Desde pequena, tinha gostos diferentes. Preferia desenhar a correr; ler ou ouvir historinhas infantis ao invés de brincar de casinha. Tive poucas bonecas que valem nota: uma Susi, uma Emília. Por incrível que pareça, ainda tenho todas, minhas relíquias. Mas sempre fui fã mesmo de bonecos de pano.

Bonecos de pano têm algo de bom: podemos abraçá-los sem medo de quebrar. Para mim, eles são muito especiais, como a Índia, boneca que ganhei de Belo Cabelo, o Pepe, o Coelho e a Camila, a boneca de corda. A Índia até mesmo já foi para São Paulo comigo. E, recentemente, minha irmã Luciane atendeu a um pedido meu e fez uma réplica de uma boneca bem diferente. Uma monstrinha linda que batizei de Marafete Beatrice em homenagem ao Marafo, o boneco que vive numa garrafa no livro Neon azul, do Eric Novello.

Não é uma fofa? Estamos tendo longas conversas, e a visão de mundo dela é incrível – ela até mesmo é fã do Ville Valo! Nós, realmente, temos muito em comum.

Anúncios