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Quando era criança gostava de tocar as figuras dos livros infantis. Lembro de uma imagem que mexia com minha imaginação, que me fez vigiar formigas e insetos por meses a fio. No meu livro de alfabetização havia uma linda formiga vermelha que se protegia dos pingos da chuva com uma margarida.

Ainda lembro a cor, os traços feitos pelo hábil ilustrador em pastel, lápis e temperas tão suaves para retratar aquele pequeno ser protegendo-se da chuva numa atitude tão humana. Tocava a imagem e quase podia vê-la se mover, evitando as poças, escondendo suas longas antenas sobre a textura delicada das pétalas da margarida.  A imagem me fazia imaginar milhões de enredos para aquela criatura vermelha e tão inteligente. O mesmo acontece com a narrativa de um livro. Edgar Rice Burroughs conseguiu fazer isso com perfeiçao em Uma Princesa de Marte.

Quando na segunda passada comecei a ler o livro a Princesa de Marte não tinha nenhuma referencia visual dos personagens, não busquei ver quem poderia ser o John Carter. Evitei propositalmente por se tratar de um livro de ficção cientifica. Acredito que a mente pode trabalhar melhor se imaginar por si mesma as palavras do escritor.

Nas primeiras páginas me senti meio que num filme de John Wayne, havia a poeira do  Arizona, os índios e a sensação de isolamento, que as planícies áridas dos grandes filmes de Faroeste conseguem transmitir ao expectador.

De um salto, somos levados para outro planeta, e ai sim, a ficção nos toma por completo e nos faz mergulhar no planeta vermelho, mais conhecido como Marte. As descrições são simples, mas precisas, não espere detalhes exagerados, somente o necessário para que você possa saber o que são os homens, animais e mulheres de marte. O planeta é agressivo, violento e por tudo eles lutam e se matam. Como o seu próprio nome nos faz lembrar o senhor da guerra.

O sistema aparentemente simples de vida dos “marcianos” é cheio de pequenas regras, por vezes cruéis e estranhas a nós terráqueos, mas parecem os fortalecer e cegar para a realidade e morte lenta do planeta.

John Carter é um herói, um soldado habilidoso que encontra em Marte diversas ocasiões para expressar sua bravura, honradez, lealdade e bondade.  Por algum tempo só me perguntava se ele não desejava voltar para a terra, mas em dados momentos percebemos, que ele não parece esboçar tal sentimento, como vemos em outros exemplos de personagens que são levados a outro planeta. John não se prende a tal obsessão e reage ao novo mundo com entusiasmo e coragem. As criaturas descritas no livro são exóticas e acredito que quando forem transportadas para a tela do cinema serão reproduzidas com perfeição.

Tenho um palpite que eles serão parecidos com os seres que vimos em Guerras nas Estrelas, de Jorge Lucas.

Ao longo de sua estada no planeta Marte ele faz amigos e inimigos, conquista a afeição dos animais locais com seus gestos de carinho e se torna um exemplo a ser seguido. A princesa é bela e exótica como manda Marte e as aventuras vividas por ambos nos faz querer o enlace que vem no momento certo. Os hábitos e costumes terráqueos e marcianos têm suas diferenças e isso causa algumas confusões entre o casal.

John Carter trava diversos duelos por sua própria vida e para salvar a jovem, bela e corajosa Dejah Thoris, a princesa de marte. O suspense no final do livro é inegável e massacrante, li as ultimas paginas quase as devorando para descobrir o mistério de John Carter e ao fim me senti estranha e perplexa.

Não faço ideia de como Andrew Stanton ganhador do prêmio da Academia® vai transportar a historia para a tela. A escolha do ator me agradou, ele está bem parecido com a descrição do livro, como o imaginei, a princesa está linda pelas fotos que vi.

O Filme já tem trailer que está aqui em baixo do post, o elenco traz nomes de famosos como Taylor Kitsch (‘X-Men Origens: Wolverine’) no papel título, Lynn Collins (‘X-Men Origens: Wolverine’) como a princesa guerreira Dejah Thoris, o indicado ao Oscar® Willem Dafoe (‘Homem-Aranha’) como o marciano Tars Tarkas.

Ano: 2010

A estréia é prevista para 9 de março de 2012.

Agora que já li o livro vou esperar ansiosa pelo filme.

Beijos mordidos!

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