Parcerias


Desde que relancei o livro Alma e Sangue, o Despertar do Vampiro em 2009 pela editora Aleph, venho fazendo parcerias com blogs e promoções.  Acho muito legal deixar que a sorte decida quem vai levar os livros.

Acredito que no segundo semestre de 2011 possamos ter o quarto e último livro da série Alma e Sangue, o Rainha dos Vampiros.

Para tanto resolvi que só farei cinco parcerias. Somente cinco blogs terão o livro para sorteio.

Com o lançamento do site e webserie baseada nos livros resolvi fazer uma troca, os blogs interessados em participar do sorteio divulgam a websérie, o site http://www.almaesangue.com.br/ e meu blog, https://nazarethefonseca.wordpress.com/ com um post falando sobre a websérie e livros.

Envia o link da postagem para e-mail: almaesangue@gmail.com e entra na lista do sorteio.
Farei o sorteio assim que o livro for lançado. Cada blog receberá um livro para sorteio e resenha.

Se quiser pode ainda usar o banner da websérie.

Pequeno

Grande

Boa sorte a todos e beijos mordidos!

Um Ano de Sacodes

Desde o Natal eu senti que as mudanças estavam chegando e nem todas era boas. A virada do ano foi como as demais, mas faltou dentro de mim a alegria por um novo ano.  Provavelmente eu sentia inconscientemente que as coisas não seriam fáceis. Havia uma estranha impaciência e estava muda, não tinha nada para falar, geralmente quando entro nesses “silêncios” sei que é a calmaria antes da tempestade.

O coração amou e se desiludiu na mesma medida. Meu plano era amar, ter alguém do lado, alguém para segurar a mão, ligar e contar meu dia emocionante, beijar loucamente e não viver frustrada.

Coisas assim têm sabor de sabão em pó. Já provou sabão em pó? Eu já, quando era pequena fazia bolhas de sabão com água e sabão em pó. E na animação às vezes caia um pouco na boca, era horrível. Mas ver as bolhas flutuando compensava por um tempo.

Foi assim, era amargo, mas compensava. Mas quando as últimas bolhas de sabão sumiram no ar o que ficou foi à tristeza e o gosto de sabão em pó. Um bom sacode com lágrimas e tudo que se tem direito, e até música para acompanhar.

É o que dizem, você esta vivendo, aprendendo. De fato, aprendi muito, estou com 38 anos e não me envergonho de dizer, cabelos brancos, sim, sou mortal.

Mas dentro de meu coração vive uma coisa que nenhum sabão em pó pode tirar, a esperança. Ano do Coelho, ano do planeta Mercúrio, dos Orixás Nanã, Iansã e Omulu.

Ano de ser eu mesma e lutar mais uma vez pelo meu espaço, idéias, por mim como pessoa. Lutar para provar aos “observadores” que posso ir além, mesmo sendo pequena, frágil, Nortista, mulher, e um ser sentimental.

Quando escrevo existe algo delicioso,eu e o papel. Meu vício, meu mundo. O resto que se dane!Isso ninguém me tira.

Posso tudo, desde que deseje com fé. A missão desse ano de Sacodes, como diz meu querido amigo Eric Novello, é sobreviver.

Amar a si mesmo, respeitar você primeiro, e os demais logo depois, ouvir e calar, amar, fazer sexo quando der, beber com os amigos, ouvir música alta e depois ri sozinho. Aproveitar a jornada sozinha ou acompanhada. Beijar seus bichos de estimação e ver o quanto eles te completam e são fieis.

Hoje é dia de ser você mesmo e mais ninguém.

Beijos mordidos, sempre!

Feliz aniversário!

      Hoje faço aniversário e vou sair do inferno astral – acreditem-me, isso existe. Tenho enfrentado o meu de modo resignado. Entendi que, se debater, é pior. Meu ano astral novo finalmente vai começar, e o que me anima é a expectativa de que algo mude. Estou cansada de mesmice.

Esperava mais de 2011, mas, por enquanto, ele nem na média ficou. Vou fazer mais um ano de vida, e só Deus sabe quantos de alma imortal. Já fiz meu pedido – não posso revelar qual foi –, mas, se ele se realizar, os fãs dos livros da série Alma e sangue finalmente serão presenteados como merecem.

O resto dos meus desejos poderá se concretizar se eu continuar trabalhando e tendo paciência com meu coração.

Obrigada pela companhia de vocês em mais um ano.

Beijos mordidos!

Minha nova amiga

Desde pequena, tinha gostos diferentes. Preferia desenhar a correr; ler ou ouvir historinhas infantis ao invés de brincar de casinha. Tive poucas bonecas que valem nota: uma Susi, uma Emília. Por incrível que pareça, ainda tenho todas, minhas relíquias. Mas sempre fui fã mesmo de bonecos de pano.

Bonecos de pano têm algo de bom: podemos abraçá-los sem medo de quebrar. Para mim, eles são muito especiais, como a Índia, boneca que ganhei de Belo Cabelo, o Pepe, o Coelho e a Camila, a boneca de corda. A Índia até mesmo já foi para São Paulo comigo. E, recentemente, minha irmã Luciane atendeu a um pedido meu e fez uma réplica de uma boneca bem diferente. Uma monstrinha linda que batizei de Marafete Beatrice em homenagem ao Marafo, o boneco que vive numa garrafa no livro Neon azul, do Eric Novello.

