Escrever um livro é deliciosamente cruel. Às vezes, sinto-me presa e confusa; outras tantas, transbordando de ideias e, de tão cansada, não consigo sequer escrevê-las no papel.

Mais um ano e mais um livro. As vozes dos personagens nos meus ouvidos, suas aventuras e seus crimes, paixões nos meus olhos… Observo-os de perto e não tenho como fugir. Participo e sou testemunha até o fim.

Dentro do meu coração, não é o último livro da série; sinto como se fosse uma pausa. Afinal, sei que Jan Kmam jamais vai deixar de me contar suas aventuras, Ariel sempre me visitará para me fazer sorrir com suas brincadeiras.

Há tanto a ser dito que já reservei um caderno para eles. Sinto-me voltando ao passado, quando eram personagens somente meus. E ficavam em meus cadernos de escola, no meu diário, como meu bem mais precioso. Lia as palavras de Jan Kmam para Kara e sorria timidamente de sua ousadia, do modo como se amavam. Observava-os dançando felizes e compartilhava com eles de sua imortalidade. A cada página, sinto-me completando os passos que dei e os vejo tão fortes e independentes…

Já existe outro caderno. Nele, um novo livro, o sobrenatural ainda persiste. Como deixar a fantasia quando ela é minha melhor amiga? Como os amigos, devemos ser fiéis. Novos personagens, uma aventura nova a seguir. Mistério e terror, amor e paixão. Já tem até mesmo um nome e 50 páginas. Aliás, esse número é mágico para mim, sempre paro quando um livro tem 50 páginas. É a metade do caminho, mais 50 e terei cem páginas, e assim por diante.

No livro Rainha dos vampiros, tenho a missão de expor o que me foi segredado por muitos. O amor e o ódio, a traição e a lealdade, a morte e a vida se revelarão capazes de mudar o destino de todos. E trazer diante de nossos olhos a rainha dos vampiros.

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