada com Akasha e suas idéias perturbadoras sobre o mundo que vivemos.

O importante é fazer pensar e ver o mundo pela ótica daqueles que são eternos e tem muito pouco a perder.

Jesse é uma personagem com o pé nos dois mundos mortal e imortal e nem sabe a dimensão disso na sua vida,ou o peso que terá. Ela nos traz um pouco da historia de Louise e Claudia e dos segredos da Talamasca. Suas descobertas nos tocam e nos envolvem mais ainda no livro, ao ponto de nos perguntarmos se os vampiros realmente não existem fora da fantasia.

O desfecho final do livro é bastante surpreendente e vale a leitura. No fim me senti recompensada e com saudade da historia. Livros são doces amigos que queremos guardar sempre perto, definitivamente a Rainha dos Condenados é um deles.

Beijos Mordidos

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