Eu sempre soube que a vida era bem curta. Aprendi sobre a morte muito cedo, morava numa cidade do interior e é estranho, mas a morte em lugares assim é propagada e todos falam dela, de suas causas e efeitos. Claro, perdi animais de estimação, que amava e a dor de perdê-los me deu maturidade e compreensão que somos “poeira no vento”, como dia a música do grupo “Kansas – Dust In The Wind”.

A vida é rara e preciosa mesmo existindo em abundância, cada um de nós com seus erros e acertos somos únicos, e ouso dizer insubstituíveis. A morte, essa mão pesada que leva a todos sem distinção de cor, credo ou idade é uma sentença que ignoramos, temos e aceitamos com revolta e resignação.

O que fica como lição, se existe uma, é que devemos viver cada pequeno momento. A vida é muito curta para que a disperdicemos com medos, violência, guerras, intolerância.
Nos pequenos gestos, nos momentos de tristeza, e alegria a vida nos mostra que é delicada e que jamais estaremos aqui novamente. O tempo incansável nos arrasta, nos leva e tira o melhor e o pior.

Por que sentir dor se existe a alegria? Viver com medo se existe luz dentro da mais densa das escuridões? Lutar para viver é um direito dado a todos.

Aprendi a dizer o que queria e hoje é quase impossível ficar calada quando sinto que as palavras precisam ser faladas, mesmo que, quem as escute não compreenda. O que fica é a certeza que foram ditas e que não restam arrependimentos tardios.

Hoje queria falar de escolhas e lembrei que a vida era curta e que devia escolher um caminho que me levasse ao sorriso, e não as lagrimas. Dentro da dor existe a força para seguir em frente, o momento do Adeus pode ser o da vitoria e da libertação.

Viver é imprescindível, já que estamos aqui no jardim da vida e da morte. Os dias e as horas passam depressa e tudo se perde dentro do silêncio ou dentro das palavras. Então tenha a certeza de dizer, eu te amo, ou adeus, ou fique, ou vá embora. Porque o tempo voa e não volta mais.

Sempre me perguntaram por que gosto de vampiros. A resposta é uma só, eles são imunes a morte, mas infelizmente não são a solidão.

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