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Nas postagens anteriores falei dos personagens principais da trama, Jan
Kmam e Kara Ramos, hoje quero explorar um pouco a trama e falar dos demais
personagens.

A ideia central do livro foi concebida a partir de um sonho. Os detalhes
e imagens iam se revelando à medida que escrevia. Desvendar o sonho foi como
montar um quebra cabeça, às vezes era rápido, outras nem tanto. A ideia central
era a reforma do casarão, o rapto de Kara, falar de imortalidade através da
figura de Jan Kmam, o vampiro.

Então ao fim de seis meses o livro estava pronto, ou quase, afinal
trabalhei nele melhorando algumas cenas e diálogos até começar a buscar uma
editora, mas isso é outra historia.

Nas primeiras sedições, quem possui o livro, vai perceber que ele não era
dividido por capítulos, a narrativa começava na primeira pagina e seguia com pequenas pausas. É, meu texto hoje tomou corpo e evoluiu junto com as edições do livro e hoje todos seguem o mesmo padrão. Essas mudanças se devem ao olhar critico do escritor e roteirista Eric Novello, ele fez o copidesque dos livros Alma e
Sangue, o Despertar do Vampiro, no Império dos Vampiros e no Kara e Kmam,
Segredos de Alma e Sangue. E durante o processo aprendi muitas coisas sobre meu estilo de escrita, a forma como escrevia e escrevo,sobre meus personagens e estranhamente, sobre mim mesma.

É, foi um mergulho dentro da minha imaginação. Seus conselhos eu levarei
por toda a vida como escritora. E o resultado está nos livros da série. Um
texto limpo, de leitura fácil, mas com conteúdo. A leitura critica e o
copidesque de um livro, é ao meu, ver essencial, não tenho problemas em passar
pelo processo, meu objetivo é um texto limpo e de fácil entendimento. Não me
melindro em passar por um copidesque, mas poucos têm minha confiança irrestrita
para mexer em meu texto. O processo exige que quem o faz tenha intimidade com o
tema do livro e saiba dar bons conselhos e acima de tudo conteúdo para fazê-lo.

O Alma e Sangue, o Despertar do Vampiro foi dividido em duas unidades,
algo que quero manter nos meus livros, afinal, percebi que facilita meu
trabalho e a leitura. Um detalhe interessante, somente o primeiro livro da série
é narrado em primeira pessoa, os demais então em terceira. Queria ir além, usar
recursos de linguagem, expor os personagens e cenas de modo mais rico e livre,
a terceira pessoa me deu essa possibilidade.

A história se passa em São Luis, no estado do Maranhão e em Paris. Dentro
das minhas lembranças do sonho vi claramente o casarão, cenários de minha terra
natal, e bastou olhar para as roupas de Jan Kmam para perceber que era Francês.

A narrativa de Kara nos transporta facilmente para seu mundo sem cor e
vida. Viúva ela vive mergulhada na lembrança da morte do marido e faz disso o
centro de sua existência, assim como seu trabalho. Possui dois grandes amigos e
colegas de trabalho Roberto e Alva, ambos amigos de faculdade, com eles divide
lembranças da vida de solteira e de casada. É fácil perceber que algo está
prestes a acontecer e acontece mudando a existência tediosa da narradora.

Impaciente, cruel e perigoso Jan Kmam rapta Kara transformando sua vida.
O contato entre os dois personagens é inusitado, por vezes cômico, tenso,
perigos e cheio de desejo. Jan faz mudanças expressivas e Kara se vê obrigada a
compreender seus erros, as fraquezas, tristezas e medos. A aparição de Jan Kmam
é o ponto de partida para uma montanha Russa de emoções dentro de Kara que se
vê atraída por um assassino.

Belo e perturbador, Jan arrasta Kara consigo para a noite lhe mostra
parte de si mesmo a mergulhando dentro da morte, do crime e do desejo.

Seus modos destemidos a assustam e a fazem fugir sempre de um confronto
inevitável. Ela se refugia dentro de lembranças e medos, mas Jan exige mais que
isso, ele quer que a verdadeira Kara venha à superfície e volte a viver mesmo
que seja através da morte.

O desejo entre eles é real e bem palpável, Jan Kmam a olha e vê o passado
e o presente brincando com seus sentimentos. Mas não ousa lhe revelar a
verdade, não ainda, afinal a sente frágil e em constante fuga. O que Kara não
desconfia é que está ligada ao vampiro num laço de sangue antigo e imortal.

Como o post ia ficar muito grande vou continuar na quarta feira.

Beijos mordidos!

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