Não é uma fofa? Estamos tendo longas conversas, e a visão de mundo dela é incrível – ela até mesmo é fã do Ville Valo! Nós, realmente, temos muito em comum.

Tempo para tudo

 Escrever um livro é deliciosamente cruel. Às vezes, sinto-me presa e confusa; outras tantas, transbordando de ideias e, de tão cansada, não consigo sequer escrevê-las no papel.

Mais um ano e mais um livro. As vozes dos personagens nos meus ouvidos, suas aventuras e seus crimes, paixões nos meus olhos… Observo-os de perto e não tenho como fugir. Participo e sou testemunha até o fim.

Dentro do meu coração, não é o último livro da série; sinto como se fosse uma pausa. Afinal, sei que Jan Kmam jamais vai deixar de me contar suas aventuras, Ariel sempre me visitará para me fazer sorrir com suas brincadeiras.

Há tanto a ser dito que já reservei um caderno para eles. Sinto-me voltando ao passado, quando eram personagens somente meus. E ficavam em meus cadernos de escola, no meu diário, como meu bem mais precioso. Lia as palavras de Jan Kmam para Kara e sorria timidamente de sua ousadia, do modo como se amavam. Observava-os dançando felizes e compartilhava com eles de sua imortalidade. A cada página, sinto-me completando os passos que dei e os vejo tão fortes e independentes…

Já existe outro caderno. Nele, um novo livro, o sobrenatural ainda persiste. Como deixar a fantasia quando ela é minha melhor amiga? Como os amigos, devemos ser fiéis. Novos personagens, uma aventura nova a seguir. Mistério e terror, amor e paixão. Já tem até mesmo um nome e 50 páginas. Aliás, esse número é mágico para mim, sempre paro quando um livro tem 50 páginas. É a metade do caminho, mais 50 e terei cem páginas, e assim por diante.

No livro Rainha dos vampiros, tenho a missão de expor o que me foi segredado por muitos. O amor e o ódio, a traição e a lealdade, a morte e a vida se revelarão capazes de mudar o destino de todos. E trazer diante de nossos olhos a rainha dos vampiros.

Carta aos Fãs

Queridos fãs,

Obrigado pelo carinho e confiança ao longo dos anos. Tenho prestado atenção nos elogios e também nas críticas sobre a Websérie. Muitas pessoas dão sugestões, mas o mundo do audiovisual não é tão simples quanto parece para quem só vê TV. Na teoria tudo é simples, mas quando saímos das opiniões e vamos para a prática, o quebra-cabeça se mostra mais complexo. Nem tudo na vida se resume a galã de novela. Vocês ficariam encantados e surpresos ao saber dos bastidores de um projeto como esse. 

É preciso negociar cada detalhe e são muitas pessoas envolvidas no processo de criação. No caso da Websérie Alma e Sangue, tudo que fiz foi criar um conto para que esse conto fosse adaptado. A série não é uma adaptação dos livros. Sei que sentem falta dos detalhes, como a tatuagem de Kara Ramos ou o sotaque de Jan Kmam, mas esse foi só um primeiro passo. Ganhamos todos experiência e abrimos portas para que um dia os livros, numa adaptação fiel, possam chegar às telas do cinema.

Do mais, gostaria de lembrá-los que em breve fecharemos essa saga especial com a publicação de A Rainha dos Vampiros. O livro está repleto de surpresas e fechará as histórias que vocês acompanharam com tanta dedicação.

Espero que vocês me acompanhem ao longo dessa jornada de escritora, que está só no começo. Se tudo correr bem, vocês conhecerão novos personagens muito especiais e outros projetos relacionados ao universo de Alma e Sangue

Beijos mordidos

Naza

Escrever um ato solitário

 

Puxo a caneta e o caderno e sinto as palavras fluindo, as idéias chegando, lembro dos sonhos que tive, volto nas palavras chaves que anotei. Logo a folha está cheia, o meu celular joga música em meus ouvidos, como se fosse apenas o barco que me leva além. Tudo a minha volta some e estou com os pés literalmente na fantasia.

Posso ver todos eles como se estivesse, num plano maior, vozes e sussurros. Eles passam por mim que pareço vê-lo em planos diferentes. Basta escolher quem seguir e assistir.

Kara. Ela está andando sozinha pela rua e eu a sigo onisciente, onipresente. Sua luta, seus desejos, sua dor e tristeza, eu posso sentir tudo.

A mão se move depressa, a letra muda, rápido para não perder os detalhes. A música muda aos meus ouvidos e sinto meu ritmo mudar. Escrevi três linhas antes do dialogo. Antecipei-me. Volto marco com números e letras, para não me perder.

Jan Kmam começa a falar e eu escuto sua voz aborrecida. Ao longe o sorriso de Ariel. Consuelo está tramando… Calma, estou vendo muito depressa, devagar se não perco a continuidade.

Olho para as janelas e preciso descer do ônibus, guardo a caneta apressada, fecho o caderno e me sinto tonta, sai depressa demais.

Desço em minha parada e continuo andando pensando na cena. Estou dentro do Rainha dos vampiros e a sensação que tenho é que até o meio do livro muita coisa vai mudar.

Beijos mordidos.